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ROI de Software: calcular ou não calcular? Eis a questão!

O diálogo ao lado (do excelente Geek and Poke) pode ser traduzido livremente assim:

- Qual o ROI (retorno do investimento) do sistema que vocês estão para liberar?
- Está na mesma faixa do sistema que implantamos no ano passado
- [silêncio]…
- Em outras palavras, vocês não tem a menor idéia.
- Exato!

Em se tratando de ROI de software existem 2 tipos de organização: aquelas que não tem a mínima idéia do ROI dos sistemas e aquelas que acham que conhecem o ROI dos seus projetos de software.

Existem culpados?

Sim. A complexidade atual. Quer queiramos ou não, os processos de negócio mudam mais rápido do que o tempo de codificarmos “Hello world!” em PERL:

$ perl -e 'print "Hello World\n"'

As organizações mudam, as motivações e objetivos que definiram a construção de uma aplicação mudam entre o início e o final de um projeto. Isto para não falarmos das aplicações que planejamos e codificamos e no final… …lá se vão milhares de linhas de código para o repositório de “projetos solicitados e nunca sequer utilizados”.

Sejamos realistas. Diante de toda esta inevitável complexidade, será que aquele ROI que está destacado na planilha dos gerente de projetos ou dos departamentos de processos, está minimamente correto?

Em minha opinião, devemos calcular ganhos financeiros, de tempo dos processos, da redução de pessoal (efeito colateral quase sempre inevitável), de redução dos lead time dos processos, “ganhos” de produtividade etc etc etc. O ROI, entretanto, este não é tão simples assim.

Que podemos fazer?

As dicas abaixo foram citadas no blog CIO Dashboard (Chris Curran). Em resumo, Chris sugere 5 ações que podem nos ajudar a chegarmos mais próximo do ideal do ROI de um sistema.

1. Valide e Re-Valide o Business Case

Escopo e fases fazem sentido do ponto de vista do negócio? Você pode ter uma opinião não tendenciosa? Que tal solicitar uma opinião de alguém experiente, de uma área não relacionada com o projeto?

2. Defina um Benefício Mensurável

Pode ser simples, mas é melhor definir um ou mais benefícios mensuráveis do que apresentar apenas “promessas de PowerPoint”. Defina, faça as medições antes e depois e veja o resultado na prática.

3. Cada Projeto deve ter seu Plano de Benefícios

Cada sistema tem propósitos e um ciclo de vida ou roadmap próprio. Da mesma forma, cada um deles deve ter o seu próprio plano de benefícios devidamente documentados.

4. Acompanhe os Benefícios do Portfólio de Projetos

Esta é uma dica para as empresas que tem sistemas complexos de TMOs (Technology Management Offices) ou PMOs devidamente estabelecidos. Um dos mais complexos e abrangentes é o Primavera (adquirido pela Oracle).

5. Crie um Painel (Dashboard) e Exiba os Benefícios do Projeto

Quem não se comunica… …pois é, o projeto traz muitos benefícios, ou potenciais benefícios, e toda esta informação fica restrita à equipe de TI. Existe algum benefício, algum ganho? Utilize a comunicação visual e apresenta-a em formato de dashboard.

Boa sorte!

p.s.: interessado em um livro sobre o assunto? Que tal “Maximizing ROI on software development” de Vijay Sikka (ex-Intel e fundador da Sikka Software Corporation)

Metodologias Ágeis: Editora liberar capítulos de livros

bookagileestimating.jpeg Mike Cohn é o fundador da Mountain Goat Software, uma consultoria americanana especializada em processos e gerenciamento de projetos ágeis. Ele é o autor do livro “Agile Estimating and Planning“, entre outros específicos de metodologia ágil.

Deste livro, a editora Addison-Wesley liberou 2 capítulos: Capítulo 1, The Purpose of Agile Planning e CApítulo 3, An Agile Approach to Estimating and Planning.

Já está no “forno” também o mais novo livro do autor, Succeeding with Agile: Software Development Using Scrum, que tem previsão de disponibilidade a partir de 07 de Novembro, 2009.

