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Mapeando a utilização das redes sociais no mundo

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A edição de Julho-Agosto/2010 da revista Harvard Business Review traz um infográfico interessante sobre a utilização das redes sociais no mundo.

A Pesquisa e sua Fonte de Dados

Mikolaj Jan Piskorski é professor associado na universidade de Harvard. Ele, um assistente e um designer gráfico, mapearam como as redes sociais são utilizadas ao redor do mundo e alguns países específicos e produziram um pequeno artigo com estes gráficos. O Brasil é um deles.

A fonte de dados utilizada foi o Trendstream Global Web Index, com dados atualizados de 16 países nos 5 continentes. Se você se interessa pelo assunto a visita ao site vale a pena.

Para entender o infográfico, é importante ler corretamente o que cada “pedaço de pizza” representa:

Brasil, EUA e Índia

A seguir compare o gráfico destes 3 países. Lembre-se que o grande círculo “cinza” representa a população que tem acesso à Internet (vide legenda acima).

(fonte dos gráficos: Trendstream Global Web Index)

O Infográfico da Harvard Business Review

Atenção para a identificação dos 2 eixos do infográfico: “Usuários da Internet que escrevem um Blog” versusUsuários da Internet que mantém um perfil em alguma rede social” (clique para ter acesso ao gráfico original):

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50 Milhões de Tweets por dia?

Pois é, de acordo com o blog do Twitter publicado hoje (22/Fev/2010), chegamos a 50 milhões de tweets por dia, ou 600 tweets por segundo (TPS!).

Como eles mantém este serviço relativamente estável? Qual arquitetura que eles utilizam? Veja estes detalhes no post “Arquitetura do Twitter e Google Talk: Lições Aprendidas“.

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O que é Google realmente quer com o seu Chrome OS?

O Google quer ou não quer dominar o mercado de sistemas operacionais?.

Um argumento contra é que se ele desejasse mesmo dominar este mercado, por exemplo, os engenheiros do Chrome OS teriam se preocupado com o mundo corporativo, que representa uma enorme parcela de usuários dos desktops/notebooks. Não tire suas conclusões agora. Veja o restante do texto.

O Chrome OS deverá ser lançado no segundo semestre de 2010, mas a agitação já começou desde o anúncio no meio deste ano de 2009. O equipamentos-alvo são os, cada vez mais populares, NetBooks, com processadores de baixo consumo de energia.

Tudo foi calculado para que este seja, de fato, o 1o. sistema operacional da era da “Cloud Computing”, em que o browser será o próprio sistema operacional.

A algum tempo já não dependo de muitos softwares presentes no meu iMac. Planilha eletrônica, processador de texto, agenda, calendário e todas as centenas de aplicações que a Web 2.0 trouxe.

Para completar, uma solução em que posso agregar meu documentos, notas, links sobre um determinado assunto: o Google Wave. Simplesmente fantástico. Hoje eu defino os assuntos do meu interesse, agrupo as minhas notas, PDFs, artigos, apresentações, vídeos etc, em “waves” no Google Wave. Desta forma, eu posso dar continuidade nas minhas pesquisas e trabalhos de qualquer lugar onde tenha um acesso a Internet.

Então, qual o propósito do Chrome OS?

Este artigo de Vijay Pandurangan dá uma pista da estratégia por trás do lançamento de um sistema operacional sem custo direto, 100% baseado na Web: a criação de melhores aplicações Web, 100% compatíveis com o HTML-5. Quem afirma isto é um ex-funcionário do Google, que trabalhou lá por 6 anos. Algum crédito ele tem.

A conclusão parece óbvia, de tão simples que é. Mas vamos tentar pensar estrategicamente.

Aqui vão meus R$ 0,10 de contribuição para esta discussão:

- Qual a missão do Google? Já escrevi isto é um post anterior (“SPDY (by Google) é o novo HTTP?“): Organizar toda a informação do mundo.

- A informação não pode estar nos “silos individuais” de informação que são nossos desktops, notebooks, netbooks e até mesmo celulares (lembram da estratégia de “dados nas nuvens” do Motorola Cliq?)

- A informação precisa – e acho que boa parte dela vai – “migrar” para a “nuvem”. As empresas que entenderam isto estão se dando bem (vide “Cloud na Amazon: US$ 220 Milhões/ano“)

- Quer outro exemplo: a Motorola acabou com todas as centenas de servidores Microsoft Exchange que ela utiliza no mundo inteiro. Os empregados chegaram pela manhã e o seu e-mail @motorola tinha sido migrado para o GMail! Veja porque tudo indica que Sanjay Jha vai mesmo revulocionar a Motorola (“A virada da Motorola(?) Qual foi o segredo?“)

- A estratégia do Google pode ter sido então: “vamos criar um ambiente livre, onde a dependência das ‘aplicações desktop’, que exigem um cliente em cada desktop, seja cada vez menor…

- Qual a melhor forma de atingir este objetivo? R- “Que tal um sistema operacional livre, leve, baseado em algo já estável e conhecido – Linux -, que forme uma imensa comunidade de desenvolvedores que irão construir ou migrar aplicações para este sistema operacional?

