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Alinhamento de TI com o Negócio não faz sentido

Alinhamento de TI com o Negócio

Na antiga igreja, em Roma, havia um texto para admissão de culpa. Era chamado ”Confiteor” (expressão em Latin para “Eu Confesso”). Segue um trecho:

Confíteor Deo omnipoténti et vobis, fratres,
quia peccávi nimis cogitatióne, verbo, ópere et omissióne:
mea culpa, mea culpa, mea máxima culpa.
Eu confesso! Admito que já utilizei muito a frase “Alinhamento de TI com o Negócio”. Fiz isto em minhas palestras sobre SOA, em reuniões com investidores e acionistas na tentativa de “vender” meus projetos de TI, o fiz também em artigos e muitos outros textos em meu blog SOASimples.com.
Casos como das empresas Zappos.com, Procter & Gamble Co., Southwest Airlines Co., entre outras, provam que TI deve ser o próprio negócio e não este blá, blá, blá de “alinhamento de TI”. O tema é complexo e voltarei a escrever sobre ele aqui.
Por enquanto veja dois exemplos de empresas, de segmentos completamente diferentes, que decidiram que o verdadeiro negócio é a Tecnologia da Informação. Não por acaso são também cases de sucesso corporativo.

Zappos.com

Zappos é uma grande loja virtual nos EUA. Iniciou comercializando sapatos, tênis e hoje já vende vestuário em geral. É muito conhecida também pela estratégia de “Política de Retorno de 365 dias”, ou seja, você tem até 1 ano(!) para devolver um ítem comprado na loja virtual.
A empresa que iniciou vendendo calçados pela Internet e descobriu em TI uma forma de faturar ainda mais. Eles desenvolveram um produto que permite que outras lojas virtuais comercializem os calçados da Zappos em seus Web sites. É o “Powered by Zappos”. Aqui no Brasil temos o exemplo do “Powered by Submarino”.

Southwest

Nos cursos de MBA o case da Southwest é quase que mandatório. Tudo na empresa gira em torno da famosa satisfação total do cliente, e de TI. A tecnologia da informação é um diferencial na Southwest.
Tudo na Southwest é feito on-line. TI criou um produto que, por US$ 10 adicionais, o cliente pode fazer o check-in e a reserva da sua poltrona favorita 3 dias antes do vôo. Para os demais cliente que não quiserem pagar US$ 10, o tempo máximo é de 24 horas antes da partida. Parece pouco? Multiplique pelos milhões de passageiros que são transportado pela Southwest e querem uma comodidade adicional.

Para pensar

Não espero que você concorde ou discorde de minha opinião. Convido-o apenas para refletir porque tantas pessoas repetem o mantra de “TI Alinhada com o Negócio”, e continuamos ouvindo muitas críticas que tem a TI como alvo:
- “TI não entende do negócio”
- “TI gasta muito”
- “TI atrasa na entrega… …quando entrega”
- “TI erra feio nas estimativas”
- etc
Se o o negócio vai bem e continuamos ouvindo estes comentários nos corredores da empresa, alguma coisa continua errada, certo? Ou no seu planeta você não ouve este tipo de comentário?
Depois que eu li este artigo da editora executiva da ComputerWorld/USA, eu parei e refleti um pouco.
Mea culpa, mea máxima culpa.

(Foto: Greenpin Chang, Flick, uso sob a licença CC) [Artigo original publicado neste meu post]


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Tech Radar: ERPLY, a sua opção de Software de Ponto de Venda

O Erply é um software de ponto de venda desenvolvido por uma start-up da Estónia, e que foi um dos ganhadores do “2009 SeedCamp“, um dos mais importantes prêmios de inovação em software da Europa.

Por que este software merece tanta atenção? Como o Skype, ele veio da Estónia. Até aí, mera coincidência, ok? Veja porém, o que Saul Klein, ex-VP de Marketing do Skype – antes dele ser vendido por US$ 2.75 bilhões para o e-Bay – e atual sócio da Index Venture, um fundo de investimento que patrocinou o “SeedCamp“, afirmou sobre o Erply:

We think Erply can do for business software what Skype did for telecom

–Saul Klein

A Estratégia

Qual a estratégia do Erply?

  • Primeiro que ele é executado a partir do seu browser
  • Segundo, eles não copiaram as funcionalidades de um software de ponto-de-venda tradicional (POS); eles recriaram o conceito de sistemas de frente de caixa, inventário, emissão de fatura… …a conferir!
  • Tem uma versão de custo “zero” com a qual eles aumentam a base de clientes a taxas de 20% ao mês
  • Já possuem mais 8,000 POS em 2,000 clientes, e a taxa de conversão da versão “free” para as versões pagas é de 25%
  • O investimento das versões pagas varia de  € 10 a € 99, por mês
  • Já estão desenvolvendo uma versão para o iPad

Com tudo isto eles vão brigar pelo mercado de pequeno e médio porte no qual a SAP e ORACLE, por exemplo, tem dificuldade, ou não tem interesse, em atender.

