Monthly Archives: June 2008

Progress vai às compras outra vez

Posted on by

Na Quarta (25/06/08) a Progress Software anunciou a compra da IONA, e na Sexta (27/06) a empresa adquiriu a MindReef.

MindReef é uma empresa que desenvolve ferramentas que ajudam analistas a implementarem em um ambiente de SOA. Ela alega que possui mais de 3,000 clientes, incluindo 40 das empresas que fazem parte do ranking “Fortune 100″. Quem será a próxima?

Category: vendors

Intel não quer utilizar Windows Vista?

Posted on by

Com o título “Et Tu, Intel? Chip Giant Won’t Embrace Microsoft’s Windows Vista” o jornal NY Times informa que a gigante fabricante de chips decidiu que não irá migrar os computadores dos seus mais de 80,000 empregados para o Windows Vista.

É possível que ela volte atrás na decisão uma vez que a Microsoft sempre foi sua parceira estratégica mas, por enquanto, o pessoal de TI da Intel não confia na última versão do sistema operacional da empresa de Redmond.

Isto lhe diz alguma coisa?
(p.s.: post escrito a partir de um iMac, com Mac OSX 10.4)

Category: Microsoft, OS

Progess Software compra a IONA

Em mais um movimento de consolidação do mercado de SOA, a Progress Software acaba de anunciar a compra da IONA, pela bagatela de US$ 106 milhões.

IONA é bastante conhecida por sua expertise em soluções de integração utilizando CORBA e pela sua suite de SOA, FUSE. Este produtos é open-source e baseado em soluções da Apache:

A Progress já tinha adquirido a Actional Corp em 2006, formando uma unidade com foco em SOA. A IONA, por sua vez, fortaleceu seu portfólio SOA ao adquirir, em Abril de 2007, a LogicBlaze.

Elas tem um bom problema pela frente: unidas, as companhias tem diversos ESB, comerciais e não comerciais. Talves os clientes fiquem confusos.

A pergunta da vez é: ainda resta algum fornecedor de middleware independente?
R – I do not think so!

(alguns links: blog do Dana Gardner | blog do Joe McKendrick | anúncio da Progress)

Category: vendors

O Maior Supercomputador do Mundo (hoje)

Posted on by

O maior supercomputador, hoje, é da IBM. Segundo a “big blue”, esta máquina (vide foto) foi contruida para a Administração Nacional de Segurança Nuclear, e está instalado dentro do famoso laboratório de Los Alamos (onde foi desenvolvido o Projeto Manhattan que construi a primeira bomba nuclear na segunda guerra mundial).

Vamos a alguns números desta super-máquina:

  • 1.02 petaflops ou 1.02 quatrilhão de operações por segundo
  • 6.984 chips AMD Opteron dual-core (base dos blade servers LS21 da IBM)
  • 80 terabytes de memória
  • são necessários 288 racks “bladecenter”
  • ocupa 557,41 m2
  • 10,000 conexões (infiniband e Gigabit Ethernet) precisam de 91,73 Km de cabos ópticos
  • 226,796 Kg é o peso do supercomputador

Para quem se interessa, esta é a fonte da notícia e, deste mesmo post vem o raking atual dos maiores supercomputadores:

Um detalhe adicional, o nome dado à esta super-máquina é “roadrunner”, que vocês devem lembrar do desenho animado (não é da minha época :-) ).

Category: Ibm

Mercado de Middleware: IBM, BEA e Oracle (nesta ordem!)

Alguns números interessantes do mercado mundial de middleware em 2007, revelado por um estudo do Gartner:

  • O Mercado movimentou US$ 14.1 bilhões
  • Em relação à 2006, houve um aumento de 12.9%
  • Para efeito comparativo, o mercado de banco de dados foi de US$ 18.6 bilhões
  • O faturamento do líder (IBM) foi maior do que a soma do faturamento do 2o. (BEA) e do 3o. (Oracle) vendor
  • As vendas da IBM totalizaram US$ 4.1 bilhões, passando a ter 28.9% do market share (ante 28.3% de 2006)
  • As vendas da BEA foram de US$ 1.3 bilhões com 9.3% do market share (era 9.8% em 2006)
  • A Oracle totalizou US$ 1.2 bilhões com 8.5% do mercado (um aumento de 8% em relação a 2006)

O 4o. lugar ficou com a Sterling Commerce (US$ 443 milhões), com uma participação de 3.1% do mercado, e o 5o. lugar foi da Microsoft (US$ 426 milhões), que tem 3% do mercado (era 2.4% em 2006).

