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Um Framework para Cloud Computing

No post anterior citei alguns números recentes da economia que é gerada através da adoção da Cloud Computing. Os dados foram apresentados pela Amazon.com nesta semana em um evento de Cloud Computing nos EUA.

Um Framework para Cloud Computing

O National Institute of Standards and Technology (NIST) é uma agência do departamento de comércio dos EUA. O seu papel no contexto de Cloud Computing é promover o uso efetivo e de forma segura desta tecnologia, tanto no governo como na indústria, ao promover e divulgar padrões e guias técnico sobre a Computação nas Nuvens.

(clique na imagem para visualizar no tamanho mais fácil para leitura)

Afinal, quais as Características de uma plataforma de Cloud Computing?

Podemos enumerar várias. Este artigo mostra 5 características-chave:

  1. On demand self-service: você pode fazer  o setup, a configuração do seu ambiente sem a ajuda de ninguém
  2. Ubiquitous network access: disponível através de qualquer dispositivo com acesso a Internet
  3. Location independent resource pooling: a demanda por processamento e armazenamento são distribuídas através de uma infra-estrutura comum, em que nenhum recurso em particular é designado para um usuário específico
  4. Rapid elasticity: usuários que contrataram a “nuvem” podem incrementar ou decrementar a capacidade de acordo com suas necessidades, sem prévio aviso e sem intervenção do provedor dos recursos
  5. Pay per use: o contratante é cobrado de acordo com a quantidade e volume de recursos que utiliza: poder de processamento, banda de Internet, armazenamento etc

Seu fornecedor de Cloud Computing oferece uma “Nuvem” com algumas destas características básicas?

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Economia em Cloud Computing:servidores representam 54% do custo

Quem fez esta conta foi a Amazon.com, certamente uma das empresas com mais “tempo de estrada” na Computação nas Nuvens (Cloud Computing).

Os gastos com servidores, de acordo com esta apresentação do chefe de tecnologia da Amazon.com, Dr. Werner Vogels (Ph.D em sistemas distribuídos), representam 54% do custo total para manter servidores em data-centers. Este número não inclui gastos com energia.

De acordo com a Amazon, a economia final, para a maior parte do seus clientes, chega a 90% (mínimo de 70%), quando comparada com os custos de manter esta infra-estrutura internamente.

Abaixo o resumo dos gastos mensais para manter os sistemas rodando em data-center próprio (slide extraído da apresentação do Dr. Vogels em 19/07/2010):

Se este argumento não for suficiente, veja abaixo, da mesma apresentação, o quanto utilizamos efetivamente de um servidor: 10 a 20% de utilização, em média.

Uma experiência pessoal

Cloud Computing não é a “salvação da lavoura”. Como tudo na vida, a utilização precisa ser feita de forma criteriosa. O processo passa pela rigorosa seleção de fornecedores.

Em Fevereiro/2010 eu estava à frente de um projeto de software em que toda infra-estrutura deveria ficar hospedada em data-centers de provedores. Uma das primeiras opção que nos ocorreu foi, claro, Cloud Computing. Seria a solução ideal pois não tínhamos idéia de quantos usuários iriam utilizar a solução Web-based, o volume de dados armazenados poderia crescer de forma não planejada, a banda de rede idem etc.

Procuramos um dos maiores provedores nacionais em São Paulo, onde fica a sede da empresa em que trabalhava na época, e fechamos um projeto de Cloud para hospedar o ambiente de produção.

O resumo da ópera foi o seguinte: o fornecedor “empacotou” uma série de servidores, todos com capacidade e poder de processamento limitadíssimos, e nos vendeu como se fosse uma “Nuvem”. Precisava expandir? Sem problema, bastava você pedir e mais um servidor seria adicionado… …claro que desistimos assim que recebemos os detalhes de operacionalização desta suposta “Cloud Computing” que, de “Nuvem”, não tinha nada.