Isto, meu caro leitor, chama-se “Alinhamento Estratégico“. Leia novamente a missão do Google acima e veja como as ações são coerentes, alinhadas, não apenas esta do Chrome OS, mas de todas as soluções que eles desenvolvem.

E a Microsoft?

A Microsoft certamente vai se movimentar. Apesar de quase sempre chegar com algum atraso e de pouco contribuir com inovações, analistas de mercado já afirmam que o seu “Windows 7″ é o último “big bang” da gigante de Redmond. Espero mesmo que seja, e vejam como eles evoluiram. Diferente do “Windows Vista”, o Windows 7 é muito superior do que seus antecessores.

O ponto é: quando este momento chegar, qual empresa estará mais madura e apta a dominar o mercado de SOs? Vai fazer diferença qual sistema operacional você vai utilizar se grande parte das aplicações que utilizamos no dia-a-dia estarão na Web? Você vai pagar por uma caixinha com um DVD que vai instalar um browser no seu computador pessoal?

Abcs!

WhiteHouse.gov é open-source

whitehousedrupal O site oficial da “White House” (sede da presidência dos EUA) foi reformulado nos primeiros minutos do governo Obama.  E, semelhante ao novo portal da presidência da república do Brasil, é baseado em software livre.

O Whitehouse.gov é baseado no Drupal (um dos mais conhecidos gerenciadores de conteúdo open-source). A mudança no site principal do governo, de um software proprietário para um gerenciador open-source é parte do esforço do CTO (Chief Technology Officer) do governo do Mr. Obama, Aneesh Chopra.

O Drupal

O software foi escrito em 2001 por Dries Buytaert que agora é sócio da start-up Acquia que vende serviços em torno da sua criação, o Drupal. De acordo com o blog Bits (NYTimes.com), o software tem 250,000 downloads por mês. Empresas como Nike, Yahoo e Warner Bros. utilizam o Drupal em partes dos seus sites.

Federal IT Dashboard

Mr. Chopra conduziu o desenvolvimento de um dashboard mostrando para toda população como o dinheiro do contribuinte americano é gasto em infraestrutura de TI.

usaitdashboard

(fonte: http://it.usaspending.gov/)

Isto nós chamamos transparência. É uma das coisas que sinto falta no nossos governos municipal, estadual e, principalmente, federal, destino da maior parte do meu, do seu, do nosso dinheiro.

Social Software as a Service

A propósito, o Drupal está prestes a facilitar ainda mais a construção de Web sites. É o “Drupal Gardens“. A solução tem como alvo pequenas e médias empresas que querem construir um site de forma simples e rápida.

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Os dados do seu consumo de energia nas “nuvens”

tree.gifMuito tem-se lido e ouvido sobre computação nas “nuvens” ou “cloud computing” porém, fora os “datacenters nas nuvens”, ainda sabemos pouco sobre exemplos reais, soluções práticas que utilizem este paradigma de computação.

Um exemplo é o anti-vírus nas “nuvens”. Veja meu post “Anti-vírus nas nuvens” e um outro exemplo que detalhei em “Energia sob Demanda? Use SOA e BPM”.

Como o nosso consumo de eletricidade foi parar nas “nuvens”

Uma máxima da engenharia de processos afirma que: “Você só controla aquilo que mede”.

Com base nisto, os pesquisadores da IBM, em conjunto com a empresa Consert (de onde vem a imagem utilizada neste post), desenvolveram uma solução para medição e acompanhamento (pela Internet) da energia elétrica de empresas e residências.

O simples ato de acompanhar estes dados já sinaliza, positivamente, mudanças em nosso estilo de vida. Detalhes como desligar equipamentos que ficam eternamente em stand-by, o tempo no chuveiro elétrico, temperatura da geladeira nas madrugadas etc.

A economia esperada é de 40% o que, na minha opinião, é muito. Mas creio ser possível reduzirmos isto e ainda mais (quem não se recorda da época do risco do “apagão”, em que foi necessária uma redução maior do que isto?).

Controlando dispositivos domésticos

De acordo com esta matéria da FastCompany.com, o projeto-piloto iniciou em Julho/2009 no estado da Carolina do Norte. Utiliza uma rede 3G da operadora Verizon para que os medidores inteligentes (“smart meters”) transmitam as informações para um banco de dados na Internet (olha a “nuvem” aí).

Os usuários que fazem parte do projeto podem verificar seu consumo diário na rede, e o sistema projeta o custo final no mês, baseado no perfil de consumo histórico. Adicionalmente, o Consert system pode controlar até 256 dispositivos domésticos, desligando-os quando você está fora de casa. O vídeo abaixo demonstra o objetivo do projeto, do ponto de vista da empresa de energia:

Web 2.0: Como as empresas estão se beneficiando?

Muito tem-se falado e escrito sobre Web 2.0 (a chamada 2a. geração dos portais e sites da Internet), mas pouco sabemos sobre os reais benefícios desta evolução.

