Monthly Archives: February 2008

Open-source ESB: O que falta no Mule?

Mule ESB LogoO Mule é um dos mais conhecidos ESB open-source. Famoso também por exigir configurações “no bit&byte”. O time de arquitetura da empresa onde trabalho já realizou testes com este ESB.Pois bem, de acordo com este artigo da SearchSOA.com, o instituto de pesquisas Burton Group elaborou um documento em que a falta de integração do Mule ESB é duramente criticada.Não li o documento (é necessário ser cliente da Burton Group), porém o autor do estudo informou que

…Produtos de outros vendors não se integram diretamente com o Mule ESB. Por exemplo, Web service management, XML gateway e soluções de registry não se integram diretamente com Mule. Sua empresa deverá utilizar soluções complementares ou realizar uma integração customizada.   

Ainda de acordo com o artigo, outra desvantagem do Mule é a complexidade para implementat “serviços complementares” necessários para administrar um ESB, tais como:

  • service monitoring
  • administration
  • contract management
  • security policies

E existem vantagens?Sim. Uma das vantagens, que eu sempre enfatizo quando se utiliza uma solução open-source, é a possibilidade de validar a sua arquitetura antes de partir para um investimento em uma solução comercial (se for o caso).E o estudo conclui que, se sua organização está procurando por um ESB “básico”, e não existe a necessidade de integração com outros produtos de uma infraestrutura SOA e outras soluções de outros vendors, então o Mule é uma boa opção.

Novo Tema do blog

Resolvir “simplificar” o blog alterando o theme. O anterior, com 3 colunas, deixava pouco espaço para o texto e algumas figuras ficavam “truncadas”.

Se você utiliza algum agregador RSS (Netvibes, Google Reader, etc) não se preocupe, o link continua o mesmo:

http://soasimples.com/blog/?feed=rss2

Espero que vocês aprovem o novo tema (a área de comentários é gratuita :-) , deixe lá sua opinião).

Abraços!

Category: off-topic

O Segredo para Criar Valor dos Web Services

Sempre acreditei que KISS ( “Keep It Simple, Stupid”) é mais do que um princípio, é uma filosofia (está até na Wikipedia).
Pois bem, esta é a tônica deste artigo de John Hagel e mais outros 2 autores.

É uma leitura interessante (são apenas 3 páginas). Não sei precisar exatamente quando foi escrito, mas garanto que todo o conteúdo é muito atual.

O título é “The Secret to Creating Value from Web Services Today: Start Simply“.

  • Keep it Simple
    • Simple Data: verifique o que é importante e que informações trazem valor para a organização
    • Simple Protocol: SOAP, FTP etc
    • Simple Business Process: parceiros e sistemas precisam trocar informações e não, necessariamente, ter conhecimento de todo processo
  • Keep it Incremental
    • Business Partners: ele cita um excelente exemplo da Dell. Neste caso ela selecionou poucos parceiros de negócios para diminuir o tempo entre um pedido de uma máquina e o envio da mesma
    • Level of Specification: “descer ao mundo real”. Ao invés de uma abordagem de produzir grandes e complexas especificações, prefira especificações “menores”, de menor complexidade que possam produzir resultados mais rápidos.
    • Amount of Value: o CIO deve se perguntar, sempre, o que exatamente traz valor? O autor cita um exemplo de uma empresa da área financeira que iniciou a utilização de Web Services para distribuir análises do mercado para seus clientes. Perfeito. Baixo risco, cliente satisfeito com o resultado, empresa “ganha confiança” para desenvolver novos serviços via Web Services… …e o ciclo recomeça.
  • Learn, Learn, Learn – a melhor forma de aprender é desenvolvendo. Inicie simples, mas inicie – o meio mais difícil de aprender é não fazer nada.
Category: web-service

IDC: SOA em 37% da Empresas em 2008

MarketshareDe acordo com Roberto Gutierrez, diretor de consultoria da IDC, SOA estará presente em 37% das empresas (Brasil) até o final de 2008.

Alguns números divulgados hoje:

  • 40% das empresas já pensam nesta nova arquitetura
  • 37% acreditam na importância de SOA
  • 60% é a previsão de crescimento deste mercado até 2010
  • 35% das empresas terão iniciado algum processo de análise e investigação desta tecnologia até o final de 2008
  • 9% das organizações brasileiras estão em fase de implantação desta arquitetura
  • 12% já possuem sistemas instalados (sic) para SOA

A reportagem não cita a forma como o IDC realizou esta pesquisa. Em que percentual acima está sua empresa?
(fonte: ITWeb)

Category: business, SOA

SOA e Enterprise Architecture (EA)

SOA LegoQual a relação entre SOA, Enterprise Architecture (EA) e Reference Architecture (RA)?

Neste post do blog de Suchin Rengan’s achei uma resposta simples para esta questão:

  • Enterprise Architecture (EA) é uma representação dos processos do core business e entidades e a forma como eles se relacionam. De certo modo é uma abstração do modelo de negócios de uma organização que descreve o estágio atual e futuro. EA tem o foco no alinhamento de TI com os processos do core business e suas entidades relacionadas
  • SOA é uma abstração de como a EA é apresentada para a organização na forma de serviços. É uma arquitetura que é orientada em torno de Serviços. SOA pode ser applicada para EA onde os processos do core business são “abstraídos” e disponibilizado para a organização como Serviços. Então SOA não é EA, mas pode ser aplicada em uma EA
  • Reference Architecture (RA) é um blueprint de como SOA é conceitualizada na forma de Serviços e suas composições. Deve servir de guia para as organizações na criação e na “montagem” de categorias de serviços e seus mecanismos de acesso

Interessado no assunto? Leia também este post de Joe McKendrick: “SOA, Enterprise Architecture, BPM all the same underneath“.

