O diálogo ao lado (do excelente Geek and Poke) pode ser traduzido livremente assim:
Em se tratando de ROI de software existem 2 tipos de organização: aquelas que não tem a mínima idéia do ROI dos sistemas e aquelas que acham que conhecem o ROI dos seus projetos de software.
Existem culpados?
Sim. A complexidade atual. Quer queiramos ou não, os processos de negócio mudam mais rápido do que o tempo de codificarmos “Hello world!” em PERL:
$ perl -e 'print "Hello World\n"'
As organizações mudam, as motivações e objetivos que definiram a construção de uma aplicação mudam entre o início e o final de um projeto. Isto para não falarmos das aplicações que planejamos e codificamos e no final… …lá se vão milhares de linhas de código para o repositório de “projetos solicitados e nunca sequer utilizados”.
Sejamos realistas. Diante de toda esta inevitável complexidade, será que aquele ROI que está destacado na planilha dos gerente de projetos ou dos departamentos de processos, está minimamente correto?
Em minha opinião, devemos calcular ganhos financeiros, de tempo dos processos, da redução de pessoal (efeito colateral quase sempre inevitável), de redução dos lead time dos processos, “ganhos” de produtividade etc etc etc. O ROI, entretanto, este não é tão simples assim.
Que podemos fazer?
As dicas abaixo foram citadas no blog CIO Dashboard (Chris Curran). Em resumo, Chris sugere 5 ações que podem nos ajudar a chegarmos mais próximo do ideal do ROI de um sistema.
1. Valide e Re-Valide o Business Case
Escopo e fases fazem sentido do ponto de vista do negócio? Você pode ter uma opinião não tendenciosa? Que tal solicitar uma opinião de alguém experiente, de uma área não relacionada com o projeto?
2. Defina um Benefício Mensurável
Pode ser simples, mas é melhor definir um ou mais benefícios mensuráveis do que apresentar apenas “promessas de PowerPoint”. Defina, faça as medições antes e depois e veja o resultado na prática.
3. Cada Projeto deve ter seu Plano de Benefícios
Cada sistema tem propósitos e um ciclo de vida ou roadmap próprio. Da mesma forma, cada um deles deve ter o seu próprio plano de benefícios devidamente documentados.
4. Acompanhe os Benefícios do Portfólio de Projetos
Esta é uma dica para as empresas que tem sistemas complexos de TMOs (Technology Management Offices) ou PMOs devidamente estabelecidos. Um dos mais complexos e abrangentes é o Primavera (adquirido pela Oracle).
5. Crie um Painel (Dashboard) e Exiba os Benefícios do Projeto
Quem não se comunica… …pois é, o projeto traz muitos benefícios, ou potenciais benefícios, e toda esta informação fica restrita à equipe de TI. Existe algum benefício, algum ganho? Utilize a comunicação visual e apresenta-a em formato de dashboard.
Boa sorte!
p.s.: interessado em um livro sobre o assunto? Que tal “Maximizing ROI on software development” de Vijay Sikka (ex-Intel e fundador da Sikka Software Corporation)
Sobre o “Modelo Harvard de Negocição” (R.Fisher, W.Ury, B.Patton – Harvard Law School), eu recomendo a leitura do clássico “Como Chegar ao Sim“.
Como gerente de projetos conhecemos as melhores práticas, técnicas de gerenciamento de pessoas, negociação, conhecemos os detalhes dos softwares de gerência de projeto… …mas quais são as “Sete Leis” de projetos que existem exatamente para serem quebradas?.
Só quem já passou pela experiência de gerenciar um projeto sabe quão difícil é equilibrar prazo, custo, escopo e qualidade (entre outras variáveis). Achei um 


Na arquitetura orientada a serviços (SOA) encontramos muitas referências sobre desenvolvimento de software mas, e quanto a metodologia dos projetos de software baseados na arquitetura SOA, será que muda algo?O responsável pela estratégia SOA do National City Bank (USA), Leo Shuster, publicou
(fonte: SOA Magazine)
