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Mobile OS: Android já representa 25% do mercado (EUA)

(fonte: QuantCast)
Dados atualizados até Agosto/2010 da QuantCast (San Francisco, CA, USA), mostrando a fatia de cada sistema operacional móvel no mercado americano.
A estratégia do Google de disponibilizar seu sistema operacional para as fabricantes de celulares parece acertada. O fato é que a empresa fundada por Sergey Brin e Larry Page ganha de qualquer forma. Os mais de 120 milhões de dispositivos com iOS já comercializados pela Apple vem pré-configurados com o Google como mecanismo de busca.
O resumo de 2010 está abaixo:
(fonte: QuantCast)
(atualizado em 08/09/2010 para atualizar gráficos da QuantCast)
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Em uma imagem, porque o Google Nexus One será um sucesso

Consegue ver a imagem de um “Nexus One“, o novo smartphone do Google, abaixo da barra de pesquisas? Como lembrou Nick Bilton, do blog Bits/NYTimes.com, qual produto ou empresa não gostaria de aparecer na página com maior número de acessos diários do mundo?

São mais de 2,5 bilhões de acessos/mês (vide abaixo)!

Vamos a alguns números (fonte Compete.com, dados consolidades de Novembro/2009):

-   146,063,379 de visitantes únicos / mês

- 2, 636, 325,410 acessos /mês

Qual a possibilidade de um *bom* produto ou serviço ter sucesso com esta visibilidade? Responda você mesmo!

Ok, é bem verdade que a página acima ainda não é disponibilizada para todos os países mas, certamente é uma questão de tempo. Lembrando que já são mais de 16,000 aplicações disponíveis para o sistema operacional do smartphone (Android).

Aproveitando que estamos falando em volume de acesso: Google X Yahoo X MSN

(FONTE: COMPETE.COM)

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Mobile Money e o Impacto no PIB

Como já comentei em posts anteriores (“Pagamento móvel vai decolar?”, parte I e parte II), as possibilidades do pagamento móvel ou “mobile money” são enormes.

Cerca de 2 anos atrás eu li uma reportagem de um exemplo de como o SMS (Short Message Service) ajuda na transferência de valores em aldeias na África. Funciona assim:

- Jovens saem de suas aldeias e se dirigem para cidades médias e grandes centros em busca de trabalho e educação

- Com parte da renda que eles obtêm nas cidades é enviada de volta para sua família que ficou no interior

- Na aldeia de origem, por vezes, não existe sequer energia elétrica, banco então, nem pensar. Como resolveram o problema?

- Bem, mesmo nos lugares mais longíquos, existe rede de celular. Algumas poucas pessoas, em geral pequenos comerciantes, tem acesso a serviço móvel utilizando aparelhos de celular muito simples

- Os jovens transferem créditos ($) de seus celulares pré-pagos para os celulares, também pré-pagos, dos comerciantes que moram nas aldeias de seus pais

- A família faz compra de alimentos nestas pequenas lojas e o comerciante faz o débito do valor dos bens adquiridos dos créditos enviado pelos filhos. O comerciante ganha um percentual, que também é debitado do valor dos créditos recebido via SMS

O Impacto no PIB

A novidade agora é um estudo do Banco Mundial que mediu o impacto que 10 celulares a mais a cada 100 habitantes: PIB tem um incremento de 0,8 pontos percentuais (8%!)Pode parecer pouco, mas não é!

Hoje temos mais de 4 bilhões de celulares no mundo, 75% destes em países desenvolvidos. No Quênia, por exemplo, um país pobre da África sub-sahariana, tem 38 milhões de habitantes e 18,3 milhões de celulares, ou 40% da população.

Um outro exemplo, muito parecido com o que citei acima, está descrito em uma reportagem de hoje na “The Economist“. O texto detalha o sistema M-PESA, lançado em 2007 pela Safaricom, do Quênia e que já tem 7 milhões de usuários.

A propósito a mesma “The Economist” publicou uma repostagem especial “Mobile marvels” que trata do benefício que países pobres e emergentes (como Brasil e Índia) estão se beneficiando com o crescimento da base de usuários de telefonia móvel.