(nesta Quarta, 21/07/2010, estará disponível um post com o resumo de um Framework de Cloud Computing)

atualizado em 21/07/2010 para incluir link para o novo post

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Google App agora com backup nas “nuvens”

Empresas como Motorola (unidade de celulares), Capgemini, SalesForce, já estão utilizando a suite de  aplicativos Google App.

Quais as reais motivações que levaram cada uma destas grandes empresas a confiar suas mensagens, documentos, planilhas, apresentações, milhares e milhares de informações confidenciais… …à “nuvem” do Google?

Tudo bem que US$ 50/ano/funcionário é um grande motivador, e todos sabemos qual foi o voto do VP de finanças quando perguntado se ele concorda com a adoção do Google App. Ter também 25 GB de espaço de e-mail de cada funcionário, com backup incluido neste preço, é um “luxo” que poucas empresas podem oferecer hoje em dia (a US$ 50/ano/funcionário?).

Imagine um custo de uma unidade mundial da Motorola com dezenas, talvez centenas de servidores Microsoft Exchange, técnicos e analistas de suporte 24×7, espaço e energia em data-centers, unidades de backup, atualização de softwares, licenças anuais etc etc. Não é preciso fazer nenhuma conta para ter certeza que US$ 50/ano/funcionário é uma fração do que eles gastavam, apenas para manter esta infra-estrutura gigantesca e garantir a entrega de e-mails.

Disaster Recovery in the Cloud, by Google

Em um anúncio (04/Março/2010), o Google informa como funciona a “replicação síncrona” em caso de qualquer desastre. O “restore” seria não apenas dos e-mails, mas também das informações no Google Calendar, Google Docs, e Google Sites.

E aqui uma informação sobre como mensurar se  a solução de disaster recovery é adequada? De acordo com Rajen Sheth, Senior Product Manager do Google Apps, existem 2 (dois) indicadores básicos:

RPO indica quanto de informação você está disposto a perder quando uma catástrofe ocorre (e convenhamos nestes últimos meses, desastres estão cada vez mais frequentes).

RTO é quanto tempo você está disposto a esperar até que o processo de restore finalize e os funcionários possam voltar a seus postos.

Com uma solução destas nas “nuvens” uma das vantagens é que o RPO=zero.

Existem muitas outras variáveis que você deve avaliar antes de disponibilizar e confiar todas as informações de sua empresa nas nuvens mas, certamente, um cenário de disaster recovery como este descrito acima, deve pesar na decisão pró “nuvem”.

Documentos do Microsoft Office na nuvem do Google: Aquisição da DocVerse

Em 2007 dois ex-engenheiros da Microsoft fundaram uma start up para desenvolver um plug-in que seria adicionado ao Office da toda-poderosa de Redmond. O objetivo do plug-in é permitir um processo de colaboração na “nuvem”.

O que o Google fez na Sexta, 05/Mar? Assinou um cheque de US$ 25 milhões e adquiriu a DocVerse. Isto é alinhamento estratégico. Veja porque: MS Office tem, aproximadamente, 600 milhões de usuários no mundo; como facilitar ao máximo migração de parte destes usuários para a suite do Google? Disponibilizando um plug-in para sincronizar todos os documentos do Office para sua “nuvem”. Entenderam?

(nota: ainda não está claro se o plug-in da DocVerse será distribuido gratuitamente; minha aposta é que sim!).

Um dia antes, Steve Balmmer, CEO da arqui-rival conseguiu a proeza de não apresentar nenhuma novidade no assunto “Cloud Computing” em um evento na universidade de Washington (confira os detalhes neste post de uma das analistas mais atualizada em assuntos da Microsoft, Mary-Jo Foley/ZDNet.com).

Nas palavras do CEO e fundador da  DocVerse, Shan Sinha, a Microsoft não está mesmo se movimentando rápido em direção à computação nas nuvens:

“We recognized this trend was happening, It’s one of the reasons we left Microsoft to start DocVerse. Getting to the cloud means there’s going to be a large number of people who are starting from software that’s 20 years old. [Our concern] was how best do we bring people into the cloud? When we think about Google, what see see is the company that’s really starting to define, and has defined, how cloud-based applications should work.”

