Cloud Computing em uma Guerra
Nos E.U.A. existe uma agência que é responsável pela maior parte dos sistemas do Departamento de Defesa (DoD): Defense Information Systems Agency (DISA).
O CIO da DISA (John Garing, coronel reformado da força aérea) está em contato com empresas como Google, Amazon, FedEx e outras para tratar de Cloud Computing. Ele está convencido que serviços de TI baseados em Cloud Computing serão o futuro dos sistemas militares.O DISA já está liberando um sistema cuja arquitetura é semelhante à “nuvem computacional elástica” (EC2) da Amazon.
Internamente, na agência do governo, este novo sistema é conhecido como RACE (Rapid Access Computing Environment). O exemplo da utilização deste ambiente em “cloud” é interessante:
- Um soldado está em um campo de batalha com um dispositivo (ex. smartphone) com suporte a web e acesso à alguma rede sem fio (EUA já utiliza isto na guerra)
- Em um dado momento este soldado precisa ter acesso a mapas do campo de batalha, fontes de fornecimento de combustível mais próximo, a localização do apoio aéreo (aviões e helicópteros), enfim, tudo o que for necessário para completar uma missão
- Todas estas informações viriam de uma “nuvem” (cloud) que, de alguma forma, disponibilizaria todo este arsenal de informação para o soldado em campo de guerra
Mais uma vez a inspiração vem do Google, que precisa apenas de meses para conceber uma solução desta em seus laboratórios e levar para a produção graças à “cloud computing”. Segundo o CIO da DISA, “Velocidade e flexibilidade é o que fazem com que companhias como Google e outras serem bem-sucedidas”.
O DISA está utilizando vários fornecedores para implementar sua “cloud computing” e, segundo a reportagem original do NY Times, parte desta “nuvem” está rodando em servidores blades da HP.
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