Do livro “Agile Testing”, você pode baixar o PDF do Capítulo 3, Cultural Challenges, que explica os desafios e barreiras culturais no processo de adoção de metodologias ágeis. Autoras: Lisa Crispin e Janet Gregory.

Lyssa Adkins é autora de Coaching Agile Teams: A Companion for Scrum Masters, Agile Coaches and Project Managers in Transition, livro previsto para o 2o. trimestre de 2010. No link acima você pode ter acesso a vários capítulos, drafts, em que a autora convida para revisão.

Boa leitura!

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Qual a importância dos Gerentes de Projetos? Como a metodologia Ágil ajuda?

pm.jpg Só quem já passou pela experiência de gerenciar um projeto sabe quão difícil é equilibrar prazo, custo, escopo e qualidade (entre outras variáveis). Achei um artigo no InfoQ bastante interessante e gostaria de compartilhar com vocês algumas idéias do autor (Vinay Aggarwal) que é delivery manager na Índia.

Ele vai mais além e dá a sua visão do papel do GP (Gerente de Projeto) em projetos que pretendem ser ágeis. Lembrando que, não é porque a metodologia utilizada é classificada como “Ágil” que o projeto deveria ser entregue “ontem”; antes do delivery, o sistema precisa funcionar corretamente, atendendo aos requisitos mínimos acordados. Parece (e é) óbvio, mas não custa lembrar, ok?

Por que as empresas precisam dos Gerentes de Projeto?

pm_fun.jpg

De acordo com J. M. Juran, “Um projeto é um [bom] problema cuja solução tem um prazo definido para acontecer“. GPs devem ser, acima de tudo, facilitadores para que este “problema” seja solucionado da melhor forma possível, no prazo e custo estipulado.

A pergunta de US$ 1 milhão é: “Por que, de acordo com o Standish Group, apenas 17% dos projetos finalizaram dentro das metas acordadas?” (dados do mercado americano). Algumas dicas:

  • Ninguém é perfeito: se a premissa fosse verdadeira todos os projetos seriam um sucesso, entregues no prazo, custo e escopo solicitado. Os líderes do projeto, em especial o GP, precisam saber motivar os participantes, manter todos alinhados e identificar (e extrair) o que de melhor cada indivíduo tem. Parece fácil mas, acredite, não é.
  • Controle das Mudanças: change is the only constant in life… …dito isto, cabe ao GP negociar as mudanças da melhor forma possível e, na minha opinião, alertar os stakeholders o mais cedo possível. O GP não muda requisitos, funcionalidades, não tira/coloca recursos dos projetos de forma desorganizada. O seu papel é garantir o cumprimento das metas do projeto com as premissas acordadas. Se as premissas se alteram, o prazo idem. É matemática: AlteraçõesNoPrazoDoProjeto(MudançaNosRequisitos, MudançaDasPessoas, MudançaOrçamento)
  • Comunicação é um problema sempre presente: outra “regra de tumba”; é responsabilidade do GP manter todos alinhados e, mais importante, detectar os “ruídos” inevitáveis que só geram mais atrasos e conflitos desnecessários
  • Processo não são perfeitos: processos são definidos por pessoas, pessoas não são perfeitas, logo, processos não são perfeitos. O GP e a equipe devem concordar quais ítens do processo são aplicáveis e quais não irão trazer nenhum ganho adicional
  • Processo não são implementados corretamente: cabe ao GP trazer a turma “de volta aos trilhos”, uma vez que já ocorreu uma negociação antes de como o processo deveriar ser coberto (negociar, negociar e negociar)

Como a Metodologia Ágil ajuda nestes problemas

Abaixo vamos resumir como Agile pode auxiliar em cada um dos pontos acima:

agile-table.png

Por fim, uma observação muito importante. Um grande erro de algumas empresas é achar que Agile pode ser corretamente aplicado em qualquer projeto. Na minha opinião isto é uma premissa errada. Como toda metodologia, tem seus problemas. Cabe a nós conhecermos um pouco mais e criarmos nosso “arsenal de guerra” para, no momento adequado, utilizarmos a “arma” apropriada.