Veja que a opinião é de um ex-funcionário da Microsoft.

Sincronização com o Outlook

Para quem ainda não conhecia, segue o anúncio da funcionalidade de sincronismo do MS Outlook com o Google App (Junho/2009):

(atualizada às 19:52 para inclusão de informações)

Cloud Computing: Open-source Cloud e a Ajuda da Microsoft

Este post traz duas boas notícias para o mundo da “Cloud Computing”. A primeira é o anúncio da empresa de soluções SOA open-source, WSo2, já citada várias vezes neste blog, e a outra vem da Microsoft e de sua plataforma de Cloud, Azure.
wso2cloud

WSo2 Lança sua Plataforma de “Cloud Computing”

Para quem não conhece, a WSo2 é uma companhia que desenvolve soluções para a arquitetura orientada a serviços (SOA) no modelo open-source. Tem escritório no longíquo Sri Lanka (terra natal do seu fundador) e nos EUA e Europa.

A plataforma de “Cloud Computing” que eles lançaram permite que as empresas criem sua própria “nuvem”, as chamadas “Private Clouds“, com um custo (direto) de software bastante reduzido.

A solução de Governance as a Service é um dos serviços já disponíveis para serem utilizados (veja restrições abaixo).

wso2gaas A idéia é que sua empresa possa fazer o setup de uma solução de Governança para o ambiente SOA (SOA Governance Registry) diretamente na “nuvem” da WSo2.

Veja o que é possível implementar:

- Armazenar services, WSDLs, Schemas e policies, facilitando a descoberta (discovery) dos serviços e suas restrições

- Gerenciar o ciclo de vida dos serviços
- Manter múltiplas versões dos serviços

- Acompanhar as dependências e associações entre os WSDLs e os Schemas

- Dar permissões apropriada para os usuários

As restrições para utilização são:

  • até 5 usuários
  • não mais do que 100 recursos armazenados
  • não mais do que 100 recursos acessados / dia
  • cada recurso pode ter, no máximo, 1 MB

E estão preparando o lançamento do 2o. produto: “Indentity as a Service”!

Importante: como informou esta notícia da InformationWeek USA, o WSO2 suporta o uso de seu produto como uma “Amazon Machine Image“, o formato de máquina virtual do EC2/Amazon Cloud. É compatível também com “VMware ESX Server virtual machine” e, claro, no open source Linux KVM virtual machine.

A Cloud da Microsoft, Azure, agora pode rodar “Ruby on Rails”

azureinterop

A notícia vem do blog da Mary-Jo Foley. No final de Novembro (25/11/2009) o arquiteto da Microsoft, Simon Davies, anunciou que já tinha um exemplo do “Ruby on Rails” rodando em uma “nuvem” do Microsoft Azure (veja aqui “ao vivo”).

Em um movimento acertado, a Microsoft tem feito um esforço para que sua “nuvem” tenha compatibilidade com vários produtos e soluções open-source. Alguns exemplos de “Azure compatible” são:

  • Ruby
  • PHP e ferramentas baseada no Eclipse
  • MySQL
  • MediaWiki
  • MemCached
  • Tomcat
  • SugarCRM tem sua versão para o Azure (!)

e claro, o seu “Service Bus and Access Control services”, antes conhecido como “.NET Services”, agora roda diretamente no Windows Azure e é chamado agora de “Windows Azure platform AppFabric Service” (nome nada fácil…). Mais detalhes aqui e aqui.

Como na discussão levantada no post da Mary-Jo, não imagino que exista motiva de desconfiança por trás desta iniciativa da Microsoft em suportar soluções open-source em sua “nuvem”.

No meu ponto de vista, não importa para o usuário, e até mesmo para o desenvolvedor, em que “nuvem” sua sua aplicação baseada no “Ruby on Rails” ou seu open-source SugarCRM, está sendo executado.

