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Tech Radar: OfficeTalk, o Twitter corporativo da Microsoft

Para registrar no seu “radar”, a Microsoft está testando o que parece ser uma solução corporativa de microblogging chamada “OfficeTalk“.

Sob o título “Exploring the Impact of Social Networking in the Enterprise“, o blog Microsoft Office Labs anunciou em 17-Mar-2010 o conceito e as oportunidades para um serviço de microblogging para o ambiente corporativo.

De acordo com o mesmo blog, o “OfficeTalk” (ainda) não é um produto, é uma idéia a ser discutida e analisada pelo beta testers que a Microsoft está recrutando para testar seu “twitter corporativo”.

Mais detalhes aqui e aqui.

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Google App agora com backup nas “nuvens”

Empresas como Motorola (unidade de celulares), Capgemini, SalesForce, já estão utilizando a suite de  aplicativos Google App.

Quais as reais motivações que levaram cada uma destas grandes empresas a confiar suas mensagens, documentos, planilhas, apresentações, milhares e milhares de informações confidenciais… …à “nuvem” do Google?

Tudo bem que US$ 50/ano/funcionário é um grande motivador, e todos sabemos qual foi o voto do VP de finanças quando perguntado se ele concorda com a adoção do Google App. Ter também 25 GB de espaço de e-mail de cada funcionário, com backup incluido neste preço, é um “luxo” que poucas empresas podem oferecer hoje em dia (a US$ 50/ano/funcionário?).

Imagine um custo de uma unidade mundial da Motorola com dezenas, talvez centenas de servidores Microsoft Exchange, técnicos e analistas de suporte 24×7, espaço e energia em data-centers, unidades de backup, atualização de softwares, licenças anuais etc etc. Não é preciso fazer nenhuma conta para ter certeza que US$ 50/ano/funcionário é uma fração do que eles gastavam, apenas para manter esta infra-estrutura gigantesca e garantir a entrega de e-mails.

Disaster Recovery in the Cloud, by Google

Em um anúncio (04/Março/2010), o Google informa como funciona a “replicação síncrona” em caso de qualquer desastre. O “restore” seria não apenas dos e-mails, mas também das informações no Google Calendar, Google Docs, e Google Sites.

E aqui uma informação sobre como mensurar se  a solução de disaster recovery é adequada? De acordo com Rajen Sheth, Senior Product Manager do Google Apps, existem 2 (dois) indicadores básicos:

RPO indica quanto de informação você está disposto a perder quando uma catástrofe ocorre (e convenhamos nestes últimos meses, desastres estão cada vez mais frequentes).

RTO é quanto tempo você está disposto a esperar até que o processo de restore finalize e os funcionários possam voltar a seus postos.

Com uma solução destas nas “nuvens” uma das vantagens é que o RPO=zero.

Existem muitas outras variáveis que você deve avaliar antes de disponibilizar e confiar todas as informações de sua empresa nas nuvens mas, certamente, um cenário de disaster recovery como este descrito acima, deve pesar na decisão pró “nuvem”.

Documentos do Microsoft Office na nuvem do Google: Aquisição da DocVerse

Em 2007 dois ex-engenheiros da Microsoft fundaram uma start up para desenvolver um plug-in que seria adicionado ao Office da toda-poderosa de Redmond. O objetivo do plug-in é permitir um processo de colaboração na “nuvem”.

O que o Google fez na Sexta, 05/Mar? Assinou um cheque de US$ 25 milhões e adquiriu a DocVerse. Isto é alinhamento estratégico. Veja porque: MS Office tem, aproximadamente, 600 milhões de usuários no mundo; como facilitar ao máximo migração de parte destes usuários para a suite do Google? Disponibilizando um plug-in para sincronizar todos os documentos do Office para sua “nuvem”. Entenderam?

(nota: ainda não está claro se o plug-in da DocVerse será distribuido gratuitamente; minha aposta é que sim!).

Um dia antes, Steve Balmmer, CEO da arqui-rival conseguiu a proeza de não apresentar nenhuma novidade no assunto “Cloud Computing” em um evento na universidade de Washington (confira os detalhes neste post de uma das analistas mais atualizada em assuntos da Microsoft, Mary-Jo Foley/ZDNet.com).

Nas palavras do CEO e fundador da  DocVerse, Shan Sinha, a Microsoft não está mesmo se movimentando rápido em direção à computação nas nuvens:

“We recognized this trend was happening, It’s one of the reasons we left Microsoft to start DocVerse. Getting to the cloud means there’s going to be a large number of people who are starting from software that’s 20 years old. [Our concern] was how best do we bring people into the cloud? When we think about Google, what see see is the company that’s really starting to define, and has defined, how cloud-based applications should work.”

Veja que a opinião é de um ex-funcionário da Microsoft.

Sincronização com o Outlook

Para quem ainda não conhecia, segue o anúncio da funcionalidade de sincronismo do MS Outlook com o Google App (Junho/2009):

(atualizada às 19:52 para inclusão de informações)

A virada da Motorola(?) Qual foi o segredo?