10 Princípios de Gerenciamento de Tempo (Projetos Ágeis)

Jurgen Appelo é o CIO de uma empresa da Holanda que já foi classificada como a #1 entre empresas que mais se destacaram em inovações tecnológicas. Ele mantém um blog onde escreve sobre tópicos relacionados desde conteúdo para a Internet até a metodologias e gerenciamento de projetos que utilizam metodologia ágeis.

Neste post, Appelo faz uma compilação bastante interessante de 10 princípios que devem guiar todo líder ou gerente de projeto que utiliza as práticas recomendas pelas metodologia ágeis. Discussões à parte sobre a eficácia destas metodologias, o ponto aqui é a discussão do tópico “Gerenciamento de Tempo”, uma das áreas de conhecimento do PMBoK, e um ativo altamente valioso nestes dias.

Vamos ao que interessa:

1. Use uma Definição de “Feito”

Eu poderia traduzir este princípio como “defina a tarefa como concluida se, de fato, ele estiver”. Se couber a palavras “mas” no final do seu discusso, esqueça, a atividade não foi feita, incluindo toda parte burocrática da atividade (apontamento de horas, levantamento de custos etc

Ele recomenda a leitura do artigoThe Definition od Done“. Neste texto o auto, de forma bem humorada, conta que seu pai era contador e tinha um grande aviso na parede da sala para os engenheiros desavisados. Neste aviso, havia um desenho de um papel higiênico e o texto acima: “The Job is not done until the paperwork is done”. Ou seja, na definição dele, o trabalho não estava finalizado se a papelada não foi preenchida. Perfeito.

2. Solicite Prazos bem Definidos e Exija o Cumprimento

Parece óbvio, mas não é: uma vez definido o prazo, não permita que estes se alterem.

Minha experiência pessoal inclui um tempo trabalhando em projetos de desenvolvimento no exterior, morando lá por algumas temporadas. Pelo menos nos EUA, nas empresas onde passei, isto é levado muito a sério. Você passou o prazo? Ok. Então você vai cumprir, “no matter what happens…“, é uma questão que remota a princípios culturais difícieis de explicar neste post, mas é assim que funciona.

Leitura recomendada: “Time Boxing is an Effective Getting Things Done Strategy

3. Não Adicione “buffers” nas Tarefas

9 entre 10 líderes de equipe fazem isto (I Know!). É uma “praga” e, infelizmente, associa-se esta prática aos prazos de TI, que são sempre classificados como “não condizentes com a velocidade do negócio”. Quando o desenvolvedor ou o técnico passa a sua estimativa, ela(e) já informe com uma certa “margem de segurança”.

Isto nos leva ao “Paradoxo Tostines”. TI é culpada por errar estimativas, então aumentamos nossas estimativas para errar menos que, por sua vez, remete à questão de que TI demora muito para liberar as soluções… …percebeu?

(fonte: http://www.focusedperformance.com/articles/CCPM.htm)

Leitura recomendada: “Critical Chain Scheduling and Buffer Management…

4. Não Tome as Decisões antes do prazo estabelecido

Em vista de toda discussão, parece paradoxal, mas tem uma razão. Se você tem um prazo até dia “D”, o autor sugere que você responda no dia “D”.

Qual o risco de responder antes? Mudanças de última hora podem ocorrer (e ocorrem!) e você terá que refazer o planejamento que já tinha feito. A não ser que a questão não deixe nenhuma margem para mudanças, aconteça o que acontecer, conte até 10 antes de responder imediatamente a questão. Isto pode trazer mais problemas que não compensa a sua intenção de “agilizar” o processo.

Leitura recomendada: “ ‘Real Options’ Underlie Agile Practice

5. Reduza os Ciclos dos Processos

Quase um “mantra” das metodologias ágeis, nunca esqueça dos ganhos em reduzir os ciclos iterativos do processos.

