Tag Archives: cloud

Um Framework para Cloud Computing

No post anterior citei alguns números recentes da economia que é gerada através da adoção da Cloud Computing. Os dados foram apresentados pela Amazon.com nesta semana em um evento de Cloud Computing nos EUA.

Um Framework para Cloud Computing

O National Institute of Standards and Technology (NIST) é uma agência do departamento de comércio dos EUA. O seu papel no contexto de Cloud Computing é promover o uso efetivo e de forma segura desta tecnologia, tanto no governo como na indústria, ao promover e divulgar padrões e guias técnico sobre a Computação nas Nuvens.

(clique na imagem para visualizar no tamanho mais fácil para leitura)

Afinal, quais as Características de uma plataforma de Cloud Computing?

Podemos enumerar várias. Este artigo mostra 5 características-chave:

  1. On demand self-service: você pode fazer  o setup, a configuração do seu ambiente sem a ajuda de ninguém
  2. Ubiquitous network access: disponível através de qualquer dispositivo com acesso a Internet
  3. Location independent resource pooling: a demanda por processamento e armazenamento são distribuídas através de uma infra-estrutura comum, em que nenhum recurso em particular é designado para um usuário específico
  4. Rapid elasticity: usuários que contrataram a “nuvem” podem incrementar ou decrementar a capacidade de acordo com suas necessidades, sem prévio aviso e sem intervenção do provedor dos recursos
  5. Pay per use: o contratante é cobrado de acordo com a quantidade e volume de recursos que utiliza: poder de processamento, banda de Internet, armazenamento etc

Seu fornecedor de Cloud Computing oferece uma “Nuvem” com algumas destas características básicas?

Category: Cloud Computing | Tags: ,

Economia em Cloud Computing:servidores representam 54% do custo

Quem fez esta conta foi a Amazon.com, certamente uma das empresas com mais “tempo de estrada” na Computação nas Nuvens (Cloud Computing).

Os gastos com servidores, de acordo com esta apresentação do chefe de tecnologia da Amazon.com, Dr. Werner Vogels (Ph.D em sistemas distribuídos), representam 54% do custo total para manter servidores em data-centers. Este número não inclui gastos com energia.

De acordo com a Amazon, a economia final, para a maior parte do seus clientes, chega a 90% (mínimo de 70%), quando comparada com os custos de manter esta infra-estrutura internamente.

Abaixo o resumo dos gastos mensais para manter os sistemas rodando em data-center próprio (slide extraído da apresentação do Dr. Vogels em 19/07/2010):

Se este argumento não for suficiente, veja abaixo, da mesma apresentação, o quanto utilizamos efetivamente de um servidor: 10 a 20% de utilização, em média.

Uma experiência pessoal

Cloud Computing não é a “salvação da lavoura”. Como tudo na vida, a utilização precisa ser feita de forma criteriosa. O processo passa pela rigorosa seleção de fornecedores.

Em Fevereiro/2010 eu estava à frente de um projeto de software em que toda infra-estrutura deveria ficar hospedada em data-centers de provedores. Uma das primeiras opção que nos ocorreu foi, claro, Cloud Computing. Seria a solução ideal pois não tínhamos idéia de quantos usuários iriam utilizar a solução Web-based, o volume de dados armazenados poderia crescer de forma não planejada, a banda de rede idem etc.

Procuramos um dos maiores provedores nacionais em São Paulo, onde fica a sede da empresa em que trabalhava na época, e fechamos um projeto de Cloud para hospedar o ambiente de produção.

O resumo da ópera foi o seguinte: o fornecedor “empacotou” uma série de servidores, todos com capacidade e poder de processamento limitadíssimos, e nos vendeu como se fosse uma “Nuvem”. Precisava expandir? Sem problema, bastava você pedir e mais um servidor seria adicionado… …claro que desistimos assim que recebemos os detalhes de operacionalização desta suposta “Cloud Computing” que, de “Nuvem”, não tinha nada.

(nesta Quarta, 21/07/2010, estará disponível um post com o resumo de um Framework de Cloud Computing)

atualizado em 21/07/2010 para incluir link para o novo post

Category: Cloud Computing | Tags: ,

Cloud Computing: Open-source Cloud e a Ajuda da Microsoft

Este post traz duas boas notícias para o mundo da “Cloud Computing”. A primeira é o anúncio da empresa de soluções SOA open-source, WSo2, já citada várias vezes neste blog, e a outra vem da Microsoft e de sua plataforma de Cloud, Azure.
wso2cloud

WSo2 Lança sua Plataforma de “Cloud Computing”

Para quem não conhece, a WSo2 é uma companhia que desenvolve soluções para a arquitetura orientada a serviços (SOA) no modelo open-source. Tem escritório no longíquo Sri Lanka (terra natal do seu fundador) e nos EUA e Europa.

A plataforma de “Cloud Computing” que eles lançaram permite que as empresas criem sua própria “nuvem”, as chamadas “Private Clouds“, com um custo (direto) de software bastante reduzido.

A solução de Governance as a Service é um dos serviços já disponíveis para serem utilizados (veja restrições abaixo).

wso2gaas A idéia é que sua empresa possa fazer o setup de uma solução de Governança para o ambiente SOA (SOA Governance Registry) diretamente na “nuvem” da WSo2.