Como todo grande mercado, segue uma das regras da economia que afirma que quanto maior o mercado mais concentrado é em relação aos fornecedores. Oracle e BEA juntas venderam apenas 61% do que vendeu a “big blue”, e estas três tem 47% de todo mercado de middleware.

Com a união da Oracle e BEA (operando em conjunto, de fato, apenas desde 01/06/2008) elas estão reposicionando os produtos no mercado. Quais produtos irão ser descontinuados, quais serão aproveitados, como ficam as bases já instaladas etc. Todo este processo deve beneficiar ainda mais a empresa líder neste ano de 2008.

Category: BEA, Ibm, Oracle, statistics, vendors

Teste seus conhecimentos sobre SOA

 

 

 

 

 

O site da eBiz.net tem um pequeno teste (10 questões) que se propõe a avaliar o seu conhecimento sobre a arquitetura orientada a serviços (SOA). São 5 minutos muito bem investidos. Recomendo!

Category: SOA, soa-fundamental

Google, Cloud Computing e o Domínio do Mundo

Este é mais dos daqueles artigos sobre como o Google vai dominar o mundo? Sim. Desta vez está utilizando a Cloud Computing.

A grande rede de computadores do Google, espalhada em várias localidade, é conhecida dentro da empresa como “The Cloud“.

Desafio: como explicar este ambiente complexo, esta “nuvem”, para os novos desenvolvedores do Google?

Solução: utilizando os 20% do tempo livre que o pessoal do Google tem direito para tocar seus projetos “pessoais”, um engenheiro de software, de pouco mais de 20 anos, criou um curso de programação para “the cloud”, obteve o apoio da IBM (isto mesmo!) e implantou o treinamento em universidades.

Adicionalmente a “matéria” é ministrada com o cuidado de não revelar os segredos da “The Cloud” do Google.

Uma sacada e tanto, certo? Veja como a empresa tira proveito deste tempo que outras companhias taxariam como “perdido” ou improdutivo.

O que é a Google´s Cloud?

Algo como 1 Milhão de servidores baratos que, segundo este artigo
, não são muito mais poderosos do que os micros que temos em casa, ligado em uma rede. O artigo segue comparando o fato deste “supercomputador” do Google nunca envelhecer: se um servidor está com problema ele é substituido e a “nuvem não sente absolutamente nada”. Simples assim.

Servidores necessário para o projeto

O Google fez um investimento em 40 novos servidores (isto mesmo 40) apenas para que seu engenheiro colocasse o projeto em prática nas universidades, chamado “Google 101“.

O próprio chaiman da IBM veio conversar com o CEO do Google sobre o projeto conjunto e, de trabalho feito nas horas vagas,
este projeto tornou-se o trabalho em período integral do engenheiro recem-formado.

Mais uma vez isto se tornou um negócio para o Google.

Category: Cloud Computing

Oracle, BEA e as suas Comunidades Técnicas

Em 01/Jul/2008 vai iniciar para valer a operação conjunta da BEA powered by Oracle. Pode existir, é claro, uma certa apreensão dos clientes da BEA em relação ao futuro dos produtos (conheci grandes empresas brasileiras que adquiriram soluções inteiras de integração semanas antes do anúncio).

Não adianta tentar fazer nenhum diagnóstico agora. Vamos esperar para ver qual a política que a companhia do Mr. Ellison vai implementar para os produtos da recem adquirida BEA.

Fico me perguntando como os vendedores da Oracle vão adaptar o seu discusso em relação aos da antiga concorrente BEA. É, este mundo é pequeno e a Oracle tem muito dinheiro. Turma da Oracle: muito cuidado quando falarem de um produto de outro fornecedor, logo logo vocês podem se tornar um vendedor de uma solução à qual vocês não aconselhavam a compra.

BEA e suas comunidades Dev2Dev e Arch2Arch

As duas comunidades da BEA devotadas para desenvolvedores, Dev2Dev, e arquitetos, Arch2Arch, irão para baixo do guarda-chuva da Oracle Technoly Network (OTN). Todas estas comunidades informam como se dará esta integração. Este link da OTN tem uma FAQ de como será o processo.