Uma resposta rápida (feedback) vai retroalimentar mais cedo o processo e reduzir riscos.

Leitura recomendada: “Lean software development: Why reduce cycle-time?

6. Limite a Quantidade de Tarefas que estão “in progress”

Quanto maior o número de tarefas em andamento, maior o risco de “escorregamento” destas atividades. Não existe um número mágico. Isto depende do porte do projeto, da experiência dos participantes e da equipe que gerencia o projeto, do ferramental disponível para acompanhamento do progresso das atividades etc.

Leitura recomendada: “Managing the Pipeline

7. Mantenha a Disciplina

As regras de ouro aqui são: “resolver um problema tardiamente irá custar muito mais caro” e “começar certo, desde o início”.

Leitura recomendada: “The Power of Process” (recomendo!)

8. Limite o Intercâmbio de Tarefas

Sonho de 10 entre 10 gerentes de projeto, a mensagem aqui é evitar, a todo custo, tarefas intermediárias que farão uso “apenas por um dia, prometo….” dos recursos do projeto.

Leitura recomendada: “Human Tasks Switch Considered Hamful

9. Atenção para as Horas-extras Frequentes

Na minha opinião, se isto é rotina no projeto, ou empresa, é um forte Indicativo de que algo está muito errado. Revisite as estimativas o tamanho da equipe, as fases do projeto, a experiêcia técnica dos recursos etc. Isto, quando comum, só gera desgate na equipe e perda de produtividade.

leitura recomendada: “The Case Against Overtime

10. Separe Urgência de Importância

Atividade Urgentes e Atividades Importantes: escolha uma das duas. Realiza-las ao mesmo tempo é “embarcar em uma canoa furada”.

A prática diz que insistir em realiza-las ao mesmo tempo fará com que a tarefa Importante não será finalizada, gerado custos adicionais que poderião ter sido evitados.

Leitura recomendada: “A 10 Second Guide To Smoother Projects: Urgent vs. Important

Boa sorte! Abraços,

Davi

Desenvolvimento Ágil: o que seu chefe deve saber?

De acordo com um estudo da Evans Data (registro é necessário), mais da metade dos desenvolvedores americanos estão utilizando algum tipo de metodologia de desenvolvimento ágil. Parece que alguns chefes desta turma toda nem sequer conhecem os benefícios da abordagem ágil para o desenvolvimento de sistemas.

No Brasil, sempre pobre em estatísticas, não encontrei uma pesquisa que indicasse qual o porcentual dos desenvolvedores brasileiros que fazem uso de alguma metodologia ágil. Imagino que tenhamos um cenário semelhante ao dos E.U.A. Se você pesquisar no Google Scholar, verá que nossas universidadem produzem muita pesquisa sobre estas metodologias.

Neste artigo do CIO.com, o autor lista 7 pontos importantes que todo gerente de software (e desenvolvedor) deveria saber sobre métodos ágeis.

1. Permitem o Desenvolvimento de Software de Melhor Qualidade

Foco nas funcionalidade, no que o software irá fazer, revisões com pares (peer reviews), processos mais leves liberando o desenvolvedor da burocracia pesada das metodologias tradicionais… …tudo isto produz softwares de melhor qualidade.

2. Promove uma Mudança na “mentalidade” do time de desenvolvimento

Não é apenas um processo, metodologias ágeis promovem uma “nova atitude” na forma como o software é desenhado e implementado. Segundo o consultor Mike Sutton (Wizewerx.com), ocorre uma mudança da forma de pensar. A adoção é um processo, por vezes, doloroso pois “…força as organizações as organizações e indivíduos a confrontar o desperdício, ineficiência e falta de informação”. Ainda segundo ele, os desenvolvedores nerds vão precisar conversar uns com os outros e com o resto do mundo. Pasmem!

