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Mercado de TI no Brasil cresce acima dos US$ 30,2 bilhões?

Dados sobre tecnologia da informação do mercado brasileiro são tão raros que faço questão de compartilhar aqui qualquer informação a qual eu tenha acesso.

O jornal Brasil Econômico de ontem (11/01/2009) publicou uma série de reportagens muito interessante sobre o mercado de TI em 2009 e as perspectivas de crescimento.

Preparei o gráfico acima com os dados do IDC publicados na reportagem. Vou resumir todos os números abaixo.

Antes, pegue um café e pense…

As empresas que chegam a determinado patamar de utilização de tecnologia não retornam à “era da pedra lascada”. Ou seja, o mundo moderno, as forças de redução de custos e de pessoal e, principalmente, o seu cliente, exigirão sempre mais e mais serviços rápidos, produtos inovadores, sites de fácil utilização, auto-serviço a custo baixo, atendimento 24 hrs… …tudo isto requer uso intensivo de tecnologia. Implantar uma nova tecnologia quase sempre é um caminho sem volta.

A inovação é necessária para a sobrevivência da sua empresa, do seu serviço ou produto. Ou você é um gênio como Steven Jobs (Apple), ou você vai precisar investir em tecnologia e, mais do que nunca, em conhecimento e entendimento do seu mercado.

Esqueça seus concorrentes. Inovações verdadeiras não se copiam. Estratégias conduzidas em todos os níveis da organização não podem ser simplemente “copiadas e coladas” de uma organização para outra.

O valor a ser investido não significa retorno em produtos diferenciados. Por falar em Steve Jobs, veja o que ele comentou sobre investimento em R&D:

Innovation has nothing to do with how many R&D dollars you have. When Apple came up with the Mac, IBM was spending at least 100 times more on R&D. It’s not about money. It’s about the people you have, how you’re led, and how much you get it.

– Steve Jobs, Fortune, Nov. 9, 1998

Viram a palavra mágica? O segredo são as pessoas. Parece óbvio? E é.

Números, números…

Voltando ao mercado nacional de TI…

  • Participação de TI no Produto Interno Bruto (PIB) em 2009: 1,8%
  • Perspectiva de crescimento deste percentual: 3%
  • Investimento em TI de empresas brasileiras: 2,3%
  • Investimento em TI nas empresas dos “países de meia-idade” (Alemanha, França e Bélgica): 2,3%
  • Investimento em TI nas empresas dos “países maduros” (Suiça, Cingapura e Inglaterra): + 3%
  • Empresas que mais investem em TI no Brasil: setor financeiro, seguido pelo de telecomunicações (nestas, o investimento chega a 10% do faturamento)
  • 76% das empresas de pequeno e médio porte do Brasil investem entre 0,5% e 2% do faturamento bruto em TI (vejam o potencial do mercado!)

nota: os dados de percentual de investimento referem-se ao % do faturamento bruto (fonte: IDC)

Qual o tamanho do mercado brasileiro de TI em 2009? US$ 30,2 bilhões

Deste total de US$ 30,2 bilhões, as empresas dividem o “bolo” neste percentual:

  • Hardware: 48%
  • Serviço: 35%
  • Software: 17%

Mesmo com este percentual, o hardware teve uma queda de 10% em 2009.

De uma forma geral, o mercado de TI cresceu 2,1% no último ano graças ao crescimento de mais de 10% em software e dos serviços (que incluem apenas os contratos locais; exportações e terceirização de serviços não fazem parte da conta acima).

Mais alguns números:

  • 2,7 mil é o número estimado de novas empresas de tecnologia até 2013
  • 53% dos empregos serão para a turma do software
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Cloud da Amazon: US$ 220 milhões/ano

amzec2.png

Este valor é uma estimativa de quanto o serviço de Cloud Computing da Amazon.com feita por Randy Bias em seu blog Cloud Scaling.

A Amazon é uma empresa que fatura algo em torno de US$ 19.2 bilhões/ano, ou seja, o seu serviço de cloud (EC2, Amazon’s Elastic Compute Cloud) representa 1% do faturamento mas, convenhamos, não é nada desprezível correto?

