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SmartGrid, SOA e Cloud Computing

(image: GigaOM.com)
De acordo com o Departamento de Energia dos EUA, “se a rede atual de energia dos EUA fosse 5% mais eficiente, a economia de energia seria equivalente à eliminar, para sempre, o combustível e a emissão de gás de efeito estufa de 53 milhões de carros“. Um outro estudo mostra que isto corresponde à uma economia de 46 a 117 bilhões de dólares, em vinte anos.
Volto à este assunto porque esta semana vi a notícia do Estadão que afirma que “O governo quer obrigar as concessionárias de energia elétrica a instalar medidores inteligentes nos 63 milhões de residências urbanas hoje atendidas pelo sistema“. De acordo com a notícia, a partir de 2012, nas novas ligações ou substituição de medidores, o medidor eletrônico será utilizado.
- Vantagens para o consumidor: medição mais exata do consumo, com descontos nas falhas de fornecimento. Em uma fase mais avançada, dentro do conceito de Smart Grid nós, consumidores, podemos vender energia que nossos painéis solares domésticos produzem (por exemplo). Ou seja, o grid envia e recebe energia, gerando mais economia e otimização do consumo
- Vantagens para o fornecedor: medição em tempo real (cloud computing?), com leitura, corte e religação sem necessidade do deslocamento do técnico
Players e Cloud Computing
Já citei alguns como o Google e a IBM com alguns de seus cases de sucesso: case 1, case 2, case 3. A Cisco está muito à frente e, desde 2009, já se posicionou como um dos fornecedores de soluções para Smart Grid. Veja nesta figura uma visão de alto nível da proposta da Cisco para dominar as soluções para o grid. Percebem como Smart Grid e SOA estão interligados?! A Cisco já tem um case com a Duke Energy (USA). E a razão de todo este interesse desta empresa é muito simples. Estima-se que os dispositivos que farão parte deste grid serão 100 a 1,000 vezes mais numerosos do que os atuais dispositivos que se conectam com a Internet. Simples, não? À isto chamamos de visão estratégica e senso de oportunidade.
Minha humilde opinião é que os dados dos “medidores inteligentes” (smart meters) fluirão naturalmente para a “cloud”. Uma enorme oportunidade para SOA/Cloud.
A Intel é outra gigante que está investindo muito, uma vez que os milhões, bilhões, de medidores inteligentes podem utilizar seus processadores.
E a Microsoft? Perdeu o bonde do Smart Grid? O tempo dirá. Mas o certo é que está tentando recuperar o tempo perdido. Em Outubro de 2009 eles publicaram o “SERA“-Smart Energy Reference Architecture. Se você se interessa pelo assunto, ou está em algum projeto SOA, eu recomendo fortemente a leitura deste PDF. É deste documento que extrai a figura a seguir:
Category: Microsoft, SOA

Tech Radar: OfficeTalk, o Twitter corporativo da Microsoft

Para registrar no seu “radar”, a Microsoft está testando o que parece ser uma solução corporativa de microblogging chamada “OfficeTalk“.

Sob o título “Exploring the Impact of Social Networking in the Enterprise“, o blog Microsoft Office Labs anunciou em 17-Mar-2010 o conceito e as oportunidades para um serviço de microblogging para o ambiente corporativo.

De acordo com o mesmo blog, o “OfficeTalk” (ainda) não é um produto, é uma idéia a ser discutida e analisada pelo beta testers que a Microsoft está recrutando para testar seu “twitter corporativo”.

Mais detalhes aqui e aqui.

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O e-book da Microsoft: Courier Tablet

Simplesmente fantástico. Eis um concorrente de peso para o iPad. Se o Windows CE 6, sistema operacional do “Courier” for tão estável quanto o da Apple… …a briga será boa:

Fonte: Engadget

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Onde Google, Yahoo, Apple e Microsoft competem?

Nick Bilton do NYTimes.com fez um resumo dos produtos ou serviços onde as gigantes Google, Microsoft, Apple e Yahoo competem.

O quadro-resumo tem 25 áreas e a indicação se a empresa tem solução que atende total ou parcialmente.

O Google, por exemplo, é 2a. empresa que mais tem produtos ou serviços de acordo com esta lista. A duas exceções são: MP3 player (dispositivo e loja virtual) e o mercado de jogos (consoles e software).

