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Tecnologia: uma história épica

Os pouco mais de 16 minutos de apresentação de Kevin Kelly, editor executivo da Wired, são imperdíveis.

Se você quer fugir de qualquer discussão superficial sobre tecnologia e conhecer a origem e evolução da tecnologia, invista 16min32seg do seu precioso tempo e veja a apresentação feita durante a TEDxAmsterdam, Nov 2009.

Quando surgiu o termo “Tecnologia”?


Você sabia que a primeira menção ao termo “tecnologia” foi feito em um documento datado de 1829?

Veja o vídeo e descubra isto e muito mais….

A Apresentação de Kevin Kelly

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Sim, agora seu bebê pode utilizar o Twitter

Este é um off-topic para mostrar porque inovação não significa criar algo totalmente novo (cada vez mais difícil hoje em dia). Melhorar algo que já existe, trazer para o mundo real uma idéia como esta abaixo… …isto é inovação. Não foi à toa que ganhou o prêmio “2009 Innovative and Creative Applications competition” de uma universidade da Bélgica.

A idéia (by FastCompany.com) que eles tiveram foi integrar um brinquedo educativo ao sistema de envio de mensagens curtas pelo Twitter. Colocaram fotos do pai e da mãe do bebê e, quando este movimenta o botão com a foto da mãe por muito tempo, uma mensagem do tipo “Olá mãe, estou com saudades…” é enviada pelo Twitter.

Convenhamos, para pais ansiosos, isto não ajuda em nada. O texto não menciona mas eu acredito que é mais um passo importante em direção à “Pervarsive Computing” ou “Ubiquitous Computing“, com todas as vantagens e desvantagens que isto pode trazer.

INCA Award 2009 WINNER: Twoddler from IBBT on Vimeo.

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Já conhecem o Google Goggles? Mais um motivo para ter um celular com Android

“A good sketch is better than a long speech”

–Napoleão Bonaparte

A idéia não é nova. Já vi outras aplicações similares… …mas esta é do Google!

A máxima de “uma imagem vale mais do que mil palavras” é uma tradução livre da frase acima de Napoleão Bonaparte.

A tecnologia de “Visual Search” acaba de ganhar uma aplicação do gigante de buscas: Google Goggles.

googlegoggles01

Com seu celular Android, aponte a câmera para um objeto, um livro, um local, e o Google Goggles traz as informações que ele conseguir localizar na sua imensa base de dados.

Exemplo:

- aponte para uma atração turística, uma loja e ele trará a localização, dados geográficos etc

- no rótulo de um vinho, a origem, safras etc

- se é uma pintura, o autor(a) da obra de arte

- etc…

As possibilidades são quase infinitas (além de ser mais um bom motivo para você ter um celular com Android).

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Cloud Computing: Open-source Cloud e a Ajuda da Microsoft

Este post traz duas boas notícias para o mundo da “Cloud Computing”. A primeira é o anúncio da empresa de soluções SOA open-source, WSo2, já citada várias vezes neste blog, e a outra vem da Microsoft e de sua plataforma de Cloud, Azure.
wso2cloud

WSo2 Lança sua Plataforma de “Cloud Computing”

Para quem não conhece, a WSo2 é uma companhia que desenvolve soluções para a arquitetura orientada a serviços (SOA) no modelo open-source. Tem escritório no longíquo Sri Lanka (terra natal do seu fundador) e nos EUA e Europa.

A plataforma de “Cloud Computing” que eles lançaram permite que as empresas criem sua própria “nuvem”, as chamadas “Private Clouds“, com um custo (direto) de software bastante reduzido.

A solução de Governance as a Service é um dos serviços já disponíveis para serem utilizados (veja restrições abaixo).

wso2gaas A idéia é que sua empresa possa fazer o setup de uma solução de Governança para o ambiente SOA (SOA Governance Registry) diretamente na “nuvem” da WSo2.

Veja o que é possível implementar:

- Armazenar services, WSDLs, Schemas e policies, facilitando a descoberta (discovery) dos serviços e suas restrições

- Gerenciar o ciclo de vida dos serviços
- Manter múltiplas versões dos serviços

- Acompanhar as dependências e associações entre os WSDLs e os Schemas

- Dar permissões apropriada para os usuários

As restrições para utilização são:

  • até 5 usuários
  • não mais do que 100 recursos armazenados
  • não mais do que 100 recursos acessados / dia
  • cada recurso pode ter, no máximo, 1 MB

E estão preparando o lançamento do 2o. produto: “Indentity as a Service”!

