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Tech Radar: ERPLY, a sua opção de Software de Ponto de Venda

O Erply é um software de ponto de venda desenvolvido por uma start-up da Estónia, e que foi um dos ganhadores do “2009 SeedCamp“, um dos mais importantes prêmios de inovação em software da Europa.

Por que este software merece tanta atenção? Como o Skype, ele veio da Estónia. Até aí, mera coincidência, ok? Veja porém, o que Saul Klein, ex-VP de Marketing do Skype – antes dele ser vendido por US$ 2.75 bilhões para o e-Bay – e atual sócio da Index Venture, um fundo de investimento que patrocinou o “SeedCamp“, afirmou sobre o Erply:

We think Erply can do for business software what Skype did for telecom

–Saul Klein

A Estratégia

Qual a estratégia do Erply?

  • Primeiro que ele é executado a partir do seu browser
  • Segundo, eles não copiaram as funcionalidades de um software de ponto-de-venda tradicional (POS); eles recriaram o conceito de sistemas de frente de caixa, inventário, emissão de fatura… …a conferir!
  • Tem uma versão de custo “zero” com a qual eles aumentam a base de clientes a taxas de 20% ao mês
  • Já possuem mais 8,000 POS em 2,000 clientes, e a taxa de conversão da versão “free” para as versões pagas é de 25%
  • O investimento das versões pagas varia de  € 10 a € 99, por mês
  • Já estão desenvolvendo uma versão para o iPad

Com tudo isto eles vão brigar pelo mercado de pequeno e médio porte no qual a SAP e ORACLE, por exemplo, tem dificuldade, ou não tem interesse, em atender.

(fonte: Techcrunch)

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Google APP Engine falando Java? ERP/CRM nas Nuvens

Todos sabemos que o Python é uma das linguagens preferidas pela turma do Google. Segundo esta nota de Maureen O’Gara, aparentemente, eles estão utilizando Java 1.6 o que implica, segundo ela, em compatibilidade também com “Ruby on Rails”.

Suporte inicial incluem um Java runtime e integração com uma versão mais amigável do  Google Web Toolkit 1.6, integrado no IDE Eclipse (plug-in).

Uma mudança e tanto (positiva) para os milhares de desenvolvedores que compõem a comunidade Java ao redor do mundo. De acordo com o gigante de busca, desde que o App Engine foi lançado, mais de 150,000 desenvolvedores já implementaram 50,000 aplicações que agora geram mais de 100 milhões de pageviews por dia.

Entenderam porque a Google investe tanto nisto?

App Engine e “The Cloud”

O que isto tem a ver com “cloud computing”? Os softwares corporativos ainda estão confinados nas empresas, “protegidos” pelas políticas de acesso restrito e os “firewalls”. Como expor estas informações para a “nuvem”? Através do App Engine em uma estratégia que eles denominaram de “Secure Data Conector” (SDC).

A Oracle já afirmou que o seu CRM Siebel já suporta o SDC.

Veja o anúncio oficial em um dos blogs do Google.

Google Maps: Adicionando Mapplets no seu Negócio

Que tal adicionar informações do seu negócio ou de seus clientes utilizando o poderoso Google Maps? A estes mapas customizados damos o nome de Mapplets. Na minha opinião esta é uma poderosa ferramenta de marketing, de fácil adaptação e customização para suas necessidades.

Por que criar Mapplets? Da própria página do Google Mapplets temos algumas boas razões:

  • Mapplets expose your brand to millions of Google Maps users while letting you control the content.
  • You can link back to your website and monetize your Mapplet as you see fit.
  • Google provides free hosting, free bandwidth, and an official directory where users from all around the world can find your Mapplet.
  • Mapplets are so easy to write that you can create your first one in just 5 minutes!
  • There’s no special signup and nothing you need to download.