Qual o tamanho da “nuvem” da Amazon?

Bias cita alguns números sobre a infraestrutura da EC2 da Amazon. Vejamos (atenção são valores e capacidades estimadas, a Amazon, por razões óbvias, não divulga o tamanho da sua infraestrutura):

    1. 40.000 servidores
    2. são dual-core server de 2U com 8 cores, montados em rack. O autor do post acha que são modelos S2108 da fabricante SGi. Cada rack com 16 servidores
    3. Custo estimado de cada servidor: US$ 2 a 2,5 mil
    4. Capacidade de utilização: planejada inicialmente para um máximo de 75%
    5. Discos: tudo indica que são 8 discos SATA de 500 GB por máquina
    6. Cerca de 20% desta capacidade é reservada para as próprias operações da loja Amazon.com
    7. Provavelmente este parque de servidores está distribuído em 6 data centers, com 6,700 servidores/site

Tipos de Servidores e % de Cada Configuração

Continuando sua estimativa, Bias acha que as 5 configurações de servidores virtuais tem o seguinte percentual de utilização:

    1. 21% m1.small: small Instance (Default) 1.7 GB of memory, 1 EC2 Compute Unit (1 virtual core with 1 EC2 Compute Unit), 160 GB of instance storage, 32-bit platform
    2. 35% m1.large: large Instance 7.5 GB of memory, 4 EC2 Compute Units (2 virtual cores with 2 EC2 Compute Units each), 850 GB of instance storage, 64-bit platform
    3. 20% m1.xlarge: extra Large Instance 15 GB of memory, 8 EC2 Compute Units (4 virtual cores with 2 EC2 Compute Units each), 1690 GB of instance storage, 64-bit platform
    4. 13% c1.medium: high-CPU Medium Instance 1.7 GB of memory, 5 EC2 Compute Units (2 virtual cores with 2.5 EC2 Compute Units each), 350 GB of instance storage, 32-bit platform
    5. 11% c1.xlarge: high-CPU Extra Large Instance 7 GB of memory, 20 EC2 Compute Units (8 virtual cores with 2.5 EC2 Compute Units each), 1690 GB of instance storage, 64-bit platform

Receita da “nuvem”: por hora, mês e ano

Com base nestas estimativas e no preço do serviço, o autor chega à seguinte conclusão em relação ao faturamento:

Resumo das instâncias da EC2:

m1.small 34,675
m1.large 28,896
m1.xlarge 8,256
c1.medium 5,366
c1.xlarge 2,270

Faturamento de cada instância:

Hora : US$ 25,264
Mês  : US$ 18,190,195
Ano  : US$ 218,282,342

Nada mau para uma empresa .com que começou vendendo livros!

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Google no BRIC

googlelogo.jpg

Não existem dúvidas de que o Google é sistema de busca mais utilizado no mundo (honrosas exceções ao Baidu na China e ao Yandex na Rússia).

No restante dos países do BRIC, Brasil e Índia, ele é líder absoluto.

Um estudo divulgado pela empresa ComScore confirma que, pelo menos no Brasil e na Índia o Google é imbatível.

Brasil e Índia

  • Brasil: Google é responsável por 89,5% de todas as pesquisas na Internet
  • Índia: Google é líder com 88,4%

Vejam como o acesso aos serviços do Google estão distribuídos nestes dois países, com base exclusivamente no percentual de utilização e não no tempo dispendido:

googleservices.png

(fonte: ComScore)

Tempo de Utilização

Quando se trata de tempo de utilização dos serviços, Brasil e Índia também lideram os “top ten” dos aplicativos desenvolvidos pela gigante de buscas da Internet.

Enquanto a média mundial fica em torno de 9%, no Brasil e Índia chega a quase 30%. Vejam o resumo abaixo, também disponibilizado no estudo da ComScore:

googleservices2.png

(fonte: ComScore)

Uma das explicações para este comportamento é que a Internet no Brasil e Índia começou a se desenvolver para valer quando o Google despontou no mundo.