Importante: como informou esta notícia da InformationWeek USA, o WSO2 suporta o uso de seu produto como uma “Amazon Machine Image“, o formato de máquina virtual do EC2/Amazon Cloud. É compatível também com “VMware ESX Server virtual machine” e, claro, no open source Linux KVM virtual machine.

A Cloud da Microsoft, Azure, agora pode rodar “Ruby on Rails”

azureinterop

A notícia vem do blog da Mary-Jo Foley. No final de Novembro (25/11/2009) o arquiteto da Microsoft, Simon Davies, anunciou que já tinha um exemplo do “Ruby on Rails” rodando em uma “nuvem” do Microsoft Azure (veja aqui “ao vivo”).

Em um movimento acertado, a Microsoft tem feito um esforço para que sua “nuvem” tenha compatibilidade com vários produtos e soluções open-source. Alguns exemplos de “Azure compatible” são:

  • Ruby
  • PHP e ferramentas baseada no Eclipse
  • MySQL
  • MediaWiki
  • MemCached
  • Tomcat
  • SugarCRM tem sua versão para o Azure (!)

e claro, o seu “Service Bus and Access Control services”, antes conhecido como “.NET Services”, agora roda diretamente no Windows Azure e é chamado agora de “Windows Azure platform AppFabric Service” (nome nada fácil…). Mais detalhes aqui e aqui.

Como na discussão levantada no post da Mary-Jo, não imagino que exista motiva de desconfiança por trás desta iniciativa da Microsoft em suportar soluções open-source em sua “nuvem”.

No meu ponto de vista, não importa para o usuário, e até mesmo para o desenvolvedor, em que “nuvem” sua sua aplicação baseada no “Ruby on Rails” ou seu open-source SugarCRM, está sendo executado.

O que você acha?

SPDY (by Google) é o novo HTTP?

spdyGoogle Antes de falar no novo protocolo Web criado pelo Google, uma pergunta simples:

Você sabe qual a missão do Google?

R – Organizar toda informação do mundo

Pretensioso? Só o tempo poderá dizer, mas a turma do “do not be evil” (lema do Google) não pára de inovar. Desta vez ele criaram um novo protocolo que diminui a latência (atraso) no carregamento das páginas Web, melhorando sensivelmente a experiência de navegar na Internet.

O novo protocolo chama-se “SPDY” (em inglês pronuncia-se “speedy“, como aquele produto de uma operadora de telefonia… …só que este, ao contrário do outro, até agora funcionou sem panes).

E o que a turma do Google obteve em ganho de performance não foi pouco:

- Aumento de 64% no carregamento das páginas (testes em laboratório com os 25 websites mais visitados do mundo)

É um “HTPP Speedy Gonzales“!


É um substituto do HTTP?

Não. O Google faz questão de deixar isto bem claro. O SPDY é parte da iniciativa “Let’s Make the Web Faster“, que tem como objetivo aumentar a velocidade de carga das páginas em 50%.

Tanto o Web server quanto o browser precisam ser “SPDY enabled”. Claro, o Google já tem uma versão do Chrome que entende “SPDY” e vai lançar em breve (SIC) uma versão do “SPDY enabled” Web server  (claro que será open-source).

Segundo o draft do protocolo, pouca ou nenhuma mudança será feita nas aplicações Web (ufa!).

Qual o problema com o HTTP?

Nenhum, a questão que o HTTP não foi planejado para resolver problemas de latência. E as páginas dinâmicas e carregadas de conteúdo, flash, vídeos etc, em nada se compara àquelas de 10 anos atrás (veja a 1a. página Web).

Alguns dos problemas do HTTP:

  • Uma requisição por conexão. Um servidos aguarda 500 ms entre conexões para prevenir o reuso do canal TCP para requisições adicionais. Os browsers tem um “quebra-galho” para contornar esta limitação: aumentaram o números de conexões por domínio de 2 para 6
  • Apenas o lado cliente pode realizar uma solicitação (request). Mesmo quando o “server” sabe que seu “client” precisa daquele recurso, não há mecanismo de informar o cliente… …o servidor deve aguardar o request
  • Request/Response headers não “compactados”. Headers podem variar de 200 bytes até 2K, com 700 – boo bytes na média. Em conexões ADSL onde temos “upload link” bem mais lentos (menor banda), esta latência é relevante

E como o “SPDY” vai ajudar a contornar estes problemas?

  • Multiplexed requests. Em português, diferente do HTTP, não haverá limite de requests concorrentes em uma conexão “SPDY”.
  • Priorização de requests. Sonho de todo administrador de servidor Web. Isto evita problemas de congestionamento do canal TCP com requisições não prioritárias enquanto os requets mais importantes ficam “na fila”
  • Header compactados. Se uma página pode enviar de 50 a 100 subrequests, veja a quantidade de informação redundante e sem utilidade que trafega quando você solicita uma página

Onde está a mágica?