Category: Architecture, EAI, SOA

Quando Cancelar seu Projeto SOA?


A edição de Fevereiro´08 da SOA World Magazine traz vários artigos interessantes, entre eles, um que é o título deste post. Neste artigo, Dave Linthicum (várias vezes citado neste blog) lista alguns problemas que “afundam” qualquer projeto baseado em arquitetura orientada a serviços.

Vou resumir para vocês (recomendo a leitura, na pág. 34 desta edição).

Quando cancelar?

  1. Não existe uma visão estratégica de como os projetos se encaixam na arquitetura corporativa. De acordo com o autor, este é o erro #1, “the Big One”. Não existe um roadmap, não existe plano de adoção da arquitetura, não existe visão… …solução: Pare, faça um planejamento mínimo, entenda melhor as necessidade do negócio e como SOA pode trazer valor e, reinicie de novo.
  2. Seu projeto não é SOA. Eu já participei de vários eventos em que eram apresentados projetos “SOA”. Alguns Web Services (se muito), um Portal, tudo menos SOA. SOA é arquitetura, é uma nova forma de construir e integrar sistemas, não é projeto.
  3. Não existe planejamento de recursos, budget. Linthicum afirma que é muito comum os CIOs realizarem planejamento de curto prazo, estimando o recurso correspondente à estas ações curtas. Implantação de uma arquitetura SOA é de longo prazo, e cara (sim!). Planeje para tal.

Espero que as iniciativas de sua empresa não estejam em nenhum dos itens acima. Boa sorte!

Category: SOA

IDGNow! “Desacredita” em Blogs?

E não é que o IDGNow! pisou na bola com a comunidade dos blogueiros? Nesta reportagem, traduzida da ComputerWorld/USA, eles afirmam:

No ano passado, surgiram diversos tipos de boatos – vídeos e blogs, na maioria das vezes. De certa forma, essa é uma tendência perturbadora porque a internet já tem informações imprecisas suficientes como as de conteúdos da Wikipedia ou de blogs opinativos  

  No mínimo, lamentável! 

Category: off-topic

Novo Colaborador no Blog!

To Blog or Not To Blog?

(link desta imagem)

Este blog conta com mais colaborador. A partir de hoje Denis Bertoluci (Gerente de Arquitetura e Integração SOA em uma empresa de Telecom) será também o editor.

Bem-vindo Denis!

Category: news

Energia sob Demanda? Use SOA e BPM


(imagem extraida deste Case Study/IBM (TM))

Imagine o cenário de um “leilão reverso” descrito resumidamente abaixo:

- Você informa ao mercado fornecedor de energia elétrica quanto ($) você quer pagar pela energia

- Os fornecedores, conhecendo o quanto você precisa, informam por quanto ($) cada um deles pode te vender a energia

É o sonho de todo consumidor certo? Certo. Mas não é sonho, é realidade graças a SOA, BPM e alguns dispositivos desenvolvidos no Watson Research Labs da IBM.

O Desafio: em tempos de crise energética como esta, o Pacific Northwest National Laboratory (PNLL) queria demonstrar uma forma inovadora de racionalizar energia e, ao mesmo tempo, possibilitar economia para o consumidor final

A Solução: cientistas da IBM desenvolveram alguns dispositivos de controle de equipamentos e, utilizando SOA, BPM e Complex Event Processing, ajudaram o PNLL a criar um “mercado virtual” onde os consumidores informam quanto querem pagar pela energia.

Os benefícios são vários (leia com detalhes nos links abaixo). O mais importante é a visão inovadora que eles tiveram ao utilizar SOA e BPM para resolver um problema que, aparentemente, não tem muito a ver com integração, arquitetura, modelagem de processo de negócio… …as possibilidades de SOA tendem ao infinito!

Detalhes nestes dois artigos: Pacific Northwest National Laboratory aims to empower utility customers (by IBM), Event-driven SOA enables homes to purchase electricity (by SearchSOA.com)

(updated on 09/29/2010: adjusting to new link at IBM’s site)

Category: bpm, CEP SOA, SOA, vendors

Sua Empresa está Preparada para BPM?

BPM (Business Process Management) deve fazer parte do roadmap de qualquer implantação SOA. É preciso, entretanto, saber o momento certo de iniciar um movimento em direção ao gerenciamento de processos de negócio. Algumas perguntas que me vem à mente em todas as ocasiões que discutimos a questão do BPM na empresa em que trabalho:

  • Quão madura está a organização para utilizar uma solução destas?
  • Quem seria responsável pela modelagem dos processos? TI ou as áreas de negócio? (importante)
  • OK, utilizei uma ferramenta para desenhar o processo? O que fazer depois?
  • A empresa vai priorizar a melhoria dos processos atuais ou pretende ter uma ferramenta para agilizar os novos? Ambas as opções?

Para responder a 1a. pergunta acima, a BEA preparou um questionário que tem o objetivo de diagnosticar a situação da sua organização quanto à adoção de BPM (BPM Lifecycle Assessment).

Eu preenchi o questionário (não demora mais do que 10 minutos) e, ao final é enviado um relatório (PDF) como gráficos comparativos (como este abaixo) e sugestões de ações. Achei o resultado muito bom e recomendo o preenchimento. Abraços!

BMP Assessment Chart Example

Category: bpm, vendors