A Microsoft tem solução para quase tudo, menos o hardware do dispositivo móvel (celular ou smartphone).

A Apple não se interessa por console de jogos e nenhuma solução de busca on-line ou redes sociais.

E o Yahoo parece que está parado no tempo, com poucas inovações fora do mundo on-line.

Estratégia

Mesmo que de uma forma muito simplificada, o quadro apresenta um resumo da estratégia de cada empresa.

O Google, como a Apple, descobriu que as informações irão convergir para os dispositivos móveis. Investir no sistema operacional Android e em seu celular Nexus One são a comprovação. Concluíram também que tudo estará na “nuvem” da Internet e que o mercado de sistema operacional para desktops não será tão lucrativo como foi um dia. O seu Chrome OS vai levar à criação e migração de mais e mais aplicativos para a Web, e vai definir o HTLM v.5 como o padrão para tal.

A Microsoft não emplacou seu tocador de MP3 (Zune), está indo muito bem no mecanismo de pesquisa on-line (Bing), mas ainda não tem registrado o crescimento fantástico registrado pelo Google que, no último trimestre de 2009 quintuplicou (5x) seu lucro líquido em relação à 2008, e registrou um aumento de 17% nas suas vendas (detalhes neste link).

Se, no final das contas o que vale é o resultado financeiro, o comportamento das ações mostra uma face desta estratégia. Veja abaixo o comportamento das ações da Apple, Google, Microsoft e Yahoo nos últimos 5 anos. Em qual você investiria?

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Cloud Computing: Open-source Cloud e a Ajuda da Microsoft

Este post traz duas boas notícias para o mundo da “Cloud Computing”. A primeira é o anúncio da empresa de soluções SOA open-source, WSo2, já citada várias vezes neste blog, e a outra vem da Microsoft e de sua plataforma de Cloud, Azure.
wso2cloud

WSo2 Lança sua Plataforma de “Cloud Computing”

Para quem não conhece, a WSo2 é uma companhia que desenvolve soluções para a arquitetura orientada a serviços (SOA) no modelo open-source. Tem escritório no longíquo Sri Lanka (terra natal do seu fundador) e nos EUA e Europa.

A plataforma de “Cloud Computing” que eles lançaram permite que as empresas criem sua própria “nuvem”, as chamadas “Private Clouds“, com um custo (direto) de software bastante reduzido.

A solução de Governance as a Service é um dos serviços já disponíveis para serem utilizados (veja restrições abaixo).

wso2gaas A idéia é que sua empresa possa fazer o setup de uma solução de Governança para o ambiente SOA (SOA Governance Registry) diretamente na “nuvem” da WSo2.

Veja o que é possível implementar:

- Armazenar services, WSDLs, Schemas e policies, facilitando a descoberta (discovery) dos serviços e suas restrições

- Gerenciar o ciclo de vida dos serviços
- Manter múltiplas versões dos serviços

- Acompanhar as dependências e associações entre os WSDLs e os Schemas

- Dar permissões apropriada para os usuários

As restrições para utilização são:

  • até 5 usuários
  • não mais do que 100 recursos armazenados
  • não mais do que 100 recursos acessados / dia
  • cada recurso pode ter, no máximo, 1 MB

E estão preparando o lançamento do 2o. produto: “Indentity as a Service”!

Importante: como informou esta notícia da InformationWeek USA, o WSO2 suporta o uso de seu produto como uma “Amazon Machine Image“, o formato de máquina virtual do EC2/Amazon Cloud. É compatível também com “VMware ESX Server virtual machine” e, claro, no open source Linux KVM virtual machine.

A Cloud da Microsoft, Azure, agora pode rodar “Ruby on Rails”

azureinterop

A notícia vem do blog da Mary-Jo Foley. No final de Novembro (25/11/2009) o arquiteto da Microsoft, Simon Davies, anunciou que já tinha um exemplo do “Ruby on Rails” rodando em uma “nuvem” do Microsoft Azure (veja aqui “ao vivo”).