Veja no gráfico abaixo o quanto a quantidade de usuários cresceu em apenas um ano nos países emergentes:

(fonte: The Economist)

Um estudo do Banco Mundial

Tive acesso a um excelente relatório do Banco Mundial, datado de Junho/2008, com muitos dados e informações sobre o impacto da telefonia celular na redução da pobreza no campo. Se você se interessa pelo assunto, recomendo a leitura.

Deste estudo vou apresentar apenas um gráfico que demonstra como está correlacionado positivamente o PIB per capita e a área de cobertura da telefonia celular (no caso GSM), na América Latina:

pibgsm.png
(fonte: Banco Mundial, 2008)
A propósito, recebi esta semana a edição no.76 da HSM Management e a reportagem de capa é “A Era Mobile”. Leitura mais do que recomendada. Abraços!
(atualizado às 00:50 AM de 25/09/2009 para inclusão do relatório do Banco Mundial e o link da HSM no.76)
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Pagamento móvel vai decolar? (Parte 2)

Na Parte I deste post tratamos dos modelos de negócio mais conhecidos de pagamentos móveis e também da promessa do NFC. Mas, quais as iniciativas (aqui e no exterior), que já estão funcionando?

Iniciativas e serviços de Pré-pago

A lista baixo não compreende todos os serviços existentes, apenas aqueles mais conhecidos, começando pelas iniciativas brasileiras. Fique à vontade para indicar outros, como fizeram dois leitores nos comentários da do post anterior.

logoPaggo.gif Serviço pré-pago da operadora Oi. No momento da compra você informa o seu número de telefone ao lojista. Um SMS é enviado para o seu aparelho com os dados básicos da compra e, através de um PIN, você autoriza o débito do valor do seu saldo de crédito. Ainda não disponível em São Paulo

Itaucard Vivo (operadora móvel): não tenho maiores detalhes da iniciativa de uma operadora de cartão nacional e uma empresa de telefonia móvel de São Paulo. Basicamente você, que é cliente destas empresas faz aportes de valores (modelo pré-pago). No momento da compra a máquina de cartão (POS) apresenta uma opção de pagamento “phoneshop”. Você informa o número do seu celular e um código é enviado para o seu aparelho. O lojista precisará informar este código para finalizar a transação. Você não precisa apresentar o cartão (físico). Detalhes nesta nota do Portal Exame

boku.png Boku: presente em mais de 50 países (não, no Brasil não temos), Boku permite que você faça compras on-line e informe operadora/número de telefone ao invés do cartão de crédito. Um SMS é enviado e basta você responder com um “Y” para finalizar a transação.

zonglogo.pngZong: muito semelhante ao Boku, você informa seu número de celular no momento da compra on-line, recebe um PIN# e informa este código para finalizar a operação. O valor da compra, como no Boku, vem na conta do seu telefone

hdr_obopay_logo.jpgObopay: a fundadora e CEO, Carol Realini, estava em um trabalho voluntário na África quando observou que, mesmo nos lugares mais longíquos algumas pessoas tinham um celular, mas nem todas tinha uma carteira (ou seja, dinheiro). Voltou para os EUA, fez o business plan, levantou dinheiro com investidores e fundou a companhia em 2005. Como funciona? Sabe aqueles R$ 5,00 da “vaquinha” do lanche da sua turma do escritório que você sempre esquece. Se tivéssemos um serviço como este por aqui, bastaria transferir, pelo seu celular, o valor diretamente da sua conta-corrente para a sua amiga que cuida do caixa dos lanches. Você pode realizar transações pelo celular (SMS, software que você faz o download ou WAP), diretamente na Internet do seu desktop ou até mesmo através de “widgets” em sites de relacionamento (MySpace, Facebook etc). O produto evolui para o “mundo físico” e agora disponibiliza um cartão de crédito pré-pago

paypal_logo.gif PayPal: velho conhecido, talvez o sistema de pagamento on-line mais popular, também tem uma versão para o mundo móvel. Além de uma aplicação para o telefone móvel (iPhone), você pode transferir dinheiro via SMS ou um portal de voz.

