Wal-Mart Telecom

(fonte: Great coverage)
O mapa acima mosta a cobertura do serviço de telefonia celular Straight Talk lançado pelo Wal-Mart nos Estados Unidos. A rede de telefonia utilizada é da operadora Verizon (uma das maiores dos EUA).
Você vai no supermercado Wal-mart, ou pela Web, e contrata o serviço. Vejam os preços:
- Por R$ 52,00 (US$ 30) você tem 1,000 minutos para fazer ligações locais ou de longa distância, 1,000 SMS e mais 30 MB para nagevar na Internet (banda larga da operadora móvel)
- Por R$ 78,75 (US$ 45) você tem um plano sem limites: ligações locais ou longa distância, SMS, Internet…
Interessante? Lembrou da conta da sua operadora?
Agora você entende porque o governo brasileiro arrecada R$ 15,5 bilhões/ano do serviço de telefonia móvel e as operadoras tem lucro operacional menor que 10% deste total (R$ 1,4 bilhão)? É disparada, a maior carga tributária do mundo.
Por que este blog discute este assunto? Simples, parte deste valor que vai para o governo poderia ser revertida para o barateamento das tarifas e para a geração de novos produtos e serviços como este que uma rede de supermercado americano acabou de lançar. E o que sobra para investimento em inovação? Em tecnologia para permitir tarifas menores, melhor atendimento e produtos de telefonia inovadores como as do exemplo acima?
Qual a lógica de desenvolver um negócio em que o Lucro Operacional gerado é 1/10 do Imposto que o governo leva? Qual o incentivo para o empreendedor? Como formentar a concorrência em um mercado que se consolida cada vez mais? Quem sai ganhando quando tivermos apenas 3 ou 4 operadoras de telefonia móvel? Nós consumidores? Responda você mesmo…
Não existe nada de errado no lucro e na existência das grande corporações. A questão é que o governo deveria criar condições para o surgimento de novas empresas, aumentando a concorrência e beneficiando uma parcela bem maior da população.
Finlândia torna banda larga em direito do cidadão
Guardando todas as diferenças, não custa ver outro exemplo que vem da Finlândia. Este país será o primeiro no mundo a transformar o acesso a banda larga um direito do cidadão, garantido por lei.
- Em Julho de 2010, todos os 5,3 milhões de habitantes terão direito a acesso em velocidade de pelo menos 1 Mbps
- A meta será o primeiro passo para disponibilizar acesso de 100 Mbps para toda população até 2015
Já sabemos que existe um estudo na Casa Civil sobre um plano para universalizar o acesso a banda larga. A intenção é excelente mas, adivinhem onde a discusão está emperrada? O ministro das Telecomunicações (Hélio Costa) defende os investimentos do setor privado; o secretário de TI do ministério de Planejamento (Rogério Santanna) afirma que o governo pode implementar por conta própria. Certo…


E depois ainda tem “especialista” dizendo que o Brasil evolui… Ao que aparenta, só a tecnologia evoluiu – o povo e seus representantes continuam os mesmos…
Diferente do registro do Eduardo Costa, devo insistir que o Brasil evolui, sim! pode não ser com os passos que o Eduardo deseja, mas se levarmos em conta as condições sócio-econômicas deste país veremos quanto temos avançado em termos de consciência sócio-política.
Se não fosse assim, essa discussão não estaria acontecendo. O fundamental, agora, não é saber se evoluímos ou não, é resolver se os evoluídos dessa nação estão fazendo algo mais do que reclamar. Quais ações práticas estamos desenvolvendo para que a evolução de alguns ajude na evolução de mais outros, até que sejam um tanto bom para que as impressões de mudança sejam mais claras.
Obrigado Davi pela sua colaboração permanente para que evoluamos em conhecimento e consciência.
Eduardo e Jeferson, obrigado pelos comentários. O debate só evolui com as visões diferentes de cada um de nós.
Um dos objetivos do post é pararmos e refletirmos 15 segundos sobre os impactos negativos de uma carga tributária tão grande no processo de inovação.
O Eduardo tem razão quanto no ponto de que a nossa classe política está “atrasada” no tempo. Só não podemos nos esquecer quem os colocou lá em Brasília.
Que tal todos nós cobrarmos dos nossos representantes se algo está sendo feito em relação à esta carga de impostos já poderia ser um começo.
Abraços e voltem sempre!