(fonte: Techcrunch)

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Gerente de Projeto: Dilema do “Escopo ou Prazo” e a arte da Negociação

Não conheço gerente de projetos que não tenha feito esta pergunta: “Escopo ou Prazo! Escolha”.

A resposta também é óbvia, “Escopo, desde que o prazo não se altere, claro!” (veja a “tirinha” ao lado do excelente Geek&Poke).

O que temos aprendido é que os passos principais (macro) para o planejamento de qualquer projeto são:

  1. Defina uma visão
  2. Liste as tarefas
  3. Determine as dependências entre as tarefas e em que ordem elas devem ser finalizadas
  4. Defina os recursos necessários para completar as tarefas
  5. Determine o prazo em que elas devem ser finalizadas

Parece simples… …mas não é. Se o Gerente de Projetos não tiver habilidades de negociação e de comunicação (entre outros), este esforço pode ser em vão.


Você conhece o “Modelo Harvard de Negociação”?

Não importa se você é um gerente, líder técnico, arquiteto de software… …a negociação faz parte do nosso dia-a-dia.

No filme “O Negociador” é um daqueles que vale a pena ter em casa.

Chris Sabian (Kevin Spacey) é um negociador experiente que aparece negociando com sua esposa trancada no banheiro depois que sua filha a magoou.

Ele é chamado às pressas, por exigência de um policial que mantêm seus colegas como reféns. Este policial é Danny Roman (Samuel L. Jackson), outro expert em negociação, que cai em uma cilada armada por seu colegas de trabalho corruptos. Como D. Roman não confia na equipe do seu distrito, ele exige que C. Sabian assuma a negociação de liberação dos reféns que ele mantém preso no prédio da polícia.

A teoria por trás deste excelente filme é o “Modelo Harvard de Negociação”:

  1. Separe as pessoas dos problemas
  2. Concentre-se nos Interesses, Não nas Posições
  3. Invente opções em que todos ganham
  4. Insista em Critérios objetivos

Muito importante: desenvolva sua BATNA (termo em inglês que significa: “Melhor Alternativa à Negociação de um Acordo“). Nunca entre em uma negociação (com seu filho ou com o presidente da empresa), sem ter uma BATNA.

Em qualquer negociação – de um passeio com sua esposa no shopping versus assistir o jogo de futebol, até a negociação do escopo de um projeto – está uma coisa que chamamos de Interesse. Lembre-se que o seu foco deve ser no Interesse daquela(e) com quem você está negociando, e não nas Posições que ela(e) podem assumir durante o processo de negociação.

O assunto é muito extenso, envolve psicologia, filosofia etc. Meu objetivo aqui é apenas mostrar a importância das técnicas de negociação. Infelizmente, este é um tema abordado superficialmente nos livros de Gerência de Projeto, mas é vital para a nossa sobrevivência profissional e pessoal.

Quer aprender mais?

Sobre o “Modelo Harvard de Negocição” (R.Fisher, W.Ury, B.Patton – Harvard Law School), eu recomendo a leitura do clássico “Como Chegar ao  Sim“.

O livro tem apenas 200 páginas, você consegue ler em um final de semana (com uma parada para assistir o futebol no Domingo). Quando comprei em uma grande loja virtual, paguei menos de R$ 10,00. No momento que escrevo este post (29/11/2009), o preço continua o mesmo: R$ 10,00

A leitura vale a pena!

Abcs!

p.s.: não recebo nenhuma remuneração pela indicação desta obra; este blog não apresenta nenhum link patrocinado e é mantido unicamente com recursos próprios

MoneyTree Report 2009: Venture Capital e o Impacto da Crise

MoneyTree report é um estudo conduzido pela PricewaterhouseCoopers que monitora a atividade de Venture Capital nos EUA. A partir da base de dados da Thomson Reuters e do National Venture Capital Association.

Eles acompanham os investimentos que são realizados em 16 grandes grupos de industria:

- Biotecnologia, Produtos e Serviços ligados a atacadistas e importadores, Computadores e Periféricos,

- Produtos e Serviços de Consumo, Electrônicos/Instrumentação, Serviços Financeiros, Serviços de Saúde,

- Energia, Serviços de TI, Mídia e Diversão, Dispositivos e Equipamentos Médicos, Equipamentos de Rede,

- Distribuição/Varejo, Semicondutores, Software, Telecomunicações e Outros (empresas monitoradas e que não se encaixam na classificação acima).