O que você acha?

O que é Google realmente quer com o seu Chrome OS?

O Google quer ou não quer dominar o mercado de sistemas operacionais?.

Um argumento contra é que se ele desejasse mesmo dominar este mercado, por exemplo, os engenheiros do Chrome OS teriam se preocupado com o mundo corporativo, que representa uma enorme parcela de usuários dos desktops/notebooks. Não tire suas conclusões agora. Veja o restante do texto.

O Chrome OS deverá ser lançado no segundo semestre de 2010, mas a agitação já começou desde o anúncio no meio deste ano de 2009. O equipamentos-alvo são os, cada vez mais populares, NetBooks, com processadores de baixo consumo de energia.

Tudo foi calculado para que este seja, de fato, o 1o. sistema operacional da era da “Cloud Computing”, em que o browser será o próprio sistema operacional.

A algum tempo já não dependo de muitos softwares presentes no meu iMac. Planilha eletrônica, processador de texto, agenda, calendário e todas as centenas de aplicações que a Web 2.0 trouxe.

Para completar, uma solução em que posso agregar meu documentos, notas, links sobre um determinado assunto: o Google Wave. Simplesmente fantástico. Hoje eu defino os assuntos do meu interesse, agrupo as minhas notas, PDFs, artigos, apresentações, vídeos etc, em “waves” no Google Wave. Desta forma, eu posso dar continuidade nas minhas pesquisas e trabalhos de qualquer lugar onde tenha um acesso a Internet.

Então, qual o propósito do Chrome OS?

Este artigo de Vijay Pandurangan dá uma pista da estratégia por trás do lançamento de um sistema operacional sem custo direto, 100% baseado na Web: a criação de melhores aplicações Web, 100% compatíveis com o HTML-5. Quem afirma isto é um ex-funcionário do Google, que trabalhou lá por 6 anos. Algum crédito ele tem.

A conclusão parece óbvia, de tão simples que é. Mas vamos tentar pensar estrategicamente.

Aqui vão meus R$ 0,10 de contribuição para esta discussão:

- Qual a missão do Google? Já escrevi isto é um post anterior (“SPDY (by Google) é o novo HTTP?“): Organizar toda a informação do mundo.

- A informação não pode estar nos “silos individuais” de informação que são nossos desktops, notebooks, netbooks e até mesmo celulares (lembram da estratégia de “dados nas nuvens” do Motorola Cliq?)

- A informação precisa – e acho que boa parte dela vai – “migrar” para a “nuvem”. As empresas que entenderam isto estão se dando bem (vide “Cloud na Amazon: US$ 220 Milhões/ano“)

- Quer outro exemplo: a Motorola acabou com todas as centenas de servidores Microsoft Exchange que ela utiliza no mundo inteiro. Os empregados chegaram pela manhã e o seu e-mail @motorola tinha sido migrado para o GMail! Veja porque tudo indica que Sanjay Jha vai mesmo revulocionar a Motorola (“A virada da Motorola(?) Qual foi o segredo?“)

- A estratégia do Google pode ter sido então: “vamos criar um ambiente livre, onde a dependência das ‘aplicações desktop’, que exigem um cliente em cada desktop, seja cada vez menor…

- Qual a melhor forma de atingir este objetivo? R- “Que tal um sistema operacional livre, leve, baseado em algo já estável e conhecido – Linux -, que forme uma imensa comunidade de desenvolvedores que irão construir ou migrar aplicações para este sistema operacional?

Isto, meu caro leitor, chama-se “Alinhamento Estratégico“. Leia novamente a missão do Google acima e veja como as ações são coerentes, alinhadas, não apenas esta do Chrome OS, mas de todas as soluções que eles desenvolvem.

E a Microsoft?

