Monthly Archives: April 2008

SOA nas Crises ou Como Vender SOA

Vamos iniciar este post com uma estatística do Forrester Research que trata do aumento da adoção de SOA pelas empresas:

  • Em 2005, o resultado da pesquisa do Forrester indicava que 53% das empresas estavam utilizando ou planejando a utilização da arquitetura orientada a serviços
  • Em 2006 este número havia crescido para 62%
  • Em 2007 já estava em 66%
  • Mais importante: a quantidade de companhias que estavam considerando SOA como uma solução no nível corporativo (e não apenas em projetos específicos ou departamentais), cresceu de 22% em 2005 para 27% em 2007
  • Em contrapartida, confirmando o firme propósito das empresas em adotarem SOA, a pesquisa indicou que em 2005, 47% não consideravam esta nova arquitetura, número que caiu para 33% em 2007

Um dado interessante, nas “entrelinhas” da pesquisa, confirma o fato de que não devemos encarar SOA sob a óptica da tecnologia e sim sob o prisma do negócio. Os analistas concluiram que “quanto mais o pessoal de IT tem a vivência prática na implementação de SOA, mais eles percebem que esta abordagem vai muito além do que o simples reuso e Web Services: é um facilitador dos negócios“.

Discutindo SOA com a Alta Gerência (ou Como Vender SOA para seus Chefes):

Nas primeiras tentativas de “vender” SOA na empresa em que trabalho, eu utilizava um “tecniquês” que mais confundia do que ajudava. Aprendi que devemos nos colocar no papel do executivo, do acionista, e falar a lingua deles. É exatamente o que indica a pesquisa. Algumas dicas:

  • Uma abordagem interessante é: “Este novo estilo de arquitetura permite uma melhor integração dos nossos sistemas, preservando boa parte dos investimentos já realizados, e irá prover uma infra-estrutura que possibilitará a implementação de soluções em um tempo menor, ao permitir uma grande reutilização de partes de sistemas…”
  • “Esta nova forma de construir novos sistemas e integrar os já existentes irá permitir uma maior flexibilidade para as demandas dos nossos negócios…”

Em Tempos de Recessão SOA pode Ajudar (e muito!)

Além das dicas acima é importante enfatizar para seu CFO que:

  • SOA, principalmente quando aliado com os conceitos de virtualização/consolidação traz economiza (energia, espaço, custos de administração etc), evitando duplicação de soluções (os famosos “silos” de informação e sistemas). E isto traz uma racionalização inteligente na utilização dos ativos de IT
  • “Com SOA temos a oportunidade de gastar 1/4 do estimado para reescrever aquela parte do nosso atual sistema (“legado”) ao utilizar esta nova forma de integração para implementar apenas a nova regra do negócio (novo serviço) e integrar à solução atual. E podemos fazer isto de forma mais rápida….”

Boa sorte!

(links úteis: http://blogs.zdnet.com/service-oriented/?p=1080, http://searchsoa.techtarget.com/news/article/0,289142,sid26_gci1306215,00.html, http://blogs.progress.com/soa_infrastructure/2008/03/protecting-soa.html)
Category: Agile, SOA, statistics

TIBCO e Apresentação de BPM

A TIBCO vem realizando uma série de semniários sobre SOA e BPM (Canada e EUA). Uma destas apresentações está disponível para download em http://www.tibco.com/resources/dm/soa/succeedingsoabpmbrown.pdf (sem custo, sem necessidade de registrar, basta clicar e baixar o PDF com 21 slides).

O material é excelente, vale a pena investir 10 minutos, principalmente porque eles não “falam” de nenhum produto da TIBCO.

Abaixo estão alguns view-graphics desta apresentação.

1. Onde está o Processo?

Os silos e a forma de integração atual: Qualquer sistema pode “falar” com outro, porém…

  • O relacionamento entre os processos de negócio e os sistemas não fica claro
  • A infraestrutura de TI é muito frágil
  • TI se torna um “peso” e não um ativo como outros da empresa

2. SOA e BPM Refinam esta Estrutura

Vejam onde BPM “entra” nesta estrutura introduzindo uma separação (necessária) entre processos e serviços.

3. Visão da Arquitetura (Big Picture): SOA + BPM

Este é um dos view-graphics mais importantes: mostra a nova visão da arquitetura e onde alguns dos elementos da arquitetura orientada a serviços “se encaixam”.

BPM, BPM CBoK e Associação no Brasil

No dia 17/Abril/2008 participei da reunião “virtual” para o lançamento da “Associação dos Profissionais de BPM“, capítulo Brasil.

Foram quase 300 participantes de vários estados do Brasil que se reuniaram em uma sala virtual para ouvir a proposta da nova associação, que é o mais novo chapter da “Association of Business Process Management Professionals” (ABPMP.org).