Nestas comunidades você já pode ter algumas pistas de como se dará este processo de integração. Espero que a Oracle tenha aprendido com algumas integrações de um passado recente: tudo que é imposto sem ouvir o cliente tem uma grande chance de fracassar. Espero que, desta vez, ela ouça com atenção os clientes da BEA.

Oracle, por algum motivo eles escolheram a concorrente, e esta escolha merece todo respeito.

Category: BEA, Oracle, vendors

Comprei um ESB. E agora?

Posted on by 1 comment

Tenho uma notícia não muito boa: se você iniciou a implementação pela compra de um ESB, você começou da forma errada (os vendors não irão concordar comigo).

A boa notícia é que nem tudo está perdido.

O cenário típico é este: seu fornecedor habitual de soluções marca uma reunião e lhe oferece um middleware, um negócio chamado “ESB” que, segundo ele, é fundamental sua arquitetura SOA, a última moda em integração. Pior ainda, como é citado neste post do ZapThink.com, seu chefe vai jogar golfe com o fornecedor e entre uma tacada e outra ele é convencido de que deve “comprar” (!) uma solução SOA.

Vamos parar de blá, blá, blá e verificar os riscos que esta abordagem traz e como tirar benefício da situação.

Quais os riscos?

  • Primeiramente, como afirma o autor do artigo, se um middleware resolve seu problema, por qual motivo você iria considerar a implantação de SOA neste momento? Não responda agora, pense!
  • SOA não veio para conectar “coisas” – arquitetura orientada a serviços está relacionada a uma mudança de estilo de arquitetura, um novo modus vivendis em arquitetura e implementação de soluções. Saimos dos “silos” e ingressamos na era de “serviços compostos” com baixo acoplamento utilizando padrões abertos e com um mapeamento mais próximo da necessidade do negócio.
  • Conectar o Middleware com outro Middleware não é a solução -parece óbvio mas não é o que acontece na vida-real.com.br. A lógica de alguns vendedores que é “vendida” para os nós (clientes) é esta: seus problemas atuais serão resolvidos se você instalar mais um middleware.

OK, comprei um ESB. O que faço agora?

Com alguns cuidados e prioridades bem estabelecidas você tem uma grande chance de ter sucesso.

  • O principal, é utilizar uma abordagem orientada a processos, ao invés de orientada a integração pura e simplesmente. Se você quiser apenas integração você não precisa de SOA. Ponto.
  • Neste contexto o cenário é um pouco mais complexo do que o habitual. Não estamos falando de um sistema que gera um arquivo texto e um ERP “consome” e gera outro com as inconsistências. E neste ambiente, a governança é fundamental desde o início (vide vários posts neste blog).
  • Definição das funções que devem ser atribuidas ao ESB. Veja este outro excelente artigo da ZapThink. Basicamente, transformação, roteamento baseado no conteudo, segurança e gerenciamento das mensagens são funções que o ESB deveria desempenhar.

Por fim, mas não menos importante, lembre-se que o negócio deve definir a arquitetura (daí a importância de SOA) e que a arquitetura deve “dirigir” a tecnologia a ser adotada. A tecnologia não deve ditar as normas para a arquitetura.

Category: ESB, SOA

Governança SOA: Erros Comuns e Soluções (parte III)

Na terceira (e última) parte desta série de posts sobre Governança SOA, gostaria de compartilhar um site com várias referências à este assunto: SOAGovSource.com.

É um sítio devotado ao assunto com muitas referência a outros artigo, estudos de caso, cases de sucesso, definições etc.

Leia com especial atenção algumas definições de Governança SOA (What is SOA?).

The Role of SOA Governance
“SOA governance is the set of solutions, policies and practices which enable companies to implement and manage an enterprise SOA.”
Samih Fadli, Satyam Computer Service

Gartner: SOA Governance Remains Crucial
“SOA governance is about having the discipline and making sure that the very important decisions go through to appropriate people and that these people have the appropriate input to make those decisions. That is half of the SOA governance problem. The second half is whenever there are decisions that are made, SOA governance needs to make sure that those decisions are actually followed. It’s not only about setting a speed limit, it is about enforcing it too and eventually giving people tickets or sending them to jail. That is what SOA governance really is about.”
Paolo Malinverno, Gartner

Category: Governance, SOA