O ano era 2008 quando Sanjay Jha, vindo de uma carreira meteórica na Qualcomm, fez a sua primeira apresentação para os funcionários da Motorola. Ele acabava de ser contratado como o novo CEO e uma das suas missões era salvar da Motorola do mesmo fim que levou a Nortel, Lucent etc.

Na sessão de perguntas, ouviu de um funcionário:

- “Por que deveríamos confiar em você?

Sua lua-de-mel na nova empresa foi curta.

(foto: Associated Press)

Um dos grandes erros da Motorola foi ter inovado com os modelos StarTac e Razr e parado por aí. Confiou nos seus produtos de sucessos. Esqueceu que toda inovação é passageira.

Os concorrentes ou escolheram o caminho de ter modelos simples, com interfaces idem, gerando um volume de vendas fenomenal, como a Nokia, ou foram altamente inovadoras, como mostrou a Apple com seu iPhone e o Google com seu sistema operacional Android com muitos serviços na “nuvem”.

Se a Motorola não tivesse um bom desempenho no natal daquele ano, tudo indicava que seria o fim da sua unidade móvel.

A estrutura explica parte dos erros

moto-estrut

Até então a Motorola, vinha utilizando a forma “clássica”, tinha estrutura verticais para sua linha de dispositivos móveis. Ou seja, havia executivos responsáveis por determinados modelos (vide figura ao lado).

O que isto gera? Simples, entre outros conflitos de interesse, cada executivo vai defender seu produto e insistir em melhorias em celulares que, por definição, terão sempre vida curta. É óbvio, ele precisa sobreviver e manter seu grupo empregado. Como admitir para o CEO e para os pares que a sua linha de produtos precisava ser extinta? Seria um atestado de incompetência!

Quando Sanjay Jha chegou na Motorola havia 22 linhas de produtos, com vários sistemas operacionais. Ele olhou e mercado e viu o líder, Nokia, estruturar seus celulares e smatrphones  em torno de um único sistema operacional – o Symbian (também utilizado pela Motorola!), a própria Apple só tem um aparelho que evolui apenas em torno de novas funcionalidades e se torna cada vez mais desejado, sem falar que ele é uma plataforma de desenvolvimento que também gera lucros para a empresa de Steve Jobs.

Já trabalhei no desenvolvimento de sistemas embarcados. Quem conhece vai entender o quanto custa ter que manter várias plataformas de sistemas operacionais: alto custo de manutenção, formação de equipes altamente especializadas (caras), os testes de liberação final (GAs) duram uma eternidade, problemas de “compatibilidade para trás” cada vez que uma versão é lançada, imensa estrutura de pós-venda etc etc.

O sinal parecia claro. Ele chamou para a mesa (um de cada vez), a Microsoft e o Google. A Microsoft avisou que um novo release do seu Windows Mobile iria atrasar bastante. Sanjay apostou todas as fichas no Google Android. Isto é o que chamamos de “foco”.

O início

Uma das primeiras ações de Sanjay Jha fez foi reunir os top executivos das 15 divisões da Motorole e pedir:

- Por favor, me digam o que vocês acham que está errado com a empresa. Quero apenas 2 slides de cada um de vocês

E Jha gosta de analisar slides. Ele faz questão de ler com detalhes os slides do apresentador, antes da reunião. Talvez fazendo o que os gestores deveriam fazer: “qual é, de fato, o verdadeiro problema aqui? Qual é a questão? Qual a causa-raiz deste problema?”. É preciso tempo, ou muita experiência, para ser chegar nas respostas à estas questões. Não se faz isto durante 50 minutos de uma apresentação.

“O problema não era a cultura de engenheiros”

Foi isto que Sanjay Jha conclui em pouco tempo. O real problema é que a Motorola não estava “conectando” seus engenheiros com o mercado, tentando conhecer o desejo real dos consumidores. Eles estavam em outra realidade.

A Motorola estava desenvolvendo telefones móveis, enquanto os consumidores queriam um pouco de tudo em seus aparelhos (vide iPhone). Falar era apenas um detalhe.

A causa-raiz, detectou Jha, era uma questão de (má) gerenciamento.

A Mudança

No 13o. dia na Motorola, Sanjay teve uma reunião com a maior operadora móvel do mundo, a Vodafone. Na mesa de discussão estavam três linhas de produtos da Motorola. O executivo da Vodafone perguntou para o CEO da fabricante de celulares:

- Caramba. Você pode escolher um destes modelos de aparelhos e me convencer por que eu deveria compra-lo?

Era outro sinal claro que alguma mudança precisava ser implementada, urgente. E ele não fez nenhum milagre, nem inventou a roda. Ele fez o que muitas empresas de tecnologia, como a Cisco, fazem:

  • Criou grupos centrais de engenheiros, marketing, gerência de produto e planejamento de estratégico de longo prazo, e fez esta turma conversarem entre si
  • E quem arbitra em  caso de divergência? Como a Cisco fez, criou um conselho, onde esta turma “lava a roupa suja” e chegam um acordo (para o bem de todos, é melhor que cheguem a um consenso, afinal qual a alternativa…?)