3. Mudanças ágeis além do tradicional “fluxo de desenvolvimento”

A adoção de metodologia ágil produzi um impacto na cultura da organização. intensa colaboração, feedback constantes, formas não tradicionais de acompanhamento de projeto, reuniões curtas e objetivas (meu sonho!)… …tudo isto é confrontado com um processo já estabelecido (o status quo).

Se problemas surgirem, e eles irão surgir, não culpem a nova metodologia. Eles já estavam aí, a nova abordagem apenas mostrou os problemas de forma mais explícita. Vejam o que afirma um outro consultor (Steven Gordon):

collaboration brings to the surface a lot of issues, problems and obstructions in the organization. Do not kill the messenger, Gordon urges; agile is not creating these issues, only making them more apparent. CIOs have to prioritize and address the problems. “If the organization appears to be ignoring these issues after they are surfaced, people will come to believe that the agile principles make no difference and will go back to just minding their own business and doing their jobs in isolation…

4. Ágil não Significa “Caos é Bom”

Existe uma idéia pré-concebida de que tais métodos trarão uma “bagunça” para o processo. Agilidade não significa desorganização.

Por outro lado, nem todo projeto pode utilizar uma metodologia deste tipo. Esta abordagem se encaixa muito bem para aqueles desenvolvimentos (que precisam ser feitos) rápidos e cujos requisitos não estão claros(!).

(eu sei, todos nossos projetos também são assim…)

5. Benefícios de uma Metodologia Ágil Compensam a Espera

Como toda mudança os benefícios não serão vistos imediatamente. Segundo o artigo, quem adotou não quer voltar atrás.

Um grande benefício é que, devido a iterações mais curtas, a equipe de TI pode verificar os riscos mais cedo e as decisões de “go/no-go” serão feitas nas fases iniciais.

6. Não existe a “Bala de Prata”

Não se engane, a metodologia ágil não será a “salvação da lavoura”. Programadores ruins continuaram ruins. Veja outro trecho:

Give competent and invested people agile, and you’ll have happier
people doing better work more rapidly. Give incompetent, unempowered
people agile (or even worse, just the word agile), and you’ll still fail

7. Sucesso Depende das Pessoas

Ainda bem. Desenvolvedores gostam de ver suas criações em ação. Nada é mais frustante do que ver todo seu esforço criativo, para construir uma solução de software, ser arquivado ou abortado. Já participei de vários projetos de software que não tiveram continuidade. É altamente desmotivador.

Com um processo ágil o time que implementa pode ver o resultado mais rápido e isto motiva ainda mais, apesar de todos os problemas de requisitos incompletos e a eterna insatisfação dos usuários.

Category: Agile

SOA nas Crises ou Como Vender SOA

Vamos iniciar este post com uma estatística do Forrester Research que trata do aumento da adoção de SOA pelas empresas:

  • Em 2005, o resultado da pesquisa do Forrester indicava que 53% das empresas estavam utilizando ou planejando a utilização da arquitetura orientada a serviços
  • Em 2006 este número havia crescido para 62%
  • Em 2007 já estava em 66%
  • Mais importante: a quantidade de companhias que estavam considerando SOA como uma solução no nível corporativo (e não apenas em projetos específicos ou departamentais), cresceu de 22% em 2005 para 27% em 2007
  • Em contrapartida, confirmando o firme propósito das empresas em adotarem SOA, a pesquisa indicou que em 2005, 47% não consideravam esta nova arquitetura, número que caiu para 33% em 2007

Um dado interessante, nas “entrelinhas” da pesquisa, confirma o fato de que não devemos encarar SOA sob a óptica da tecnologia e sim sob o prisma do negócio. Os analistas concluiram que “quanto mais o pessoal de IT tem a vivência prática na implementação de SOA, mais eles percebem que esta abordagem vai muito além do que o simples reuso e Web Services: é um facilitador dos negócios“.