Compartilho com vocês um resumo da apresentação e as principais propostas da ABPMP-BR:

  • Objetivo: Criar uma entidade nacional, diferente do chapters do PMP Brasil e estabelecer código, padrões, código de ética
  • O trabalho é voluntário na operação da ABPMP
  • A ABPMP é orientada e conduzidas por profissionais de BPM
  • Esclarecimentos:
    • BPM é uma disciplina gerencial e não ferramenta
    • BPMS são as ferramentas que apoiam a implementação de BPM
  • ABPMP não tem vínculos com fornecedores
  • Missão:
    • Promover a prática de Gerenciamento de Processos de Negócio
    • Desenvolver o conjunto de conhecimentos comuns nesta área
    • Contribuir para o avanço e desenvolvimento das competências profissionais dos que trabalham nesta disciplina
  • Visão: ser a principal organização de profissionais em Gerenciamento de Processos de Negócio
  • Um BPM CBoK, nos moldes do PMBoK (PMI), está em construção
  • Capítulos ativos nos USA, Mexico e agora no Brazil
Category: bpm

IONA: MULE não é um ESB!

Larry Alston é o VP de open source da Iona (soluções de Middleware “fechadas” e open source). Neste post do blog “Linux and Open Source” (ZDNet.com) ele “alfineta” o rival Mule, afirmando que não o consideram nem mesmo como um ESB.

Bastante controverso. Se ele queria gerar polêmica, conseguiu.

Vejamos a opinião do Mr. Alston sobre o Mule:

  • Roteador inteligence e engine de mediação, nos moldes do projeto Apache Camel
  • Na sua fundação, Mule não possui seu próprio container; ele é baseado no Spring
  • Não provê serviço de mensageria; muitos usuário utilizam o Fuse (Iona) como message broke
  • Mule não possui um barramento de mensageria confiável
  • Apache Camel tomará o lugar do Mule em breve

Citando textualmente:

He said the MuleForce engine is nice but ´it is a little piece of the whole puzzle. It is positioned as ESB but technically it is not because it doesn’t have its own container and most versions of the connectors are done by third party vendors. Camel will overtake Mule in the next couple of years, easily.

Quando a Iona adquiriu a LogicBlaze eles tinham o mesmo tamanho do time da MuleSource hoje: cerca de 30 pessoas.

Como se a Iona já não tivesse problemas suficientes: o que eles irão fazer, por exemplo, com os dois ESB que eles oferecem? Quem sobreviverá? “Ardix ESB” ou “Fuse ESB”?

Neste contexto, ela afirma que os verdadeiros competidores neste nincho são o open source ESB da Sun e o Sonic ESB, da Progress Software.

O que é Cloud Computing?

Mais um termo relativamente novo. Cloud Computing está relacionado com:

Vamos simplificar! Este artigo da InfoWord/IDG , publicado pelo NYTimes.com responde a algumas questões sobre o que exatamente é Cloud Computing.

1. Antes de mais nada a idéia é utilizar a metáfora utilizada para representar a Internet (uma grande nuvem blá, blá blá…) com o termo “computing”.

2. Bingo! Fez-se a luz! Cloud + Computing = servidores virtuais disponíveis na Internet! Alguns analistas definem o termo como uma versão simplificada de Utility Computing, com servidores na “grande rede”. Veja a arquitetura de Cloud Computing utilizada na definição da Wikipedia:

Cloud Computing from Wikipedia.org

Qual o objetivo afinal?

Responder uma das demandas e (um dos) sonhos de todo CIO: aumentar a capacidade de processamento “on the fly” sem a necessidade de novos investimentos em infraestrutura, treinamento de pessoal, aquisição de licenças adicionais de software (melhor parte) etc. Está relacionada com serviços em que você paga pelo que você usa, em tempo real, extendendo a capacidade de processamento do seu (sempre limitado) data center. Lembra que Cloud Computing tem a ver com SaaS?

Você pode relacionar Cloud Computing com:

  1. SaaS: tipo de cloud computing em que um sistema/solução é disponibilizada via um browser para milhares de clientes através de uma arquitetura multitenant (uma mesma instância de um software “servindo” para múltiplos organizações clientes).
  2. Utility Computing: é o que organizações como Amazon.com, SUN e IBM estão fornecendo – servidores e storages virtuais que as empresas podem utilizar sobre demanda
  3. Web services in the cloud: conceito muito próximo de SaaS: Web Services providers disponibilizam APIs para os desenvolvedores explorarem as funcionalidades dos sistemas e bancos de informações. Alguns exemplos são: Amazon, Google, U.S. Postal Service, Correios aqui no Brasil etc.
  4. Plataform as a service: outra variação do  SaaS: este tipo de Cloud Computing disponibiliza todo um ambiente de desenvolvimento. A partir deste ambiente você customiza suas aplicações (e.g. ERP). Um bom exemplo é a plataforma Force.com, da Salesforce.com.
  5. MSP: Managed service providers
  6. Service Commerce Platforms
  7. Internet Integration

Com toda esta oferta de “Cloud Computing”, o autor do artigo sugere até mesmo um novo termo (que faz todo sentido), “Sky Computing“: várias “clouds of services” onde os usuários poderão plugar e invocar serviços de forma isolada.