Resultados so far

moto-stock Bom, um das maiores operadora dos EUA, Verizon, já está comercializando o Droid Smartphone, e a gigante T-Mobile o Motorola Cliq. O vice-presidente de desenvolvimento de produtos da T-Mobile, Paul E. Cole, afirmou:

- Hoje a Motorola é um lugar completamente diferente de poucos anos atrás. Sanjay Jah tem feito um trabalho espetacular

O resultado do 3o. quarter de 2009 também foi comparativamente animador: lucro de US$ 12 M, bem diferente do prejuizo de uS$ 397 M de 1 ano atrás. O comportamento da ação está no gráfico ao lado (fonte: Nasdaq.com, fechamento do pregão de 30/out/2009). O valor da ação está no mesmo nível de Abril/2009, pré-crise financeira mundial. Ou seja, o mercado está reagindo bem em relação às mudanças.

Como nasceu o Motorola Droid e uma reunião às 18:00

Voltando a Agosto/2008, assim que Sanjay desceu da plataforma daquela sua primeira reunião com os funcionários onde foi duramente questionado, um engenheiro da empresa, Rick Osterlah, abordou o novo CEO e falou:

- Mr. Jah, já estamos trabalhando em um projeto tendo o Google Android como o novo sistema operacional

No final da mesma semana, Rick Osterlah estava no jatinho com Sanjay voando para a unidade da Motorola na Califórnia. Mr. Jah queria ver todos os detalhes pessoalmente. Poucos dias depois ele estava participando de uma reunião com todo o grupo de Rick e, não apenas pediu e revisou todos os 100 slides com antecendência, como fez perguntas detalhadas durante a apresentação e pediu que o time produzisse mais 20 slides (tive um chefe que não suporta ler nem um slide).

A apresentação foi agendada por Sanjay para iniciar às 18:00. Um “pecado mortal” para uma empresa que trabalha das 09:00 às 17:00 (já trabalhei em uma empresa similar nos EUA e a cultura é a mesma, idêntica até na jornada de trabalho).

- Reunião de 4 horas iniciando às 06:00 da noite?

“Parece mesmo que as coisas vão ser diferentes de agora em diante”, devem ter pensado os engenheiros.

Departamento de Segurança dos EUA e o uso do Wiki

Life is really simple, but we insist on making it complicated.”

–Confucius (Filósofo chinês, 551-479 AC)

Algumas soluções não precisam ser complicadas. Algumas vezes você precisa de uma solução simples para compartilhar informações, diminuir a quantidade de e-mails, realizar o acompanhamento de projetos etc. É aqui que um Wiki pode te ajudar.

Fato: com raras exceções, as empresas sofrem com problemas de não compartilhamento de informações. A propósito, veja esta excelente pesquisa (PDF, 12 páginas) sobre como as pessoas lidam com as informações diárias no trabalho.

Wiki veio para descomplicar tudo isto a um custo muito baixo. Utilizo Wiki a mais de 10 anos e a cada dia me convenço mais ainda que não precisamos complicar nosso dia-a-dia (mais  do que ele já é). Veja um exemplo que vem do governo dos EUA.

EUA – Department of Homeland Security’s National Cyber Security (NCSC)

Este departamento de segurança dos EUA planeja disponibilizar um Wiki para que seus agentes possam compartilhar informações, possíveis ameaças de ataque, FAQs etc, tudo em tempo real. Muitos poderiam pensar em um “super-hiper-mega-blaster” sistema para realizar tal tarefa devido, por exemplo, a aspectos de segurança nacional que esta tarefa envolve. Não, um simples Wiki pode solucionar.

FBI e outras agências de segurança do governo Obama também estão aderindo ao programa (veja mais detalhes aqui).

Comparando Wikis

Qual o melhor Wiki? Não existem um Wiki melhor. Existe um Wiki que melhor irá se adaptar ao modo de trabalhar do seu time: desenvolvedores que não se importam com a aparência do Wiki, pessoal de Marketing/Produtos cujo apelo pelo look&feel faz diferença, Wikis com ferramentas específicas de bug tracker e project management, Wiki como Intranet etc etc.

A boa notícia é que você pode comparar dezenas e dezenas de Wikis com um simples click. No site WikiMatrix você escolhe quais soluções você quer comparar e ele traz o resultado instantâneamente. Veja um exemplo da comparação de Wikis famosos: MediaWiki (utilizado pela Wikipedia) versus TWiki (utilizado, por exemplo, na Motorola).

Já trabalhei com ambos (e ainda prefiro o MediaWiki, mas tire suas próprias conclusões).

Por fim recomendo o blog http://www.ikiw.org/ que traz várias dicas e textos sobre a “profissionalização do seu Wiki”, ou seja, como torná-lo uma ferramenta realmente útil para sua empresa. Veja o site http://www.whorunsgov.com do jornal Washington Post com um bom exemplo de site desenvolvido a partir de um Wiki.

Boa sorte!

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