Discutindo SOA com a Alta Gerência (ou Como Vender SOA para seus Chefes):

Nas primeiras tentativas de “vender” SOA na empresa em que trabalho, eu utilizava um “tecniquês” que mais confundia do que ajudava. Aprendi que devemos nos colocar no papel do executivo, do acionista, e falar a lingua deles. É exatamente o que indica a pesquisa. Algumas dicas:

  • Uma abordagem interessante é: “Este novo estilo de arquitetura permite uma melhor integração dos nossos sistemas, preservando boa parte dos investimentos já realizados, e irá prover uma infra-estrutura que possibilitará a implementação de soluções em um tempo menor, ao permitir uma grande reutilização de partes de sistemas…”
  • “Esta nova forma de construir novos sistemas e integrar os já existentes irá permitir uma maior flexibilidade para as demandas dos nossos negócios…”

Em Tempos de Recessão SOA pode Ajudar (e muito!)

Além das dicas acima é importante enfatizar para seu CFO que:

  • SOA, principalmente quando aliado com os conceitos de virtualização/consolidação traz economiza (energia, espaço, custos de administração etc), evitando duplicação de soluções (os famosos “silos” de informação e sistemas). E isto traz uma racionalização inteligente na utilização dos ativos de IT
  • “Com SOA temos a oportunidade de gastar 1/4 do estimado para reescrever aquela parte do nosso atual sistema (“legado”) ao utilizar esta nova forma de integração para implementar apenas a nova regra do negócio (novo serviço) e integrar à solução atual. E podemos fazer isto de forma mais rápida….”

Boa sorte!

(links úteis: http://blogs.zdnet.com/service-oriented/?p=1080, http://searchsoa.techtarget.com/news/article/0,289142,sid26_gci1306215,00.html, http://blogs.progress.com/soa_infrastructure/2008/03/protecting-soa.html)
Category: Agile, SOA, statistics

SOA Ágil?!

SOA RacerPrimeiro um esclarecimento importante: uma abordagem ágil não está relacionada com qualquer escolha tecnológica ou arquitetura definidas para um projeto.

Como diria Scott W. Ambler, Agilidade é ortogonal, pode ser utilizada em implementações de COBOL em mainframes, projetos simples utilizando Java ou qualquer outra linguagem, serviços etc. O fato de utilizar uma arquitetura orientada a serviços (SOA) é um “mero detalhe”.

Para ter sucesso na adoção de uma abordagem ágil para os desenvolvimentos em/para um ambiente SOA, é necessário, entretanto, um foco na arquitetura corporativa. É o que chamamos de “big picture“.

Não é necessário ter toda a arquitetura detalhada, documentada, todos os sistemas mapeados… …isto vai contra o que prega a metodologia ágil (vide o Agile Manifesto). Entretanto, quando se trata de SOA, é necessário ter um “norte”, um blueprint de como os processos de negócios serão implementados, dentro da concepção de orientação a serviço, base de SOA.

Eis uma série de estratégias sugeridas por Scott Ambler:

  1. Dê prioridade para desenhar um modelo básico da arquitetura corporativa. Não tente modelar e detalhar tudo; além de dispender um tempo precisoso, os arquitetos não se atentaram para os detalhes neste momento.
  2. Ponha em prática em um projeto real. Isto irá demonstrar que sua estratégia funcionará e você construirá a base para montar novos times “ágeis”.
  3. “Espalhe” arquitetos de serviço nos times de desenvolvimento. Isto irá garantir que as demais equipes estão seguindo a nova abordagem, além de trazer todo mundo para o mesmo barco (importante ter o envolvimento e, melhor, o comprometimento das equipes).
  4. Trate a questão do reuso de forma diferente. O desenvolvimento ágil às vezes não tem espaço para grandes discussão sobre o reuso; e reuso é um ponto “nelvrágico” e um dos pilares de SOA. Um arquiteto com foco no reuso é uma opção para diminuir os riscos.

Como vivo este dilema na empresa onde trabalho, este blog vai tratar deste assunto várias vezes. Volte sempre! Abraços,

- Davi

p.s.: a imagem que ilustra este post é do filme “Speed Racer“, a mais nova produção dirigida pelos irmão Wachowski (Matrix). Deve estrear em Maio/2008

Category: Agile, Architecture, SOA

Com ou sem SOA, Seja Ágil!