Em um movimento acertado, a Microsoft tem feito um esforço para que sua “nuvem” tenha compatibilidade com vários produtos e soluções open-source. Alguns exemplos de “Azure compatible” são:

  • Ruby
  • PHP e ferramentas baseada no Eclipse
  • MySQL
  • MediaWiki
  • MemCached
  • Tomcat
  • SugarCRM tem sua versão para o Azure (!)

e claro, o seu “Service Bus and Access Control services”, antes conhecido como “.NET Services”, agora roda diretamente no Windows Azure e é chamado agora de “Windows Azure platform AppFabric Service” (nome nada fácil…). Mais detalhes aqui e aqui.

Como na discussão levantada no post da Mary-Jo, não imagino que exista motiva de desconfiança por trás desta iniciativa da Microsoft em suportar soluções open-source em sua “nuvem”.

No meu ponto de vista, não importa para o usuário, e até mesmo para o desenvolvedor, em que “nuvem” sua sua aplicação baseada no “Ruby on Rails” ou seu open-source SugarCRM, está sendo executado.

O que você acha?

O que é Google realmente quer com o seu Chrome OS?

O Google quer ou não quer dominar o mercado de sistemas operacionais?.

Um argumento contra é que se ele desejasse mesmo dominar este mercado, por exemplo, os engenheiros do Chrome OS teriam se preocupado com o mundo corporativo, que representa uma enorme parcela de usuários dos desktops/notebooks. Não tire suas conclusões agora. Veja o restante do texto.

O Chrome OS deverá ser lançado no segundo semestre de 2010, mas a agitação já começou desde o anúncio no meio deste ano de 2009. O equipamentos-alvo são os, cada vez mais populares, NetBooks, com processadores de baixo consumo de energia.

Tudo foi calculado para que este seja, de fato, o 1o. sistema operacional da era da “Cloud Computing”, em que o browser será o próprio sistema operacional.

A algum tempo já não dependo de muitos softwares presentes no meu iMac. Planilha eletrônica, processador de texto, agenda, calendário e todas as centenas de aplicações que a Web 2.0 trouxe.

Para completar, uma solução em que posso agregar meu documentos, notas, links sobre um determinado assunto: o Google Wave. Simplesmente fantástico. Hoje eu defino os assuntos do meu interesse, agrupo as minhas notas, PDFs, artigos, apresentações, vídeos etc, em “waves” no Google Wave. Desta forma, eu posso dar continuidade nas minhas pesquisas e trabalhos de qualquer lugar onde tenha um acesso a Internet.

Então, qual o propósito do Chrome OS?

Este artigo de Vijay Pandurangan dá uma pista da estratégia por trás do lançamento de um sistema operacional sem custo direto, 100% baseado na Web: a criação de melhores aplicações Web, 100% compatíveis com o HTML-5. Quem afirma isto é um ex-funcionário do Google, que trabalhou lá por 6 anos. Algum crédito ele tem.

A conclusão parece óbvia, de tão simples que é. Mas vamos tentar pensar estrategicamente.

Aqui vão meus R$ 0,10 de contribuição para esta discussão:

- Qual a missão do Google? Já escrevi isto é um post anterior (“SPDY (by Google) é o novo HTTP?“): Organizar toda a informação do mundo.

- A informação não pode estar nos “silos individuais” de informação que são nossos desktops, notebooks, netbooks e até mesmo celulares (lembram da estratégia de “dados nas nuvens” do Motorola Cliq?)

- A informação precisa – e acho que boa parte dela vai – “migrar” para a “nuvem”. As empresas que entenderam isto estão se dando bem (vide “Cloud na Amazon: US$ 220 Milhões/ano“)

- Quer outro exemplo: a Motorola acabou com todas as centenas de servidores Microsoft Exchange que ela utiliza no mundo inteiro. Os empregados chegaram pela manhã e o seu e-mail @motorola tinha sido migrado para o GMail! Veja porque tudo indica que Sanjay Jha vai mesmo revulocionar a Motorola (“A virada da Motorola(?) Qual foi o segredo?“)

- A estratégia do Google pode ter sido então: “vamos criar um ambiente livre, onde a dependência das ‘aplicações desktop’, que exigem um cliente em cada desktop, seja cada vez menor…

- Qual a melhor forma de atingir este objetivo? R- “Que tal um sistema operacional livre, leve, baseado em algo já estável e conhecido – Linux -, que forme uma imensa comunidade de desenvolvedores que irão construir ou migrar aplicações para este sistema operacional?