Além da própria página dos Mapplets, o site da DeveloperWorks@IBM traz um excelente tutorial de como customizar uma página de resultados no seu próprio Google Maps utilizando os Mapplets. Recomendo!

obs.:é necessário se cadastrar no site da DeveloperWorks, mas o cadastro é gratuito e vale a pena pela quantidade de informações e tutoriais que você terá à sua disposição

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Google Knol, SaaS e Modelos de Software

Em Julho/08 o Google lançou o Knol, sua versão para construção de uma base de conhecimento coletiva, à la Wikipedia. A proposta do serviço é interessante: experts são convidados a escrever e compartilhar informações (chamadas Knols), que podem ser revisadas e “rankeadas” por outros.

E já localizei um artigo interessante no Knol sobre Software as a Service (SaaS). Na verdade, o autor (Timonthy Chou) dá uma verdadeira aula sobre os modelos utilizados pela industria de software:

  • Modelo 1: Tradicional
  • Modelo 2: Open Source
  • Modleo 3: Outsourcing
  • Modelo 4: Hibrido
  • Modelo 5: Hibrido+
  • Modelo 6: Software as a Service (SaaS)
  • Modelo 7: Internet

Não vou entrar em detalhes pois o artigo detalha cada um dos modelos acima. Ele apresenta também um quadro comparativo muito interessante que detalha o custo de Software, Suporte e Serviço de cada um dos modelos:

Cloud Computing e o Futuro do Data Center Corporativo

Cloud ComputingPor que companhias como Google, Yahoo, Amazon (vide EC2/S3), Microsoft, IBM e tantas outras estão desenvolvendo infraestrutura de Cloud Computing?

Já tratamos deste tema aqui (vide post “O que é Cloud Computing“). Para tentar entender isto, com base neste post de Irving Wladawsky-Berger, vamos voltar 100 anos atrás e entender como se deu a evolução da eletricidade.

Logo após a invenção da eletricidade no final do século 19 as pessoas (e empresas) construiram suas próprias fontes geradoras de energia. Apenas após 30 anos (1910) é que Samuel Insull criou a primeira companhia cujo negócio era gerar energia. As pessoas perceberam que era mais fácil e barato comprar energia do que ter a responsabilidade de manter seus geradores e cuidar de toda infraestrutura necessária para ter uma geração própria de eletricidade.

Talvez esteja chegando o momento de questionarmos até quando vale manter os nossos próprios data centers ( a não ser que este seja o negócio de sua empresa).

Cada empresa com seu data center?

Por que cada empresa ou negócio (independente do tamanho) precisa ter seu próprio parque de servidores para hospedar suas aplicações, seu ERP, seu CRM, seus bancos de dados?

Alguns dos pequenos e médios servidores de nossas empresas são utilizados parcialmente: cerca de 20% apenas, consumindo 100% de energia. Isto é um problema. E a má notícia é: vai piorar. Não vamos ter fontes inesgotáveis de energia que irão permitir um crescimento vertiginoso da quantidade de servidores e PCs no mundo.

Iniciativas do tipo Green IT e outras ajudam, porém o conceito de Cloud Computing, na minha opinião é o que pode, de fato, otimizar a utilização dos recursos de software, infraestrutura e hardware, de forma mais eficaz. Cada empresa ou indivíduo fará uso apenas dos recursos em que necessita, no tempo em que for necessário.

Tenho um amigo que tem em sua casa (ele, esposa e filha de 12 anos): 03 notebooks, 02 PCs robustos que trabalham como servidor caseiro, outros tantos monitores, HD externo, 02 conexões de banda larga para atender a demanda de seus trabalhos… …e já pensou, com toda razão, em consolidar parte das máquinas em um servidor. Se esta é uma realidade em muitas casas de classe média e alta, imagine o quanto a base de hardware está aumentando nas empresas.

Cloud Computing está pronta para ser utilizada nas empresas?

Vejamos o que afirma este estudo do Forrester Research.

Cloud computing is a new IT outsourcing model that doesn’t yet meet the criteria of enterprise IT and isn’t supported by most of the key corporate vendors. It’s wildly popular with startups, exactly fits the way small businesses like to buy things, and has the potential to completely upend IT as we know it. And there’s a high likelihood developers inside your company are experimenting with it right now. Forrester spoke with more than 30 companies in this market to determine its worthiness for enterprise consideration and found that it provides a very low-cost, no-commitment way for enterprises to quickly get new services and capabilities to market that entirely circumvents the IT department. Infrastructure and operations professionals can try to ignore it as it is just in its infancy, but doing so may be a mistake as cloud computing is looking like a classic disruptive technology.

