Só quem já passou pela experiência de gerenciar um projeto sabe quão difícil é equilibrar prazo, custo, escopo e qualidade (entre outras variáveis). Achei um artigo no InfoQ bastante interessante e gostaria de compartilhar com vocês algumas idéias do autor (Vinay Aggarwal) que é delivery manager na Índia.
Ele vai mais além e dá a sua visão do papel do GP (Gerente de Projeto) em projetos que pretendem ser ágeis. Lembrando que, não é porque a metodologia utilizada é classificada como “Ágil” que o projeto deveria ser entregue “ontem”; antes do delivery, o sistema precisa funcionar corretamente, atendendo aos requisitos mínimos acordados. Parece (e é) óbvio, mas não custa lembrar, ok?
Por que as empresas precisam dos Gerentes de Projeto?

De acordo com J. M. Juran, “Um projeto é um [bom] problema cuja solução tem um prazo definido para acontecer“. GPs devem ser, acima de tudo, facilitadores para que este “problema” seja solucionado da melhor forma possível, no prazo e custo estipulado.
A pergunta de US$ 1 milhão é: “Por que, de acordo com o Standish Group, apenas 17% dos projetos finalizaram dentro das metas acordadas?” (dados do mercado americano). Algumas dicas:
- Ninguém é perfeito: se a premissa fosse verdadeira todos os projetos seriam um sucesso, entregues no prazo, custo e escopo solicitado. Os líderes do projeto, em especial o GP, precisam saber motivar os participantes, manter todos alinhados e identificar (e extrair) o que de melhor cada indivíduo tem. Parece fácil mas, acredite, não é.
- Controle das Mudanças: change is the only constant in life… …dito isto, cabe ao GP negociar as mudanças da melhor forma possível e, na minha opinião, alertar os stakeholders o mais cedo possível. O GP não muda requisitos, funcionalidades, não tira/coloca recursos dos projetos de forma desorganizada. O seu papel é garantir o cumprimento das metas do projeto com as premissas acordadas. Se as premissas se alteram, o prazo idem. É matemática: AlteraçõesNoPrazoDoProjeto(MudançaNosRequisitos, MudançaDasPessoas, MudançaOrçamento)
- Comunicação é um problema sempre presente: outra “regra de tumba”; é responsabilidade do GP manter todos alinhados e, mais importante, detectar os “ruídos” inevitáveis que só geram mais atrasos e conflitos desnecessários
- Processo não são perfeitos: processos são definidos por pessoas, pessoas não são perfeitas, logo, processos não são perfeitos. O GP e a equipe devem concordar quais ítens do processo são aplicáveis e quais não irão trazer nenhum ganho adicional
- Processo não são implementados corretamente: cabe ao GP trazer a turma “de volta aos trilhos”, uma vez que já ocorreu uma negociação antes de como o processo deveriar ser coberto (negociar, negociar e negociar)
Como a Metodologia Ágil ajuda nestes problemas
Abaixo vamos resumir como Agile pode auxiliar em cada um dos pontos acima:

Por fim, uma observação muito importante. Um grande erro de algumas empresas é achar que Agile pode ser corretamente aplicado em qualquer projeto. Na minha opinião isto é uma premissa errada. Como toda metodologia, tem seus problemas. Cabe a nós conhecermos um pouco mais e criarmos nosso “arsenal de guerra” para, no momento adequado, utilizarmos a “arma” apropriada.

Aí está mais uma previsão do Gartner Group. Desta vez, as “Top 10″ áreas estratégicas de tecnologia para 2009.