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Pesquisa de TI: Mercado Brasileiro

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A Fundação Getúlio Vargas já disponibilizou a 20a. edição da sua “Pesquisa do Uso de TI“, com dados das empresas do Brasil.

A pesquisa consolida muitos dados relevantes de como as corporações, de todos os portes, fazem uso da TI: sistemas operacionais, ERPs, custos anuais, suites de escritório, soluções de e-mail etc.

Recomendo a leitura (é um PDF com 16 páginas em formato de “slides”). Abaixo dois exemplos de gráficos, estraídos da edição 2009 desta pesquisa.

ERP (dados 2008/2009, fonte: http://www.eaesp.fgvsp.br/subportais/interna/relacionad/gvciapesq2009.pdf)

Sistemas Operacionais (dados 2008/2009, fonte: http://www.eaesp.fgvsp.br/subportais/interna/relacionad/gvciapesq2009.pdf)

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Pesquisa Rápida sobre SOA

Pessoal, o Flávio Lages é aluno de mestrado da Escola Brasileira de Administração Pública e de Empresas (EBAPE), da Fundação Getúlio Vargas, no Rio de Janeiro.

Ele está realizando um estudo sobre Flexibilização Organizacional e Arquitetura Orientada a Serviços para a sua dissertação e solicita ajuda no preenchimento do questionário abaixo:

http://www.surveymonkey.com/s.aspx?sm=wKc7Ys_2frf39cs7hJ_2bewPYw_3d_3d

Não é necessário conhecimento técnico sobre arquitetura orientada a serviços. Se você está envolvido ou participou de algum projeto relacionado a esta arquitetura, você pode ajuda-lo preenchendo o questionário acima.

É simples, rápido (não levei mais do que 2 minutos) e não requer cadastro.

Todos os dados estatísticos sobre SOA com os quais me deparo são do mercado americano ou europeu. Temos pouquíssimas informações sobre o mercado brasileiro, daí a importância de sua participação.

Em nome do Flávio agradeço antecipadamente. Grande abraço.

Category: SOA, statistics

Os Supercomputadores do Mundo

O NYTimes.com publicou um mapa interativo de como estão distribuidos os supercomputadores mais rápidos do mundo.

 

Supercomputadores ao redor do mundo (NYTimes.com)

Supercomputadores ao redor do mundo (NYTimes.com)

Não é novidade que a maior concentração está mesmo nos E.U.A. Dos 10 mais rápidos, 9 deles estão na terra do tio Sam. 

A lista inclui também: Japão, França, Canadá, Filândia, Russia, China, Espanha, India, Reino Unido, Itália, Eslovênia, Polônia, Suécia, Holanda, Suiça e Noruega.

As 100 maiores super-máquinas são utilizadas desta forma:

  • 77 para R&D e Universidades
  • 18 na Indústria
  • 3 nos fabricantes (Vendors)
  • 1 para o Governo
  • 1 “classified” (projeto secreto? área 51? pesquisa de E.T.?…) 

Não, o Brasil não está na lista.

Mercado de Middleware: IBM, BEA e Oracle (nesta ordem!)

Alguns números interessantes do mercado mundial de middleware em 2007, revelado por um estudo do Gartner:

  • O Mercado movimentou US$ 14.1 bilhões
  • Em relação à 2006, houve um aumento de 12.9%
  • Para efeito comparativo, o mercado de banco de dados foi de US$ 18.6 bilhões
  • O faturamento do líder (IBM) foi maior do que a soma do faturamento do 2o. (BEA) e do 3o. (Oracle) vendor
  • As vendas da IBM totalizaram US$ 4.1 bilhões, passando a ter 28.9% do market share (ante 28.3% de 2006)
  • As vendas da BEA foram de US$ 1.3 bilhões com 9.3% do market share (era 9.8% em 2006)
  • A Oracle totalizou US$ 1.2 bilhões com 8.5% do mercado (um aumento de 8% em relação a 2006)

O 4o. lugar ficou com a Sterling Commerce (US$ 443 milhões), com uma participação de 3.1% do mercado, e o 5o. lugar foi da Microsoft (US$ 426 milhões), que tem 3% do mercado (era 2.4% em 2006).

