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Onde Google, Yahoo, Apple e Microsoft competem?

January 23rd, 2010 davi No comments

Nick Bilton do NYTimes.com fez um resumo dos produtos ou serviços onde as gigantes Google, Microsoft, Apple e Yahoo competem.

O quadro-resumo tem 25 áreas e a indicação se a empresa tem solução que atende total ou parcialmente.

O Google, por exemplo, é 2a. empresa que mais tem produtos ou serviços de acordo com esta lista. A duas exceções são: MP3 player (dispositivo e loja virtual) e o mercado de jogos (consoles e software).

A Microsoft tem solução para quase tudo, menos o hardware do dispositivo móvel (celular ou smartphone).

A Apple não se interessa por console de jogos e nenhuma solução de busca on-line ou redes sociais.

E o Yahoo parece que está parado no tempo, com poucas inovações fora do mundo on-line.

Estratégia

Mesmo que de uma forma muito simplificada, o quadro apresenta um resumo da estratégia de cada empresa.

O Google, como a Apple, descobriu que as informações irão convergir para os dispositivos móveis. Investir no sistema operacional Android e em seu celular Nexus One são a comprovação. Concluíram também que tudo estará na “nuvem” da Internet e que o mercado de sistema operacional para desktops não será tão lucrativo como foi um dia. O seu Chrome OS vai levar à criação e migração de mais e mais aplicativos para a Web, e vai definir o HTLM v.5 como o padrão para tal.

A Microsoft não emplacou seu tocador de MP3 (Zune), está indo muito bem no mecanismo de pesquisa on-line (Bing), mas ainda não tem registrado o crescimento fantástico registrado pelo Google que, no último trimestre de 2009 quintuplicou (5x) seu lucro líquido em relação à 2008, e registrou um aumento de 17% nas suas vendas (detalhes neste link).

Se, no final das contas o que vale é o resultado financeiro, o comportamento das ações mostra uma face desta estratégia. Veja abaixo o comportamento das ações da Apple, Google, Microsoft e Yahoo nos últimos 5 anos. Em qual você investiria?

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O que é Google realmente quer com o seu Chrome OS?

November 28th, 2009 davi 1 comment

O Google quer ou não quer dominar o mercado de sistemas operacionais?.

Um argumento contra é que se ele desejasse mesmo dominar este mercado, por exemplo, os engenheiros do Chrome OS teriam se preocupado com o mundo corporativo, que representa uma enorme parcela de usuários dos desktops/notebooks. Não tire suas conclusões agora. Veja o restante do texto.

O Chrome OS deverá ser lançado no segundo semestre de 2010, mas a agitação já começou desde o anúncio no meio deste ano de 2009. O equipamentos-alvo são os, cada vez mais populares, NetBooks, com processadores de baixo consumo de energia.

Tudo foi calculado para que este seja, de fato, o 1o. sistema operacional da era da “Cloud Computing”, em que o browser será o próprio sistema operacional.

A algum tempo já não dependo de muitos softwares presentes no meu iMac. Planilha eletrônica, processador de texto, agenda, calendário e todas as centenas de aplicações que a Web 2.0 trouxe.

Para completar, uma solução em que posso agregar meu documentos, notas, links sobre um determinado assunto: o Google Wave. Simplesmente fantástico. Hoje eu defino os assuntos do meu interesse, agrupo as minhas notas, PDFs, artigos, apresentações, vídeos etc, em “waves” no Google Wave. Desta forma, eu posso dar continuidade nas minhas pesquisas e trabalhos de qualquer lugar onde tenha um acesso a Internet.

Então, qual o propósito do Chrome OS?

Este artigo de Vijay Pandurangan dá uma pista da estratégia por trás do lançamento de um sistema operacional sem custo direto, 100% baseado na Web: a criação de melhores aplicações Web, 100% compatíveis com o HTML-5. Quem afirma isto é um ex-funcionário do Google, que trabalhou lá por 6 anos. Algum crédito ele tem.

A conclusão parece óbvia, de tão simples que é. Mas vamos tentar pensar estrategicamente.

Aqui vão meus R$ 0,10 de contribuição para esta discussão:

- Qual a missão do Google? Já escrevi isto é um post anterior (“SPDY (by Google) é o novo HTTP?“): Organizar toda a informação do mundo.

- A informação não pode estar nos “silos individuais” de informação que são nossos desktops, notebooks, netbooks e até mesmo celulares (lembram da estratégia de “dados nas nuvens” do Motorola Cliq?)