O Relatório de Jan-Abr/2009 foi finalizado (PDF, 7 páginas) e mostra alguns dados interessantes:

1. Total Investido no Q12009 = USD 3 bilhões em 549 operações (queda de 47% em USD e 37 nas operações)



2. As empresas de Software tiveram o menor impacto de todos os segmentos analisados. Estas empresas receberam apenas USD 614 milhões (20,47% do total investido pelos Venture Capital Funds). Ainda assim, uma queda de 42% no total investido.



3. O relatório também monitora o valor investido por região dos EUA. Sem surpresa, o Silicon Valley ainda lidera o ranking, capturando 39% do total investido. Apenas a região de New York (NY Metro) , 3o. lugar, conseguiu atrair 11% do capital.

Category: business, Estrategia

[update] Twitter + Dell = US$ 3 milhões

Nem os mais céticos do poder do Twitter terão argumentos contra este número: a Dell informa que conseguiu faturar US$ 3 milhões em 2008 através dos seus mais de 600,000 seguidores no Twitter.

Nestes dias de crise, nenhuma grande companhia pode se dar ao luxo de deixar de faturar US$ 3 milhões de uma forma tão simples como enviar micro-posts. A abordagem da Dell é enviar entre 6 e 10 pequenos textos no Twitter anunciando promoções, cupons de desconto etc. Algumas destas ofertas são divulgadas exclusivamente pelo Twitter (boa estratégia para atrair seguidores).

Até onde sei o próprio Twitter não tem participação alguma neste tipo de receita que as empresas gerar através de sua rede. Detalhes nesta reportagem da FastCompany.com.

Isto é uma boa receita para o próprio Twitter, que continua deficitário. Paradoxal não?

P.S.: atualizada às 20:58 do Domingo, 14/06, para correção do valor (grato Alexandre)

Category: Estrategia

Gartner e as previsões para 2009

Aí está mais uma previsão do Gartner Group. Desta vez, as “Top 10″ áreas estratégicas de tecnologia para 2009.

Anyway, primeiro vamos à definição de “tecnologia estratégica” do Gartner:

Tecnologia Estratégica?

Uma tecnologia estratégica é aquela com potencial impacto significante na organização, nos próximos 03 (três anos).

Fatores que são utilizados para definir um “impacto significante” incluem:

  • Algo que produza uma ruptura abrupta (disruption) em TI ou no negócio ou
  • Que exija mais investimento (!) ou
  • Represente alto risco se não adotado

Algumas observações:

Cloud Computing
A previsão é que até 2012, 80% das 1,000 maiores empresas da Fortune utilizarão algum tipo de serviço “baseado na nuvem”.

Acho que, mais do que um buzz, cloud computing pode ser boa saída em tempos de crise financeira mudial. Claro que existem várias questões, principalmente no Brasil, relacionadas à infraestrutura e segurança mas, se os riscos forem pesados contra os benefícios, esta boa ser uma boa alternativa.

Servers: Beyond Blades
A discussão neste ponto, bem colocada neste post do blog “Between the Lines” (@ZDNet.com) é o modelo de licenciamento por CPU ou (pior ainda) por núcleo de processador. Na minha opinião este modelo deve ser repensado urgente.

Web-Oriented Architectures

Gartner afirma que a adoção de SOA, WOA etc irá se consolidar.

Business Intelligence
Gartner ainda acha que as empresas irão investir pesado em BI. Na minha humilde opinião, você deve separar a necessidade de mineração (data mining), extração e transformação de grandes volumes de dados (ETL), da proposta do BI em si.

Neste ponto, a minha opinião é que a proposta de SOA, disponibilizando dados gerenciais em dashboards e Portais (marshups) será uma tendência crescente. Sempre iremos precisar de ETLs para lidar com uma massa de dados que só cresce porém, a visão no nível mais executivo (tomada rápida de decisão) deverá ser disponibilizada de uma forma mais próxima de um portlet em uma página da Intranet.

A maior parte das ferramentas de BI de hoje atendem (muito bem) os níveis operacionais e táticos da organização. O nível estratégico precisa de informações de mais fácil acesso (acessibilidade é chave para estes executivos).

Em Tempos de Crise Econômica, Rever planos para SOA?

David Linthicum, um dos mais conhecidos analistas de arquitetura orientada a serviço, fez uma pesquisa com uma pergunta muito simples:

Com esta crise na economia o interesse por SOA vai aumentar ou diminuir?”