HTTP se baseia em múltiplas conexões para implementar concorrência. O resultado desta abordagem é uma sobrecarga no servidor e um trabalho extra no cliente para evitar esta situação (muitas conexões no servidor).

“SPDY” adiciona uma camada (framing layer) que faz a multiplexação de vários streams concorrentes através de uma única conexão TCP. E este layer é otimizado para o padrão request-response do nosso velho HTTP.

Google tem todos os motivos do mundo para deixar a Internet mundial mais rápida, sem necessidade de grandes mudanças além, é claro, de tentar “emplacar” um novo protocolo que pode (sim!) substituir o HTTP.

Repetindo a pergunta, pretensioso demais? Não sabemos. Agora, você gostaria que a sua nagevação fosse 64% mais rápida? Alguma dúvida?

Como Bush ajudou a desmontar a inovação em TI nos EUA

O ano era 1957, mais precisamente no dia 4 de Outubro.

O mundo todo, principalmente os EUA, tiveram uma surpresa ao saber que a antiga União das Repúblicas Soviéticas acabava de lançar com sucesso o 1o. satélite artificial, o Sputnik 1.

Estava dada a largada para a corrida espacial que durante décadas obrigou as duas maiores potências do mundo (EUA e URSS) a se superarem cada vez mais. Um dos  resultados benéficos desta “corrida” foi o grande conhecimento gerado e as invenções que formaram a base para alguns dos muitos avanços científicos atuais. Colhemos os frutos ainda hoje.

Nascimento da DARPA (antiga ARPA)

No ano seguinte, 1958, em resposta ao feito dos russos, os EUA criaram um centro de pesquisa e desenvolvimento de tecnologia militar, a ARPA (Advanced Research Projects Agency). A agência mudou de nome algumas vezes e hoje é conhecida como DARPA (D é de Defense).

Se você estudou a teoria de como as atuais redes surgiram, certamente o termo ARPANET lhe é familiar. Se não é, saiba que a ARPANET foi a primeira rede de troca de dados em forma de pacotes (packet switching network) e foi criada exatamente na DARPA.

Ao lado a imagem dos primeiros 4 nós da rede ligando universidades da costa oeste dos EUA.

No dia 29 de Outubro de 1969, 40 anos atrás, às 10:39 da noite, o estudante Charley Kline da Universidade da Califórnia (UCLA), enviou a primeira mensagem pela nova rede: “login“.

Os caracteres “l” e “o” foram enviados com sucesso, o restante – “gin”, não. A rede caiu (crashed)! Ou seja, a primeira mensagem transmitida foi “lo”. E assim nasceu a rede que conhecemos hoje como Internet.

Na DARPA surgiram muitos outros projetos fundamentais para o desenvolvimento da tecnologia da informação. Querem outro exemplo? O primeiro sistema hypermedia, Aspen Movie Map, que nada mais é do que o “pai” da realidade virtual.

Por que a DARPA é fundamental para o avanço de TI?

Um dos pilares do desenvolvimento da alta tecnologia nos EUA vem do fato de que existe um investimento do governo. Sem nenhum viés ideológico, os interesses da iniciativa privada exigem projetos de prazo mais curto. O investimento precisa ter um retorno financeiro, o ROI deve ser planejado e acontecer no menor tempo possível. E não existe nada de errado com esta lógica.

Entretanto, algumas pesquisas e avanços científicos fundamentais para o desenvolvimento de outros produtos e serviços não seguem esta fórmula de retorno em prazo curto (menos de 5 anos). É por este e outros motivo que o governo americano investe, direta ou indiretamente, nas universidades.

Uma das fontes de investimento para pesquisas inovadoras era exatamente a DARPA, que mantinha convênios com universidades e “incubava” projetos com grande potencial de inovação mas que, à primeira vista, eram muito arriscado do ponto de visto de retorno financeiro ou levariam muito tempo para “se pagar”. Na minha opinião, este é um bom destino para o dinheiro do contribuinte (outros preferem transpor um rio centenário às vésperas de uma eleição).

…e veio George W. Bush

O que pensaram os falcões do governo Bush? Colocaram um burocrata, Tony Tether, no comando da agência com uma visão, digamos, “curta”. Vejam como o Sr. em questão pensou:

…ao invés de investimos em projetos de longo prazo que não trazem visibilidade para o governo, vou diminuir a verba da DARPA em 75% e destinar este recursos para projetos diretamente na iniciativa pivada…“.