Isto, meu caro leitor, chama-se “Alinhamento Estratégico“. Leia novamente a missão do Google acima e veja como as ações são coerentes, alinhadas, não apenas esta do Chrome OS, mas de todas as soluções que eles desenvolvem.

E a Microsoft?

A Microsoft certamente vai se movimentar. Apesar de quase sempre chegar com algum atraso e de pouco contribuir com inovações, analistas de mercado já afirmam que o seu “Windows 7″ é o último “big bang” da gigante de Redmond. Espero mesmo que seja, e vejam como eles evoluiram. Diferente do “Windows Vista”, o Windows 7 é muito superior do que seus antecessores.

O ponto é: quando este momento chegar, qual empresa estará mais madura e apta a dominar o mercado de SOs? Vai fazer diferença qual sistema operacional você vai utilizar se grande parte das aplicações que utilizamos no dia-a-dia estarão na Web? Você vai pagar por uma caixinha com um DVD que vai instalar um browser no seu computador pessoal?

Abcs!

BizTalk 2009 e RFID

O site “Redmond Developer News” (http://reddevnews.com) anunciou o upgrade do Microsoft BizTalk, plataforma de middleware da gigante de software.

O BizTalk é uma aposta tímida da Microsoft em relação à arquitetura orientada a serviços, com foco em pequenas empresas. Entretanto, temos que reconhecer que a grande base de usuários nos obriga a, no mínimo, conhecer a evolução do seu produto.

A estratégia é ter uma grande integração com o Visual Studio 2008, além de criar uma comunidade on-line (portal) com soluções pré-prontas para os usuários do middleware. Se você planeja ou já é usuário de BizTalk, veja este link (em inglês).

RFID

A Microsoft lançou um standard pack para RFID e RFID Mobile (smartphones que utilizam Windows-CE).

Um trecho do anúncio:

BizTalk Server 2009 supports the latest versions of Microsoft’s .NET platform, notably the Windows Communications Foundation component of .NET Framework 3.5 Service Pack 1 (SP1). With that comes support for Visual Studio 2008 SP1 and the latest releases of SQL Server and Windows Server. It also will support native Hyper-V, improved clustering, improved failover clustering and added adaptors and host integration interfaces. It has a new registry based on the UDDI 3.0 specifications.

Category: Microsoft, middleware

Open Source: Microsoft Contrata Diretor de Estratégia

É isto mesmo, o título do post não está errado. Veja este anúncio na rede LinkedIN. O anúncio foi postado nesta Quinta (05/Fev/2009). Leia um trecho:

“The Windows Competitive Strategy team is looking for a strong team
member to lead Microsoft’s global desktop competitive strategy as it
relates to open source competitors. Our team mission is to gather
intelligence, create business strategies, and drive action in the
marketplace for the Windows Client business. In this job, you will be
asked to think strategically, put yourself in the mindset of our
competitors, influence multi-million dollar marketing campaigns, and
drive high-level executive thinking around business strategy
…”

Alguém se candidata ao cargo?

Category: Microsoft, open-source

Microsoft BizTalk Server integrado com JMS?

A empresa JNBridge, de acordo com este anúncio no Java-Sys.com, informa a disponibilidade da nova versão do seu JMS adapter para o servidor Microsoft BizTak.

Veja resumo do anúncio

JNBridge has announced a new version of its JNBridge JMS Adapter for BizTalk Server.  The JNBridge JMS Adapter for BizTalk Server enables enterprises to integrate BizTalk Servers into any existing JMS (Java Messaging Service) infrastructure, allowing messages to be passed between systems in a heterogeneous environment. The latest version of the adapter adds support for transactions and 64-bit platforms.

C# e WebServices

Esta é para a turma do .NET. O título original do artigo é “SOA using C# and WCF“. Quem tiver a curiosidade de ler o mesmo, verá que não está relacionado com SOA e sim com Web Services.

De qualquer forma estes how-to-do são importantes para fixar alguns conceitos básicos. Não se engane e não se deixe enganar: SOA “não é” Web Services e se você tem algum Web Services não significa que você “tem” SOA.

Category: Microsoft, web-service