Como todo grande mercado, segue uma das regras da economia que afirma que quanto maior o mercado mais concentrado é em relação aos fornecedores. Oracle e BEA juntas venderam apenas 61% do que vendeu a “big blue”, e estas três tem 47% de todo mercado de middleware.

Com a união da Oracle e BEA (operando em conjunto, de fato, apenas desde 01/06/2008) elas estão reposicionando os produtos no mercado. Quais produtos irão ser descontinuados, quais serão aproveitados, como ficam as bases já instaladas etc. Todo este processo deve beneficiar ainda mais a empresa líder neste ano de 2008.

Category: BEA, Ibm, Oracle, statistics, vendors

SOA nas Crises ou Como Vender SOA

Vamos iniciar este post com uma estatística do Forrester Research que trata do aumento da adoção de SOA pelas empresas:

  • Em 2005, o resultado da pesquisa do Forrester indicava que 53% das empresas estavam utilizando ou planejando a utilização da arquitetura orientada a serviços
  • Em 2006 este número havia crescido para 62%
  • Em 2007 já estava em 66%
  • Mais importante: a quantidade de companhias que estavam considerando SOA como uma solução no nível corporativo (e não apenas em projetos específicos ou departamentais), cresceu de 22% em 2005 para 27% em 2007
  • Em contrapartida, confirmando o firme propósito das empresas em adotarem SOA, a pesquisa indicou que em 2005, 47% não consideravam esta nova arquitetura, número que caiu para 33% em 2007

Um dado interessante, nas “entrelinhas” da pesquisa, confirma o fato de que não devemos encarar SOA sob a óptica da tecnologia e sim sob o prisma do negócio. Os analistas concluiram que “quanto mais o pessoal de IT tem a vivência prática na implementação de SOA, mais eles percebem que esta abordagem vai muito além do que o simples reuso e Web Services: é um facilitador dos negócios“.

Discutindo SOA com a Alta Gerência (ou Como Vender SOA para seus Chefes):

Nas primeiras tentativas de “vender” SOA na empresa em que trabalho, eu utilizava um “tecniquês” que mais confundia do que ajudava. Aprendi que devemos nos colocar no papel do executivo, do acionista, e falar a lingua deles. É exatamente o que indica a pesquisa. Algumas dicas:

  • Uma abordagem interessante é: “Este novo estilo de arquitetura permite uma melhor integração dos nossos sistemas, preservando boa parte dos investimentos já realizados, e irá prover uma infra-estrutura que possibilitará a implementação de soluções em um tempo menor, ao permitir uma grande reutilização de partes de sistemas…”
  • “Esta nova forma de construir novos sistemas e integrar os já existentes irá permitir uma maior flexibilidade para as demandas dos nossos negócios…”

Em Tempos de Recessão SOA pode Ajudar (e muito!)

Além das dicas acima é importante enfatizar para seu CFO que:

  • SOA, principalmente quando aliado com os conceitos de virtualização/consolidação traz economiza (energia, espaço, custos de administração etc), evitando duplicação de soluções (os famosos “silos” de informação e sistemas). E isto traz uma racionalização inteligente na utilização dos ativos de IT
  • “Com SOA temos a oportunidade de gastar 1/4 do estimado para reescrever aquela parte do nosso atual sistema (“legado”) ao utilizar esta nova forma de integração para implementar apenas a nova regra do negócio (novo serviço) e integrar à solução atual. E podemos fazer isto de forma mais rápida….”

Boa sorte!

(links úteis: http://blogs.zdnet.com/service-oriented/?p=1080, http://searchsoa.techtarget.com/news/article/0,289142,sid26_gci1306215,00.html, http://blogs.progress.com/soa_infrastructure/2008/03/protecting-soa.html)
Category: Agile, SOA, statistics