Cheeath Agile Processo de Desenvolvimento Ágil na minha opinião é mais do que uma “moda passageira”. É, como SOA, um estilo de vida que decidimos adotar.

Creio que, de fato, os frameworks, ferramentas e idéias propostos pelas metodologias ágeis, imprimem a velocidade necessária para entregarmos boas soluções de software com qualidade e em um prazo menor.

Bill Kennedy é um consultor canadense que atua na área de contabilidade (isto mesmo, contabilidade). Quero compartilhar com vocês algumas vantagens do desenvolvimento ágil que Bill escreveu neste post (meus comentários estão em azul):

  1. Cliente satisfeito através de liberações de software realizadas de forma mais rápida (qual cliente não quer o software entregue ASAP?)
  2. Novas versões são entregues com maior frequência: semanas e não meses (lembrem-se das iterações rápidas)
  3. Software Funcionando é o principal indicador do progresso do seu trabalho (isto é fato!)
  4. Requisitos que mudam em fases avançadas do projetos não são o “fim do mundo” (claro que depende da mudança; sejamos realistas: todo projeto tem mudança de requisitos; vamos aceitar esta dura realidade e e adotar um processo em que isto não tenha um impacto tão grande)
  5. Cooperação diária e “de perto” entre o pessoal de negócio e TI (o desenvolvimento ágil incentiva esta maior interação)
  6. Conversações face-a-face ainda é a melhor forma de comunicação (longos e-mails e documentos detalhados podem ser evitados com uma simples conversa diária de 30 minutos)
  7. Simplicidade (filosofia KISS, mantenha tudo sempre simples)
  8. Times que se auto-organizam (as equipes tem maior autonomia, nada de estruturas rígidas; confie na sua equipe!)
  9. Fácil adaptação às mudanças (novamente, requisitos e ambientes podem mudar a qualquer momento; uma equipe que tem a “agilidade no sangue” pode  adaptar-se melhor às estas mudanças)
Category: Agile, Architecture

SOA + Project Zero= Agilidade

Vocês irão ler várias vezes sobre o “Project Zero” neste blog.

O que é Project Zero? Projeto “incubado” na IBM, é um ambiente de implementação e execução ágil que simplifica e torna mais rápido o desenvolvimento de aplicações Web dinâmicas.

O Ambiente de Desenvolvimento inclui script runtime para Groovy (linguagem script baseada em Java), PHP (isto mesmo, o bom e velho PHP), otimizado para implementar serviços “à la” REST (Representational State Transfer), mashups, e interfaces Web “ricas”.

O que isto tem a ver com SOA? São soluções como esta que dão visibilidade e trazem um benefício “visível” para todo esforço que seu time empreendeu implantando uma arquitetura orientada a serviços. O “Project Zero” é focado em desenvolver aplicações Web 2.0 e segue os princípio de SOA. Algo como Web-extended SOA (WOA).

Um excelente artigo sobre “Project Zero” e SOA pode ser lido aqui.

Nunca esqueça que um desenvolvimento ágil faz toda diferença hoje. E se este desenvolvimento for feito dentro dos princípios da sua arquitetura SOA, extensível, Web-based, com um framework disponível para a comunidade… …melhor ainda! Esta é a proposta do “Project Zero“.

Como prometido, vou postar outros artigos sobre esta iniciativa, é só aguardar e retornar aqui de vez em quando. Abraços!

Category: Agile, SOA

Processos Ágeis: Disponível 2a. Edição da Revista "Visão Ágil"

(image from http://www.agilemodeling.com/essays/proof.htm)

Está disponível a 2a. edição da revista eletrônica “Visão Ágil”. Você pode baixar gratuitamente o PDF desta, e da 1a. edição, desta revista que tem foco em metodologias e processos ágeis. Não conhecia esta iniciativa do Manuel Medeiros (editor) que, a propósito, está de parabéns.

Veja abaixo a capa desta edição:

Category: Agile, Architecture