A Microsoft certamente vai se movimentar. Apesar de quase sempre chegar com algum atraso e de pouco contribuir com inovações, analistas de mercado já afirmam que o seu “Windows 7″ é o último “big bang” da gigante de Redmond. Espero mesmo que seja, e vejam como eles evoluiram. Diferente do “Windows Vista”, o Windows 7 é muito superior do que seus antecessores.

O ponto é: quando este momento chegar, qual empresa estará mais madura e apta a dominar o mercado de SOs? Vai fazer diferença qual sistema operacional você vai utilizar se grande parte das aplicações que utilizamos no dia-a-dia estarão na Web? Você vai pagar por uma caixinha com um DVD que vai instalar um browser no seu computador pessoal?

Abcs!

Cloud da Amazon: US$ 220 milhões/ano

amzec2.png

Este valor é uma estimativa de quanto o serviço de Cloud Computing da Amazon.com feita por Randy Bias em seu blog Cloud Scaling.

A Amazon é uma empresa que fatura algo em torno de US$ 19.2 bilhões/ano, ou seja, o seu serviço de cloud (EC2, Amazon’s Elastic Compute Cloud) representa 1% do faturamento mas, convenhamos, não é nada desprezível correto?

Qual o tamanho da “nuvem” da Amazon?

Bias cita alguns números sobre a infraestrutura da EC2 da Amazon. Vejamos (atenção são valores e capacidades estimadas, a Amazon, por razões óbvias, não divulga o tamanho da sua infraestrutura):

    1. 40.000 servidores
    2. são dual-core server de 2U com 8 cores, montados em rack. O autor do post acha que são modelos S2108 da fabricante SGi. Cada rack com 16 servidores
    3. Custo estimado de cada servidor: US$ 2 a 2,5 mil
    4. Capacidade de utilização: planejada inicialmente para um máximo de 75%
    5. Discos: tudo indica que são 8 discos SATA de 500 GB por máquina
    6. Cerca de 20% desta capacidade é reservada para as próprias operações da loja Amazon.com
    7. Provavelmente este parque de servidores está distribuído em 6 data centers, com 6,700 servidores/site

Tipos de Servidores e % de Cada Configuração

Continuando sua estimativa, Bias acha que as 5 configurações de servidores virtuais tem o seguinte percentual de utilização:

    1. 21% m1.small: small Instance (Default) 1.7 GB of memory, 1 EC2 Compute Unit (1 virtual core with 1 EC2 Compute Unit), 160 GB of instance storage, 32-bit platform
    2. 35% m1.large: large Instance 7.5 GB of memory, 4 EC2 Compute Units (2 virtual cores with 2 EC2 Compute Units each), 850 GB of instance storage, 64-bit platform
    3. 20% m1.xlarge: extra Large Instance 15 GB of memory, 8 EC2 Compute Units (4 virtual cores with 2 EC2 Compute Units each), 1690 GB of instance storage, 64-bit platform
    4. 13% c1.medium: high-CPU Medium Instance 1.7 GB of memory, 5 EC2 Compute Units (2 virtual cores with 2.5 EC2 Compute Units each), 350 GB of instance storage, 32-bit platform
    5. 11% c1.xlarge: high-CPU Extra Large Instance 7 GB of memory, 20 EC2 Compute Units (8 virtual cores with 2.5 EC2 Compute Units each), 1690 GB of instance storage, 64-bit platform

Receita da “nuvem”: por hora, mês e ano

Com base nestas estimativas e no preço do serviço, o autor chega à seguinte conclusão em relação ao faturamento:

Resumo das instâncias da EC2:

m1.small 34,675
m1.large 28,896
m1.xlarge 8,256
c1.medium 5,366
c1.xlarge 2,270

Faturamento de cada instância:

Hora : US$ 25,264
Mês  : US$ 18,190,195
Ano  : US$ 218,282,342

Nada mau para uma empresa .com que começou vendendo livros!

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Os dados do seu consumo de energia nas “nuvens”

tree.gifMuito tem-se lido e ouvido sobre computação nas “nuvens” ou “cloud computing” porém, fora os “datacenters nas nuvens”, ainda sabemos pouco sobre exemplos reais, soluções práticas que utilizem este paradigma de computação.