Category: SaaS, Trends

IBM Investe (mais) em Banco de Dados Open-Source


A IBM já é conhecida por incentivar e investir alguns milhões/ano em projetos open-source (para exemplificar, apenas em Linux, a “big blue” investe aproximadamente US$ 100 milhões/ano e tem 600 desenvolvedores envolvidos no desenvolvimento deste sistema operacional).

Depois da aquisição do MySQL pela SUN, a IBM decidiu acirrar a disputa pelo mercado de banco de dados open-source. Ela e vários fundos de investimento estão aportando US$ 10 milhões no EnterpriseDB, um banco de dados baseado no PostgreSQL.

Por que este esforço em um banco de dados open-source?

  • Na minha opinião, em primeiro lugar, para fazer frente à iniciativa da SUN
  • O mercado ainda é relativamente novo e está crescendo a taxas próximas a 50%. Já são mais de 200 grandes companhias que estão, de alguma forma, utilizando o EnterpriseDB. É um mercado e tanto
  • Já foram investidos mais de US$ 37 milhões no produto. Estima-se que em 1 ano já será um produto lucrativo

(fonte: News.com)

Category: open-source

Livros sobre SOA

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My SOA Library Já existe um considerável acervo de livros sobre SOA. A quase totalidade destes livros ainda está em inglês. Abaixo está o resultado de uma pesquisa rápida de literatura sobre arquitetura orientada a serviços.

Estes são alguns livros que gostaria de ter na minha estante:

(obs: a base de pesquisa do livro original, em inglês, é a Amazon.com; preços em US$ e sem as taxas de envio!)

  • Compreendendo SOA Corporativa“, Hugh Taylor, Novembro/2005, ISBN 8573936649, R$ 67,89 a R$ 79,00
Category: books

Mule continua liderando no Open-Source ESB


Pouco antes do 2o. evento anual da comunidade Mule, MuleCon 2008, que acontenceu em San Francisco nos dias 1 e 2 de Abril, Ross Mason, CTO (Chief Technology Officer), concedeu esta entrevista ao site eWeek.com.

Vamos resumir os principais pontos:

1. Ele confirmou que o MuleSource irá lançar uma nova versão do seu ESB, sem precisar uma data (na verdade, veja sobre o lançamento do Mule 2.0, cujo GA [General Availability] ocorreu em 31-Mar-2008).

2. Quando comparado com outros produtos “fechados” tais como Iona e Sonic Software:

they have a lot more tools and all that proprietary IP. But the reason people like to use Mule is its simplicity. And they can build best-of-breed ESB and SOA solutions with Mule because we offer a lot of flexibility

3. Alguns outros detalhes do Mule Project:

  • Fundado em 2003 por R.Mason
  • Mais de 2,000 pessoas usuárias de sistemas em produção
  • Como surgiu a idéia?: quando trabalhava em um projetos de integração do back-end de 7 sistemas sistemas, ele descobriu que mais de 90% do código utilizado em uma integração poderia ser utilizado na integração seguinte.
  • Java ou Web-service?: inicialmente o produto foi desenvolvido com base em Web-services porém, por questões de performance, ele optou pela linguagem Java.

4. Alguns outros projetos importantes que o pessoal da MuleSource está trabalhando:

  • Desenvolvimento de um DSL [

5. Palavras do Analistas sobre o Mule:

  • Chris Haddad, um analista do Burton Group:

    If you want a lightweight, integration-centric ESB, you appreciate open source, and you have reasonably sophisticated developers, you’ll probably like Mule.

  • Jason Bloomberg, um dos analistas da ZapThink (sempre citado neste blog), afirma que de fato o Mule já é um dos mais populares ESB open-source porém, existem 2 (dois) grandes desafios que o “mercado de ESBs” precisa enfentar (concordo com ambas):
    • Too many organizations wrongly believe that buying an ESB can give them SOA

    • There’s no single definition of ESB in the marketplace

Mais sobre Mule veja estes posts deste blog: “Mule ESB: A Case Study“, “Mule ESB(II): 500,000 Downloads and couting…“, “Open-source ESB: O que falta no Mule?“.