O termo Web 2.0 é sempre associado a Tim O’Reilly, fundador da editora que leva seu nome e um evangelista do software livre que, lá em 2004, promoveu a “O’Reilly Media Web 2.0 conference”. Entretanto Web 2.0 foi citado pela primeira vez em um artigo de Darcy DiNucci, em 1999, cujo título era “Fragmented Future”.

Recomendo a leitura deste artigo de Tim O’Reilly, “What is Web 2.0“, em que ele conta os resultados de um brainstorm conduzido na conferência de 2004. Vale os 15 minutos, acredite.

web20logos.jpg

O Estudo da consultoria McKinsey

A consultoria McKinsey publicou um estudo denominado “How companies are benefiting from Web 2.0: McKinsey Global Survey Results” (parte do relatório “McKinsey Quartely”, de Setembro/2009). Foram entrevistados cerca de 1,700 executivos em todo o mundo sobre os benefícios percebidos das implementações de Web 2.0.

Algumas conclusões gerais do autor do estudo:

    • 69% afirmaram que, de alguma forma, as suas empresas tiveram algum ganho com as iniciativas de Web 2.0
      Apesar da atual crise econômica, os entrevistados informaram que continuarão a investir em Web 2.0
      Apenas 20% das empresas reportaram 80% do benefícios, ou seja, existem uma minoria que souber direcionar corretamente as iniciativas e informou as mais altas taxas de benefícios
      A empresas de tecnologia e telecoms tiveram uma pontuação maior que outras áreas, tais como indústria
  • Benefícios da Web 2.0

    Os ganhos mensurados pela Web 2.0 foram divididas em 3 grupos: empresas com utilização em Intranet, sites para os clientes e de relacionamento com parceiros e fornecedores (Extranet).
    Os maiores ganhos percebidos foram em relação ao aumento da velocidade de acesso à informação. Alguns números:

    • Benefícios da Utilização em Intranet
      • Ganho na “velocidade” de acesso à informação: 30%
      • Redução nos custos de comunicação: 20%
      • Redução nos custos de viagem: 20%
    • No relacionamento com o Cliente
      • Aumento na lealdade: 20%
      • Aumento na satisfação: 20%

    Como as empresas estão utilizando Web 2.0

    Blogs, RSS (Really simple syndication), microblogging, Wikis, vídeos, mash-ups etc são as algumas das inúmeras “manifestações” da Web 2.0

    .

    Os campeões são: compartilhamento de vídeo (50% fazem uso deste recurso), Blogs (50%), RSS (42%), Redes Sociais (45%), Wikis (39%). Apenas 20% utilizam Microblogging (como o Twitter) e os famosos Mash-ups estão presentes em apenas 14%.

    Quem se beneficia?

    Companhias Business-to-Business (B2B) e aquelas que faturam a bagatela de US$ 1 bilhão ou mais (mercado americano) são as mais beneficiadas, quando comparadas com pequenas empresas.

    Vendas e Marketing despontam como as áreas que mais tiram proveito da Web 2.0. Os executivos de TI estão mais preocupados em utilizar as ferramentas Web para melhorias internas na organização, em contraponto com a turma de vendas que tem o foco no cliente externo. Abaixo o porcentual de empresas que perceberam pelo menos 1 benefício mensurável ao utilizar as tecnologias da Web 2.0:

    • Uso da tecnologia para ganhos na organização:
      • Índia: 64%
      • América do Norte: 62%
      • Europa: 58%
      • Ásia-Pacífico: 57%
      • America Latina: 55%
    • Uso da tecnologia para ganhos no relacionamento com consumidores:
      • Índia: 46%
      • América do Norte: 54%
      • Europa: 45%
      • Ásia-Pacífico: 47%
      • America Latina: 47%
    • Uso da tecnologia para ganhos no relacionamento com parceiros/fornecedores:
      • Índia: 43%
      • América do Norte: 36%
      • Europa: 35%
      • Ásia-Pacífico: 36%
      • America Latina: 36%

    O Futuro

    O estudo traz inúmeros outros dados interessantes e eu recomendo o cadastro básico para ter acesso ao relatório completo. Traz também algumas previsões como resultados marginais dos dados coletados:

    • É uma tecnologia que as empresas continuam apostando: 75% irão aumentar ou manter o investimento
    • A crise atual aumentou o interesse das empresas: momento ideal para desenvolver uma melhor presença on-line com o objetivo de lucros maiores lá na frente (visão de longo prazo)
    • Da população pesquisada, cerca de 1/3 não obteve resultados mensuráveis. Seja porque não utilizam para os objetivos descritos na pesquisa ou porque ainda não sabem como utilizar.

    Vejam este último número. Se nos países que estão mais à frente na utilização da Web 2.0 ainda temos mais de 30% que não tiveram ganho, qual a sua leitura? A minha é simples: as empresas ainda não sabem como extrair benefícios da tecnologia ou, em outras palavras, temos um excelente nincho de mercado para explorar.

    Boa semana!