Um exemplo é o anti-vírus nas “nuvens”. Veja meu post “Anti-vírus nas nuvens” e um outro exemplo que detalhei em “Energia sob Demanda? Use SOA e BPM”.

Como o nosso consumo de eletricidade foi parar nas “nuvens”

Uma máxima da engenharia de processos afirma que: “Você só controla aquilo que mede”.

Com base nisto, os pesquisadores da IBM, em conjunto com a empresa Consert (de onde vem a imagem utilizada neste post), desenvolveram uma solução para medição e acompanhamento (pela Internet) da energia elétrica de empresas e residências.

O simples ato de acompanhar estes dados já sinaliza, positivamente, mudanças em nosso estilo de vida. Detalhes como desligar equipamentos que ficam eternamente em stand-by, o tempo no chuveiro elétrico, temperatura da geladeira nas madrugadas etc.

A economia esperada é de 40% o que, na minha opinião, é muito. Mas creio ser possível reduzirmos isto e ainda mais (quem não se recorda da época do risco do “apagão”, em que foi necessária uma redução maior do que isto?).

Controlando dispositivos domésticos

De acordo com esta matéria da FastCompany.com, o projeto-piloto iniciou em Julho/2009 no estado da Carolina do Norte. Utiliza uma rede 3G da operadora Verizon para que os medidores inteligentes (“smart meters”) transmitam as informações para um banco de dados na Internet (olha a “nuvem” aí).

Os usuários que fazem parte do projeto podem verificar seu consumo diário na rede, e o sistema projeta o custo final no mês, baseado no perfil de consumo histórico. Adicionalmente, o Consert system pode controlar até 256 dispositivos domésticos, desligando-os quando você está fora de casa. O vídeo abaixo demonstra o objetivo do projeto, do ponto de vista da empresa de energia:

Motorola Cliq e seus dados na “nuvem”

motocliq.jpg

É da Motorola, executa Google Android (sistema operacional para dispositivos móveis), tem foco em redes sociais, teclado deslizante (thanks God!), tela touch-screen de 3.1 polegadas, em um preço estimado em US$ 100 (nos EUA, claro), com vocês, o Motorola Cliq.

A empresa foi buscar um executivo da Qualcomm, Sanjay Jha, para tentar reviver seus dias de glória no mercado de celulares. O Motorola Cliq é a 1a. resposta e, pelo visto, não vai parar por aí.

O Google Android, por ser aberto, foi customizado pela Motorola. Primeiramente para atender ao “padrão” da empresa e segundo para fugir do “padrão” dos outros aparelhos baseados no Android (diferenciação). Viva os sistemas operacionais abertos!

As informações são “empurradas” para o Motorola Cliq

O conceito de “push” (empurrar) que vimos nascer com o Blackberry está presente no Motorola Cliq. Servidores serão espalhados pela rede, irão conectar nas suas várias redes sociais (Twitter, Facebook, MySpace) e trarão para seu celular não apenas as atualizações de posts e status, mas todos os contatos além, é claro, dos e-mails e dos dados da sua agenda. Ou seja, os dados estarão na “nuvem”! Arriscado?

Perder o Telefone não será mais um (grande) problema

motocliq2.png Tudo isto vai ser possível graças ao serviço denominado MOTOBLUR que  vai agregar todas as atualizações e informações das suas contas nas redes sociais e enviar para o seu celular.

Se, por acaso, você perder o seu aparelho, basta fazer a atualização novamente e todos os dados dos seus contatos que estão cadastrados nas suas redes sociais serão armazenados de volta no seu novo celular. Com a sua agenda não será diferente.