É um “gênio” este senhor! Os cientistas da agência, entre os melhores do país, se transformaram em simples consultores de projetos liderados pela empresas privadas. Calma que tem mais. Os projetos precisavam dar resultado em 12, no máximo, 18 meses, do contrário seriam cancelados sumariamente.

Novamente, não cabe discussão político-ideológica. Use o bom senso e responda você mesmo: em que cenário toda uma sociedade vai lucrar com produção científica séria? AB (antes de Bush) ou DB (depois de Bush)?

Não há mal que dure para sempre…

De acordo com este artigo de David A. Patterson, o líder do projeto RISC, e publicado na Harvard Business Review, tudo indica que com uma nova diretoria, chefiada por Regina Dugan, a DARPA irá voltar a seu propósito original.

O simples fato de você está lendo este blog em um browser qualquer, em um desktop ou em um celular, com um texto que foi escrito em um computador da Apple que roda Mac OS X, hospedado em um servidor Linux em algum lugar do mundo, é resultado da pesquisa desenvolvida mais de 40 anos atrás em uma agência do governo americano.

Você consegue medir o ROI deste investimento?

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ROI2: Retorno do Investimento em Inovação

Um dos critérios para definir o sucesso de uma inovação é a percepção desta inovação pelo cliente, que este mesmo cliente “compre” a nova idéia (literalmente), o que vai resultar em maior faturamento e maiores retornos.

A equação parece simples, mas não é.

mitsloanlogo A última edição da MIT Sloan Management Review traz um    artigo que discute quais inovações realmente valem o esforço?  Basta investir em pesquisa e desenvolvimento? O título do artigo é “Which Innovation Efforts Will Pay?” (edição Fall 2009).

O estudo da Booz & Co.

A matéria traz alguns números interessantes de uma pesquisa abrangente da consultoria Booz & Coo com base em pesquisa em empresas que representam 60% de todos os investimentos globais em R&D.

Algumas tem tentado “seguir a manada” e implementar uma “inovação aberta”. Muitas gastam quase todo orçamento em R&D fazendo benchmarking:  elas verificam o que os concorrentes estão fazendo de melhor (best practices) e aplicam no seu negócio. Estas abordagens, de acordo com a pesquisa, gerou produtos com pouco ou nenhum retorno.

Você pode afimar. Bem, investimento em R&D traz este risco embutido! Precisa ser sempre assim? Não!

Primeiro porque o acionista pode não concordar com você (diretor financeiro idem). “Como vou investir e você não me garante o retorno do meu investimento?“. Aqui temos vários problemas, incluindo diferenças culturais e de aceitação de risco de cada país. Não vamos entrar nesta discussão (aconselho o estudo das “Dimensões Culturais” de Hofstede para o entendimento de como funciona cada cultura).

Segundo porque podemos aprender, ler, pesquisar e analisar dados como este da Booz & Co, verificar as melhores práticas e diminuirmos o risco (que sempre vai existir a partir do momento que você levanta da cama).

A Apple e a Indústria Automobilística

É um dos exemplos mais citados em todos os estudos, este não poderia ser diferente. A Apple investe cerca de 5,9% do faturamento das vendas em R&D. A média da indústria a qual ela faz parte é de 7,6%. Gostando ou não do Steve Jobs, você tem dúvida que ele e seu time vem criando produtos inovadores?

A japonesa Toyota investe menos em R&D dos que as grandes montadoras americanas e é líder mundial, case de inovação.

ROI2: Return on Innovation Investiment

innovcurveA abordagem que os analista utilizaram para definir o ROI2 foi baseada em estudos conduzidos durante 7 anos em companhias das áreas de saúde, produtos de consumo e químicas.

ROI2 correlaciona diretamente com o crescimento orgânico das empresa e compara investimento em inovação com performance financeira da empresa.

Este é o tipo de matéria que o pessoal do financeiro iria adorar ter em mão mas, a não ser que eles sejam leitores da MIT Sloan Review, eles não devem conhecer este blog. Por enquanto fique tranquilo, ou então peça para os seus amigos do departamento de rede o bloqueio da URL do MIT para o pessoal de finanças :-)

Conclusão

Os critérios de inovação devem ser poucos e todos os esforços devem ser concentrados nestes. O crescimento orgânico deve vir acompanhado de uma correlação positiva entre investimento em inovação/R&D e performance financeira da empresa.

Simples comparação do que os seus concorrentes estão fazendo e a tentativa de fazer um benchmarking não cria inovação para sua empresa. O contexto cultural da empresa, as competências individuais, e o mapa estratégico da sua concorrente não podem ser copiados.

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