Ainda temos um serviço de uma empresa de Curitiba-PR que o leitor David Carvalho (quase meu “xará” como ele lembrou) me indicou. Segundo ele:

Já existe um serviço pré-pago onde você faz uma recarga na sua conta (do cartão) e usa em toda a rede credenciada, incluindo lojas, empresas e pessoas físicas. O serviço ainda é novo mas está sendo a cada dia ampliado. É por SMS e só pode ser feito pelo celular da pessoa. Se quiserem conhecer acesse: http://www.cartaocv.com.br

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O assunto é extenso e minha opinião é que temos uma grande demanda por serviços que simplifiquem as transações financeiras, sem perder de vista a segurança. Novos post virão, aguardem!

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Pagamento móvel vai decolar?

O pagamento móvel é uma promessa antiga que decolou em alguns países (Japão) mas que ainda está demorando a ser uma realidade no restante do mundo.

Aqui no Brasil um dos grande problemas operacionais é a definição da instituição que vai garantir o repasse do valor ($) do comprador para o lojista e, mais importante, o que a operadora móvel ganha nesta transação.

Em uma operação de cartão de crédito temos a empresa de cartão de crédito, a credenciadora (dona da maquina), o banco e o lojista. No M-Payment ainda temos a operadora móvel. Podemos complicar ainda mais se considerarmos as operadora móveis virtuais (MVNO ou Mobile Virtual Network Operator).

Minha opinião é que a M-Payment ou pagamento móvel tem tudo para dar certo no Brasil se adotarmos modelos mais simples e se os atores envolvidos no processo cederem um pouco para que todos ganhem. Na Teoria dos Jogos, este seria um jogo de colaboração.

Modelos de M-Payment

Basicamente, temos 4 (quatro) modelos de pagamento móvel:

  • Compra faturada diretamente pela operadora: você faz uma compra pelo celular em sites de ecommerce e através de uma senha e um código (PIN) a transação financeira é autorizada e autenticada pela operadora. É rápido, relativamente seguro, não requer softwares específicos no celular e não requer cartão de crédito
  • Via SMS: você envia uma “ordem de pagamento” via SMS para um código específico; o lojista recebe um SMS com a confirmação do “pagamento” e entrega a mercadoria ou serviço. Temos alguns problemas, o principal deles talvez seja a não garantia de entrega de SMS (não existe SLA para mensagens de texto no celular). Porém, convenhamos, é simples de utilizar e pode ser feito de 100% dos aparelhos do Brasil, ou seja, a tecnologia e o modelo do aparelho não seria uma barreira para implantação
  • Via WAP: apesar de não ter feito tanto sucesso no Brasil, o WAP ainda é utilizado por muitas operadoras e lojas on-line para realizar venda, seja ela diretamente no browser do celular ou através de um programa específico para realizar a operacão. O consumidor pode realizar o debito via serviços como PayPal ou Google Checkout, diretamente com a operadora (serviço específico) ou fornecendo os dados do seu cartão de crédito
  • Via NFC (Near Field Communication): muito popular no Japão, este meio de pagamento e simples, prático e seguro. NFC é uma tecnologia wireless derivada do RFID que permite o estabelecimento de comunicação entre dispositivos a uma distância média de 10 cm. Já temos chips NFC embarcados em aparelhos celulares e, portanto, se você quiser comprar um refrigerante em uma vendor machine, pagar o metrô ou ônibus, comprar jornal na banca, pagar entrada no cinema etc, basta aproximar seu celular para que a transferência de créditos se realize. Na minha opinião, este modelo tem um grande potencial de negócio, mesmo no Brasil. Veja alguns números abaixo

NFC – Grande Potencial

  • No Brasil, ainda temos 49% da população fora do sistema bancário (dados de Julho/2009). Boa parte destes possui um celular e são clientes mais do que potenciais para o serviço
  • A empresa de pesquisas Juniper Research, segundo notícia da Reuters de hoje (02/09), prevê que o mercado de pagamentos via NFC sera de US$ 8 Bi em 2009 com potencial de US$ 30 Bi ate 2012. Convenhamos, é muito dinheiro
  • Apesar de ser uma realidade no Japão a algum tempo, a empresa prevê que o mercado americano e europeu deve experimentar um grande crescimento entre 2011 e 2014 (imagino que o Brasil deve embarcar nesta onda também por volta deste período)
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