Aplicações que podem se beneficiar da Cloud Computing

  • Aquelas que precisam acessar informações em tempo real (real-time information acess) tais como: RFID, sistemas de segurança e de transporte
  • Sistemas de pagamento e financial services
  • Mundos virtuais (à la Second Life) e as redes sociais
  • Todas as aplicações cujos bilhões de dispositivos móveis farão (estã fazendo) uso

Nem tudo são flores

A infraestrutura precisa melhorar (e muito!), principalmente aqui no Brasil. Como as empresas poderão garantir a disponibilidade dos serviços?

Veja o que aconteceu com um dos serviços mais famosos e um dos melhores exemplos de Cloud Computing (Amazon):

Amazon EC2/S3 Outage

E se o seu negócio dependesse apenas deste serviço?

Apesar destes “senões”, o futuro do processamento corporativo parece ser mesmo a Cloud Computing.

Aguarde outros posts sobre este assunto.

Outros artigos interessantes:
- Entrevista do CEO da Amazon.com (Jeff Bezos) para a WIRED Magazine em Mar, 2008: “Cloud Computing. Available at Amazon.com Today

- Post do Joe McKendrick em Abr, 2008: “Is Cloud computing too good to be true for enterprises?

O que é Cloud Computing?

Mais um termo relativamente novo. Cloud Computing está relacionado com:

Vamos simplificar! Este artigo da InfoWord/IDG , publicado pelo NYTimes.com responde a algumas questões sobre o que exatamente é Cloud Computing.

1. Antes de mais nada a idéia é utilizar a metáfora utilizada para representar a Internet (uma grande nuvem blá, blá blá…) com o termo “computing”.

2. Bingo! Fez-se a luz! Cloud + Computing = servidores virtuais disponíveis na Internet! Alguns analistas definem o termo como uma versão simplificada de Utility Computing, com servidores na “grande rede”. Veja a arquitetura de Cloud Computing utilizada na definição da Wikipedia:

Cloud Computing from Wikipedia.org

Qual o objetivo afinal?

Responder uma das demandas e (um dos) sonhos de todo CIO: aumentar a capacidade de processamento “on the fly” sem a necessidade de novos investimentos em infraestrutura, treinamento de pessoal, aquisição de licenças adicionais de software (melhor parte) etc. Está relacionada com serviços em que você paga pelo que você usa, em tempo real, extendendo a capacidade de processamento do seu (sempre limitado) data center. Lembra que Cloud Computing tem a ver com SaaS?

Você pode relacionar Cloud Computing com:

  1. SaaS: tipo de cloud computing em que um sistema/solução é disponibilizada via um browser para milhares de clientes através de uma arquitetura multitenant (uma mesma instância de um software “servindo” para múltiplos organizações clientes).
  2. Utility Computing: é o que organizações como Amazon.com, SUN e IBM estão fornecendo – servidores e storages virtuais que as empresas podem utilizar sobre demanda
  3. Web services in the cloud: conceito muito próximo de SaaS: Web Services providers disponibilizam APIs para os desenvolvedores explorarem as funcionalidades dos sistemas e bancos de informações. Alguns exemplos são: Amazon, Google, U.S. Postal Service, Correios aqui no Brasil etc.
  4. Plataform as a service: outra variação do  SaaS: este tipo de Cloud Computing disponibiliza todo um ambiente de desenvolvimento. A partir deste ambiente você customiza suas aplicações (e.g. ERP). Um bom exemplo é a plataforma Force.com, da Salesforce.com.
  5. MSP: Managed service providers
  6. Service Commerce Platforms
  7. Internet Integration

Com toda esta oferta de “Cloud Computing”, o autor do artigo sugere até mesmo um novo termo (que faz todo sentido), “Sky Computing“: várias “clouds of services” onde os usuários poderão plugar e invocar serviços de forma isolada.

Category: SaaS, Trends