Veja o que é possível implementar:

- Armazenar services, WSDLs, Schemas e policies, facilitando a descoberta (discovery) dos serviços e suas restrições

- Gerenciar o ciclo de vida dos serviços
- Manter múltiplas versões dos serviços

- Acompanhar as dependências e associações entre os WSDLs e os Schemas

- Dar permissões apropriada para os usuários

As restrições para utilização são:

  • até 5 usuários
  • não mais do que 100 recursos armazenados
  • não mais do que 100 recursos acessados / dia
  • cada recurso pode ter, no máximo, 1 MB

E estão preparando o lançamento do 2o. produto: “Indentity as a Service”!

Importante: como informou esta notícia da InformationWeek USA, o WSO2 suporta o uso de seu produto como uma “Amazon Machine Image“, o formato de máquina virtual do EC2/Amazon Cloud. É compatível também com “VMware ESX Server virtual machine” e, claro, no open source Linux KVM virtual machine.

A Cloud da Microsoft, Azure, agora pode rodar “Ruby on Rails”

azureinterop

A notícia vem do blog da Mary-Jo Foley. No final de Novembro (25/11/2009) o arquiteto da Microsoft, Simon Davies, anunciou que já tinha um exemplo do “Ruby on Rails” rodando em uma “nuvem” do Microsoft Azure (veja aqui “ao vivo”).

Em um movimento acertado, a Microsoft tem feito um esforço para que sua “nuvem” tenha compatibilidade com vários produtos e soluções open-source. Alguns exemplos de “Azure compatible” são:

  • Ruby
  • PHP e ferramentas baseada no Eclipse
  • MySQL
  • MediaWiki
  • MemCached
  • Tomcat
  • SugarCRM tem sua versão para o Azure (!)

e claro, o seu “Service Bus and Access Control services”, antes conhecido como “.NET Services”, agora roda diretamente no Windows Azure e é chamado agora de “Windows Azure platform AppFabric Service” (nome nada fácil…). Mais detalhes aqui e aqui.

Como na discussão levantada no post da Mary-Jo, não imagino que exista motiva de desconfiança por trás desta iniciativa da Microsoft em suportar soluções open-source em sua “nuvem”.

No meu ponto de vista, não importa para o usuário, e até mesmo para o desenvolvedor, em que “nuvem” sua sua aplicação baseada no “Ruby on Rails” ou seu open-source SugarCRM, está sendo executado.

O que você acha?

Cloud da Amazon: US$ 220 milhões/ano

amzec2.png

Este valor é uma estimativa de quanto o serviço de Cloud Computing da Amazon.com feita por Randy Bias em seu blog Cloud Scaling.

A Amazon é uma empresa que fatura algo em torno de US$ 19.2 bilhões/ano, ou seja, o seu serviço de cloud (EC2, Amazon’s Elastic Compute Cloud) representa 1% do faturamento mas, convenhamos, não é nada desprezível correto?

Qual o tamanho da “nuvem” da Amazon?

Bias cita alguns números sobre a infraestrutura da EC2 da Amazon. Vejamos (atenção são valores e capacidades estimadas, a Amazon, por razões óbvias, não divulga o tamanho da sua infraestrutura):

    1. 40.000 servidores
    2. são dual-core server de 2U com 8 cores, montados em rack. O autor do post acha que são modelos S2108 da fabricante SGi. Cada rack com 16 servidores
    3. Custo estimado de cada servidor: US$ 2 a 2,5 mil
    4. Capacidade de utilização: planejada inicialmente para um máximo de 75%
    5. Discos: tudo indica que são 8 discos SATA de 500 GB por máquina
    6. Cerca de 20% desta capacidade é reservada para as próprias operações da loja Amazon.com
    7. Provavelmente este parque de servidores está distribuído em 6 data centers, com 6,700 servidores/site

Tipos de Servidores e % de Cada Configuração

Continuando sua estimativa, Bias acha que as 5 configurações de servidores virtuais tem o seguinte percentual de utilização:

    1. 21% m1.small: small Instance (Default) 1.7 GB of memory, 1 EC2 Compute Unit (1 virtual core with 1 EC2 Compute Unit), 160 GB of instance storage, 32-bit platform
    2. 35% m1.large: large Instance 7.5 GB of memory, 4 EC2 Compute Units (2 virtual cores with 2 EC2 Compute Units each), 850 GB of instance storage, 64-bit platform
    3. 20% m1.xlarge: extra Large Instance 15 GB of memory, 8 EC2 Compute Units (4 virtual cores with 2 EC2 Compute Units each), 1690 GB of instance storage, 64-bit platform
    4. 13% c1.medium: high-CPU Medium Instance 1.7 GB of memory, 5 EC2 Compute Units (2 virtual cores with 2.5 EC2 Compute Units each), 350 GB of instance storage, 32-bit platform
    5. 11% c1.xlarge: high-CPU Extra Large Instance 7 GB of memory, 20 EC2 Compute Units (8 virtual cores with 2.5 EC2 Compute Units each), 1690 GB of instance storage, 64-bit platform

Receita da “nuvem”: por hora, mês e ano

Com base nestas estimativas e no preço do serviço, o autor chega à seguinte conclusão em relação ao faturamento:

Resumo das instâncias da EC2:

m1.small 34,675
m1.large 28,896
m1.xlarge 8,256
c1.medium 5,366
c1.xlarge 2,270

Faturamento de cada instância:

Hora : US$ 25,264
Mês  : US$ 18,190,195
Ano  : US$ 218,282,342

Nada mau para uma empresa .com que começou vendendo livros!

Category: Cloud Computing, statistics, vendors | Tags: