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Mule ESB conversando com SAP ERP 6.0

Jackie Wheeler é a responsável pela publicações técnicas da MuleSource.org. Em um anúncio nesta Segunda, 10 de Junho, 2009, ela informa da disponibilidade do SAP Transport for Mule 2.

Segundo a documentação disponível, agora é possível enviar para o SAP uma mensagem XML (que é equivalente a um request de uma função BAPI) e receber uma resposta no mesmo formato.

O SAP Transport for Mule 2 possibilita conectividade com SAP ERP 6.0. A solução foi desenvolvida pela Osaka Gas Information System Research Institute Co., Ltd (OGIS), um parceiro da MuleSource do Japão.

Para quem ainda não conhece o Mule, recomendo uma leitura no meu post “Mule continua liderando no Open-Source ESB“.

Abaixo um resumo de como funciona o SAP Transport for Mule 2:

Você vai precisar instalar a partir dos códigos-fontes, uma vez que ainda não existe um binário disponível para download. Veja os pré-requisitos abaixo e mão na massa! Boa sorte.

Eclipse ESB SwordFish 0.8 Liberado

Para quem acompanha o desenvolvimento do ESB open-source Eclipse Swordfish, a Eclipse Foundation anunciou no último dia 23/Março/2009 a liberação do primeiro release do framework (v 0.8).

A proposta, já anunciada aqui em Jan/2008, é disponibilizar um framework para que sua empresa possa construir seu ESB, adicionando componentes como service registry, um sistema de messaging etc, construindo um “ambiente SOA” a partir de padrões abertos e open-source.

Em resumo, Swordfish é um framework baseado no Apache ServiceMix e Apache CXF, que extende as funcionalidades deste para contrução de um ESB corporativo.

Abaixo veja onde o “papel” do Swordfish em um pattern de “ESB Distribuído” (Federated ESB):

Mais detalhes? Recomendo a leitura deste whitepaper (PDF, 3 páginas).

Open-source SOA nas Empresas (by FUSE/Progress)

IONA é subsidiária da Progress Software que “empacota” os produtos da Apache e disponibiliza um conjunto de soluções open-source para arquitetura orientada a serviços (SOA).

Algumas semanas atrás (Outubro/2008) eles disponibilizaram um PDF com o título “Como Utilizar Open Source SOA de forma Segura nas Empresas” (10 pags). É necessário registro (gratuito) no site da InfoQ.com (o que eu recomendo fortemente devido à qualidade dos artigos do tipo “de desenvolvedor para desenvolvedor”).

Bom, vencida a via crucis do registro você pode baixar o documento da IONA e ter maiores detalhes do conjunto de soluções “empacotadas” com a marca “FUSE”:

  • FUSE ESB – baseado no Apache ServiceMix. Suporta a especificação JBI (JSR 208)
  • FUSE Message Broker – baseado no Apache ActiveMQ
  • FUSE Services Framework – baseado no Apache CXF. Desenvolvedores Java podem utilizar JAX-WS, JavaScript, REST ou POJOs para criar web services
  • FUSE Mediation Router – baseda no Apache Camel
  • FUSE Integration Designer – ferramenta de desenvolvimento baseada no Eclipse com algumas funcionalidades adicionais para a suite SOA da IONA

Em http://fusesource.com/ você pode fazer o download, testar, ler a documentação, ter acesso ao Wiki, F.A.Q, whitepapers, vídeos com passo-a-passo de implementações etc.

Clique na imagem abaixo e veja um destes vídeos que mostra como uma EIP (Enterprise Integration Pattern) é criado.

EIP at Eclipse

EIP at Eclipse

Open-Source SOA: JBoss vai liberar versão 4.3 da sua SOA Suite

Quase 10 meses depois de lançar a versão 4.2 de seu “JBoss Enterprise SOA Plataform” (Fev, 2008), a RedHat/JBoss libera a versão 4.3 da sua SOA suite.

(clique aqui para ver o PDF com as principais funcionalidades)

O que temos de novo nesta versão (de acordo com documentos de liberação):

Protocolos de Transporte

Além dos já existentes JMS, eMail, FTP, foram incluidos:

  • InVM: protocolo local utilizado dentro da mesma virtual machine
  • Secure FTP
  • Secure HTTP
  • Transactional: garante as transações atômicas (ACID transactions)

Segurança e Autenticação

Adição do OpenSSO para autenticação. Veja figura abaixo (provided by RedHat):

 
Governança

Nesta versão 4.3 eles trabalhartam na integração da “JBoss Operations Network (JON)” como solução de Governança em tempo real. Veja figura abaixo (provided by RedHat):

Além de outras melhorias para quem utiliza Web Services e registry (com UDDI). O PDF tem apenas 04 páginas e se você se interessa por soluções open-source de SOA, a leitura vale a pena.

Sem Orçamento para SOA?

Orçamento limitado para investir em SOA? Welcome aboard! Junte-se a nós que “suamos a camisa” para demonstrar todos os benefício desta nova arquitetura.

Nas paletras e conversas sobe SOA sempre enfatizo algumas vantagens do open-source quando você precisa validar e até mesmo, dependendo do volume e do risco, utilizar as opções de software livre, em um ambiente de produção.

Existem excelentes opções de soluções que você pode testar e utilizar. Alguns softwares dos grandes fornecedores são baseados nestas soluções. Claro, o processo de configuração é, por vezes, um pouco mais difícil mas, acreditem, todo o esforço compensa.

É importante ter um plano, planejamento de como será a implementação de sua arquitetura:

  • Iniciar expondo alguns serviços do meu legado?
  • Implementar alguns web Services primeiramente e utilizar o ESB para integração gradual?
  • Implantar um Portal Corporativo como “agregador” das informações de todos os meus sistemas?
  • “Descontruir” os “silos” aos poucos e utilizar uma ferramenta de Integração (ESB)?

São várias alternativas, porém é importante que você e não o fornecedor dite as regras! A arquitetura é você quem define! Se ainda não tem idéia, pare, pense em como estão seus sistemas atuais e como você imagina que eles irão evoluir em direção à arquitetura orientada e serviços. Só depois chame seus parceiros (também conhecidos como vendedores).

Engraçado como todos eles tem uma “solução” para SOA! Incrível não? Por que será? Será que porque discutir arquitetura é mais difícil, mais “chato”, mais complicado… …e mostrar apresentações e catálogos de produtos que se integram com tudo que você conhece e não conhece é muito mais legal! Pense nisto.

Existem Alternativas? Por que SOA open source?

Sim. Um artigo da CIO da semana passada resume o que venho escrevendo neste blog a vários anos. Algumas vantagens:

1. Tente Antes de Utilizar: como falar para o seu chefe que aquele middleware de alguns milhares de R$ não funcionou de acordo com o planejado? Mesmo que você planeje comprar o software (e acho que você deve), por que não validar e amadurecer sua arquitetura utilizando uma opção open source? Se você tiver a sorte de receber o software sem custo para testar em seu ambiente, ótimo, não perca a rara oportunidade.

2. Baixo “custo de entrada”: sem custo direto de aquisição e de manutenção (não esqueça dos 20% de manutenção que você precisa pagar todo ano!). Novamente, tente uma solução com menor custo, valide e decida (ou não) a compra.

3. Baixo custo de suporte: um projeto deste porte é composto de hardware+software+serviços. E serviço é caro. Se você tem um pessoal com conhecimento suficiente para testar soluções open source, você vai eliminar o custo inicial de serviço.

4. Criação de Competência: lembra-se de quando citei o fato de você não se tornar dependente do seu vendedor, digo, fornecedor? Quando seu time tem acesso a soluções que estão “fora da caixa” eles poderão entender melhor o que está, de fato, por trás da arquitetura, porque na fase inicial um componente da arquitetura é mais importante que outro.

5. Produtos específicos: as soluções open-source são, via de regra, implementadas para resolver uma demanda específica da stack SOA. Seja ESB, seja monitoramento de processos de negócio, seja governança etc. Alguns fornecedores “reempacotam” antigas soluções de software que fazem tudo e mais um pouco e irão tentar te vender como “a solução mais completa do mercado para SOA”. Be careful!

Quais as opções?

Temos três empresas (citadas várias vezes aqui) que tem propostas interessantes: Mule, WSO2 e JBOSS (Red Hat). Especificamente, veja as opções:

  • Portals: Liferay Portal, Apache Jetspeed
  • BPM: Intalio, jBPM
  • Business rules: jBoss Rules
  • SOA governance: Centrasite, freebXML
  • Testing tools: SoapUI, PushToTest
  • Integration: Snaplogic

IONA: MULE não é um ESB!

Larry Alston é o VP de open source da Iona (soluções de Middleware “fechadas” e open source). Neste post do blog “Linux and Open Source” (ZDNet.com) ele “alfineta” o rival Mule, afirmando que não o consideram nem mesmo como um ESB.

Bastante controverso. Se ele queria gerar polêmica, conseguiu.

Vejamos a opinião do Mr. Alston sobre o Mule:

  • Roteador inteligence e engine de mediação, nos moldes do projeto Apache Camel
  • Na sua fundação, Mule não possui seu próprio container; ele é baseado no Spring
  • Não provê serviço de mensageria; muitos usuário utilizam o Fuse (Iona) como message broke
  • Mule não possui um barramento de mensageria confiável
  • Apache Camel tomará o lugar do Mule em breve

Citando textualmente:

He said the MuleForce engine is nice but ´it is a little piece of the whole puzzle. It is positioned as ESB but technically it is not because it doesn’t have its own container and most versions of the connectors are done by third party vendors. Camel will overtake Mule in the next couple of years, easily.

Quando a Iona adquiriu a LogicBlaze eles tinham o mesmo tamanho do time da MuleSource hoje: cerca de 30 pessoas.

Como se a Iona já não tivesse problemas suficientes: o que eles irão fazer, por exemplo, com os dois ESB que eles oferecem? Quem sobreviverá? “Ardix ESB” ou “Fuse ESB”?

Neste contexto, ela afirma que os verdadeiros competidores neste nincho são o open source ESB da Sun e o Sonic ESB, da Progress Software.

Mule continua liderando no Open-Source ESB


Pouco antes do 2o. evento anual da comunidade Mule, MuleCon 2008, que acontenceu em San Francisco nos dias 1 e 2 de Abril, Ross Mason, CTO (Chief Technology Officer), concedeu esta entrevista ao site eWeek.com.

Vamos resumir os principais pontos:

1. Ele confirmou que o MuleSource irá lançar uma nova versão do seu ESB, sem precisar uma data (na verdade, veja sobre o lançamento do Mule 2.0, cujo GA [General Availability] ocorreu em 31-Mar-2008).

2. Quando comparado com outros produtos “fechados” tais como Iona e Sonic Software:

they have a lot more tools and all that proprietary IP. But the reason people like to use Mule is its simplicity. And they can build best-of-breed ESB and SOA solutions with Mule because we offer a lot of flexibility

3. Alguns outros detalhes do Mule Project:

  • Fundado em 2003 por R.Mason
  • Mais de 2,000 pessoas usuárias de sistemas em produção
  • Como surgiu a idéia?: quando trabalhava em um projetos de integração do back-end de 7 sistemas sistemas, ele descobriu que mais de 90% do código utilizado em uma integração poderia ser utilizado na integração seguinte.
  • Java ou Web-service?: inicialmente o produto foi desenvolvido com base em Web-services porém, por questões de performance, ele optou pela linguagem Java.

4. Alguns outros projetos importantes que o pessoal da MuleSource está trabalhando:

  • Desenvolvimento de um DSL [

5. Palavras do Analistas sobre o Mule:

  • Chris Haddad, um analista do Burton Group:

    If you want a lightweight, integration-centric ESB, you appreciate open source, and you have reasonably sophisticated developers, you’ll probably like Mule.

  • Jason Bloomberg, um dos analistas da ZapThink (sempre citado neste blog), afirma que de fato o Mule já é um dos mais populares ESB open-source porém, existem 2 (dois) grandes desafios que o “mercado de ESBs” precisa enfentar (concordo com ambas):
    • Too many organizations wrongly believe that buying an ESB can give them SOA

    • There’s no single definition of ESB in the marketplace

Mais sobre Mule veja estes posts deste blog: “Mule ESB: A Case Study“, “Mule ESB(II): 500,000 Downloads and couting…“, “Open-source ESB: O que falta no Mule?“.

Open-source ESB: O que falta no Mule?

Mule ESB LogoO Mule é um dos mais conhecidos ESB open-source. Famoso também por exigir configurações “no bit&byte”. O time de arquitetura da empresa onde trabalho já realizou testes com este ESB.Pois bem, de acordo com este artigo da SearchSOA.com, o instituto de pesquisas Burton Group elaborou um documento em que a falta de integração do Mule ESB é duramente criticada.Não li o documento (é necessário ser cliente da Burton Group), porém o autor do estudo informou que

…Produtos de outros vendors não se integram diretamente com o Mule ESB. Por exemplo, Web service management, XML gateway e soluções de registry não se integram diretamente com Mule. Sua empresa deverá utilizar soluções complementares ou realizar uma integração customizada.   

Ainda de acordo com o artigo, outra desvantagem do Mule é a complexidade para implementat “serviços complementares” necessários para administrar um ESB, tais como:

  • service monitoring
  • administration
  • contract management
  • security policies

E existem vantagens?Sim. Uma das vantagens, que eu sempre enfatizo quando se utiliza uma solução open-source, é a possibilidade de validar a sua arquitetura antes de partir para um investimento em uma solução comercial (se for o caso).E o estudo conclui que, se sua organização está procurando por um ESB “básico”, e não existe a necessidade de integração com outros produtos de uma infraestrutura SOA e outras soluções de outros vendors, então o Mule é uma boa opção.

WS02 e Soluções para Open-Source SOA

WSO2 é um companhia baseada no Sri Lanka que desenvolve middleware open-source. Foi fundada a pouco mais de 2 anos atrás por Sanjiva Weerawarana, um ex-IBM que trabalhou (nos EUA) em vários projetos (Apache SOAP, a definição do WSDL, definição do BPEL etc) e decidiu desenvolver soluções abertas a partir deste país da Ásia. 

Entre outros produtos e frameworks a empresa desenvolve:

A lista completa de produtos está aqui.

A documentação do WSO2 ESB pode ser acessada neste Wiki que foi desenvolvido para a comunidade.

JBossESB 4.0 Released

JBossESB 4.0 was just released. According to this news the next version (4.x?, 5.0?…) will be ready later year (2007). Below some features in this release:

  • support for general notification framework. Transports supported include JMS (JBossMQ, JBoss Messaging and MQSeries), email, database or file system.
  • trailblazer example.
  • many quickstart examples to get you going.
  • support for data transformations using Smooks or XSLT.
  • listeners and action model to support loose-coupling of interaction steps.
  • content based routing using JBoss Rules or XPath.
  • support for registries, using JAX-R and jUDDI out-of-the-box.
  • gateways to allow non-ESB aware traffic to flow into the ESB.
  • high performance and reliability (in use by a large insurance company for 3 years).(*)

* probably it refers to the second-largest insurance company in Canada, where this ESB handles data from 3,000 employers and more that 2,0 million customers.

See an abstract view of ESB/SOA infrastructure:

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