Veja as respostas:

  • 75% afirmaram que seu interesse por SOA aumentaria
  • 25% iriam rever seu planejamento

Parece que não existe lógica nesta decisão mas, conhecendo os benefícios que esta arquitetura trará para as empresas, fica mais simples entender porque os plano para adoção de SOA não só permanecem como serão revistos “para cima”.

O aumento da eficiência que SOA traz para a corporação, reuso, preservação de boa parte (ou de todo) o legado etc.

Para quem já tem alguma implementação baseada nesta arquitetura, mostrar pequenos ganhos já conquistados (implementações mais rápidas, por exemplo), é uma excelente abordagem para convencer os executivos a continuarem os investimentos.

Boa sorte!

Category: CIO, Estrategia, SOA

SOA: Ferramenta Avaliação Estágio de sua Iniciativa SOA

A idéia desta ferramenta disponibilizada pela JBoss.org é fazer uma rápida avaliação (menos de 10 min.) do status atual de implementação SOA da sua empresa.

São questões simples que irão medir como está posicionada sua empresa em relação à 06 capabilidades (capabilities):

  1. Business process understanding
  2. IT assessment
  3. SOA design
  4. SOA enablement
  5. Infrastructure
  6. Orchestration

O link direto para iniciar o questionário está aqui. Ao final é gerado um report com alguns gráficos que pode ser impresso ou enviado por e-mai.

Qual o futuro do CIO?

Morte? Tudo indica que sim. Este será o fim dos CIOs.

Alguns meses atrás eu li um artigo em um blog da InformationWeek.com e, pensei: “…blog americano para americano, crise financeira do subprime por lá, estão repensando algumas estratégias etc etc.”. Guardei o artigo.

O texto refletia a opinião de Ian Campbell, CEO da Nucleus Research que afirmou com todas as letras: “The CIO is dead“.

A empresa que ele comanda é especializada em pesquisa e análise do retorno do investimento de projetos e aquisições. Resumidamente, ele simplesmente constatou um realidade:

- Mais e mais CIOs estão se reportando para CFOs (e não mais para CEOs diretamente)
- A decisão de investimentos está “migrando” da área de TI para as “linhas de negócios” (LoB). que, segundo ele, é comprovado pelo encolhimento do budget de IT (eu sei!)
- em alguns casos, este profissional está movendo para uma posição mais estratégica. Como ele mesmo diz, “…uma pessoa que é responsável por manter o e-mail funcionando não pode ser considerada um C-Level (equivalente a um diretor)”

Eu concordo plenamente. Alguns dias atrás (29/09/08) vi esta notícia no ITWeb.com.br: as unidades brasileiras da Pirelli e Pfizer eliminaram o cargo de CIO. O motivo? “Ganho de eficiência”. E hoje, 01/10/2008, Washington Salles deixa de ser responsável pela TI da Petrobrás e passa para a área de negócios da gigante basileira da área de petróleo.

Cezar Taurion (IBM) também conta em seu blog (15/09/2008) a suas impressões sobre o futuro dos CIO. Novamente ele constata “negras nuvens” sobre estes que estão à frente da TI das empresas. Veja alguns trechos:

Hoje o cenário é bem mais desafiador. Os ERPs já estão instalados (pelo
menos na maioria das grandes e em muitas das SMBs), os data centers
estão buscando serem mais eficientes e os processos de consolidação
estão em andamento. A Web já é uma realidade e novas tendências como
Web 2.0 e SaaS começam mudar o papel do CIO. Infraestrutura tecnológica
está caminhando para comoditização e as expectativas dos usuários estão
cada vez maiores.

CIO como líder em Inovação? Taurion afirma:

Ficou claro para todos que o papel do CIO dos próximos anos será bem
diferente do de hoje. A própria denominação CIO deverá mudar de Chief
Information Office para Chief Innovation Officer. O CIO do futuro
deverá mudar seu foco de atenção da busca pela eficiência e redução de
custos para ser um agente de mudanças, alavancando experimentações e
interagindo cada vez mais com a empresa e o ecossistema em torno.
Deverá deixar em segundo plano o viés tecnológico. Vai se concentrar
nos meandros dos negócios, conhecendo profundamente e não apenas
superficialmente a empresa e seu negócio, de modo a falar com
conhecimento de causa a linguagem dos CxO. Seu futuro de carreira não
será mais apenas em ser CIO de outra empresa, mas sim crescer como COO
e porque não até mesmo CEO?

Calma, não é tempo (ainda) para se desesperar. Concordando ou não, convido-o para, pelo menos, reflitir um pouco sobre este tema. Abraços!

(updated: atualizado em 02/10/08 para incluir a notícia do CIO da Petrobrás)

Category: CIO, Estrategia