Alguns outras funcionalidades e detalhes do aparelho:

  • Sistema Operacional: Android 1.5 Cupcake
  • Serviços do Google (claro): Google Maps com Street View, Google Voice Search, Picasa e GTalk (por enquanto)
  • E-mail clients: Yahoo, Windows Live e outros serviços POP3 e IMAP. Sim, sincroniza com Microsoft Exchange, incluindo calendário
  • Suite de escritório: QuickOffice Suite para visualização de documentos (utilizo no meu Nokia E71 e nunca senti falta do Microsoft Office)
  • Wi-Fi
  • Bluetooth
  • GPS
  • Câmera de 5-megapixel camera com gravação de vídeo
  • Aplicação específica para YouTube
  • etc

O celular foi anunciado hoje e (ainda) não tem previsão para vir para o Brasil. Vamos aguardar.

(mais informações aqui e aqui)

JBoss Libera HornetQ: open-source messaging system

Se você é familiar com os produtos da JBoss/Red Hat, já deve ter ouvido falar do JBoss Messaging (v 1.x). Como o nome diz é um middleware orientado a mensagens (ou MoM – Message-oriented Middleware), que era a solução de mensageria padrão do JBoss Enterprise Application Platform, JBoss SOA Platform e JBoss Application Server version 5.0.

O produto evoluiu e a versão 2.x ficou tão diferente do projeto original que eles decidiram dar um novo  nome para o produto: HornetQ.

Principais características

  • como o projeto original do qual é originado, o HornetQ é open-source (Apache v 2.0 licence)
  • roda em qualquer plataforma Java 5.x ou superior
  • suporta JMS 1.1 API, apesar de ter uma API de mensagens proprietárias (que a JBoss alega que tem uma performance superior)
  • provê sistema de mensagens persistentes com performance de MoM que trabalha com mensagens não persistentes (em memória)
  • pode ser integrado com o JBoss Application Server ou com com outro Java server/container
  • pode ser “empacotado”(embed) em sua própria aplicação (!)
  • opção de alta disponibilidade (server replication e client failover)
  • permite a criação de clusters (load balance, distribuição geográfica dos seus MoMs etc)
  • “core” do produto baseado em Plain Old Java Objects (POJO)
  • etc..

Arquitetura (high-level view)

Documentação

  • Guia rápido (PDF), recomendo!
  • Manual do Usuário (PDF)

MoM – Definição

Por fim, mas não menos importante, vamos a uma definição básica de um Message-oriented middleware (MOM).

Basicamente é uma solução de infraestrutura de software que recebe e envia mensagens. A arquitetura destas soluções tem um grande foco em questões relacionadadas a confiabilidade da entrega/envio das mensagens, interoperabilidade (“conversam” com vários protocolos) e portabilidade (ambientes altamente heterogêneos).

Na minha opinião, do ponto de vista de arquitetura de software, são soluções “elegantes” que reduzem a dependência e a complexidade das suas aplicações e/ou componentes. Como arquiteto(a), por exemplo, você não precisa se preocupar como uma mensagem vai sair do ambiente mainframe, ser persistida, transformada e roteada para, finalmente, ser entregue no formato de um SMS para seu cliente. Isto permite que você mantenha o foco no desenho, na arquitetura da solução, que é o mais importante.

Tudo indica que Mensageria será um dos elementos-chave em Cloud Computing. JBoss sabe disto e lançou o HornetQ com este objetivo ambicioso: ser o provedor de mensagens preferido no ambiente de cloud computing.

Boa sorte!

Mão na massa: Perl e Cloud da Amazon

A IBM está preparando uma série de 5 artigos detalhando o desenvolvimento de um serviço de compartilhamento de fotos utilizando a linguagem Perl. Nada de mais até aí, certo?

O interessante é que, primeiro, todo o código é disponibilizado para download e, segundo, o banco de dados está nas “nuvens”, mais precisamente, no serviço de armazenamento S3 (Amazon Simple Store Service), parte da Amazon Cloud.

Se você se interessa pelo funcionamento deste serviço de armazenamento da “nuvem” da Amazon, a série de artigos fornece material de excelente qualidade para que voce possa colocar as “mãos na massa”. Boa sorte!

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