- A informação precisa – e acho que boa parte dela vai – “migrar” para a “nuvem”. As empresas que entenderam isto estão se dando bem (vide “Cloud na Amazon: US$ 220 Milhões/ano“)

- Quer outro exemplo: a Motorola acabou com todas as centenas de servidores Microsoft Exchange que ela utiliza no mundo inteiro. Os empregados chegaram pela manhã e o seu e-mail @motorola tinha sido migrado para o GMail! Veja porque tudo indica que Sanjay Jha vai mesmo revulocionar a Motorola (“A virada da Motorola(?) Qual foi o segredo?“)

- A estratégia do Google pode ter sido então: “vamos criar um ambiente livre, onde a dependência das ‘aplicações desktop’, que exigem um cliente em cada desktop, seja cada vez menor…

- Qual a melhor forma de atingir este objetivo? R- “Que tal um sistema operacional livre, leve, baseado em algo já estável e conhecido – Linux -, que forme uma imensa comunidade de desenvolvedores que irão construir ou migrar aplicações para este sistema operacional?

Isto, meu caro leitor, chama-se “Alinhamento Estratégico“. Leia novamente a missão do Google acima e veja como as ações são coerentes, alinhadas, não apenas esta do Chrome OS, mas de todas as soluções que eles desenvolvem.

E a Microsoft?

A Microsoft certamente vai se movimentar. Apesar de quase sempre chegar com algum atraso e de pouco contribuir com inovações, analistas de mercado já afirmam que o seu “Windows 7″ é o último “big bang” da gigante de Redmond. Espero mesmo que seja, e vejam como eles evoluiram. Diferente do “Windows Vista”, o Windows 7 é muito superior do que seus antecessores.

O ponto é: quando este momento chegar, qual empresa estará mais madura e apta a dominar o mercado de SOs? Vai fazer diferença qual sistema operacional você vai utilizar se grande parte das aplicações que utilizamos no dia-a-dia estarão na Web? Você vai pagar por uma caixinha com um DVD que vai instalar um browser no seu computador pessoal?

Abcs!

A virada da Motorola(?) Qual foi o segredo?

October 30th, 2009 davi 3 comments

O ano era 2008 quando Sanjay Jha, vindo de uma carreira meteórica na Qualcomm, fez a sua primeira apresentação para os funcionários da Motorola. Ele acabava de ser contratado como o novo CEO e uma das suas missões era salvar da Motorola do mesmo fim que levou a Nortel, Lucent etc.

Na sessão de perguntas, ouviu de um funcionário:

- “Por que deveríamos confiar em você?

Sua lua-de-mel na nova empresa foi curta.

(foto: Associated Press)

Um dos grandes erros da Motorola foi ter inovado com os modelos StarTac e Razr e parado por aí. Confiou nos seus produtos de sucessos. Esqueceu que toda inovação é passageira.

Os concorrentes ou escolheram o caminho de ter modelos simples, com interfaces idem, gerando um volume de vendas fenomenal, como a Nokia, ou foram altamente inovadoras, como mostrou a Apple com seu iPhone e o Google com seu sistema operacional Android com muitos serviços na “nuvem”.

Se a Motorola não tivesse um bom desempenho no natal daquele ano, tudo indicava que seria o fim da sua unidade móvel.

A estrutura explica parte dos erros

moto-estrut

Até então a Motorola, vinha utilizando a forma “clássica”, tinha estrutura verticais para sua linha de dispositivos móveis. Ou seja, havia executivos responsáveis por determinados modelos (vide figura ao lado).

O que isto gera? Simples, entre outros conflitos de interesse, cada executivo vai defender seu produto e insistir em melhorias em celulares que, por definição, terão sempre vida curta. É óbvio, ele precisa sobreviver e manter seu grupo empregado. Como admitir para o CEO e para os pares que a sua linha de produtos precisava ser extinta? Seria um atestado de incompetência!

Quando Sanjay Jha chegou na Motorola havia 22 linhas de produtos, com vários sistemas operacionais. Ele olhou e mercado e viu o líder, Nokia, estruturar seus celulares e smatrphones  em torno de um único sistema operacional – o Symbian (também utilizado pela Motorola!), a própria Apple só tem um aparelho que evolui apenas em torno de novas funcionalidades e se torna cada vez mais desejado, sem falar que ele é uma plataforma de desenvolvimento que também gera lucros para a empresa de Steve Jobs.

Já trabalhei no desenvolvimento de sistemas embarcados. Quem conhece vai entender o quanto custa ter que manter várias plataformas de sistemas operacionais: alto custo de manutenção, formação de equipes altamente especializadas (caras), os testes de liberação final (GAs) duram uma eternidade, problemas de “compatibilidade para trás” cada vez que uma versão é lançada, imensa estrutura de pós-venda etc etc.

O sinal parecia claro. Ele chamou para a mesa (um de cada vez), a Microsoft e o Google. A Microsoft avisou que um novo release do seu Windows Mobile iria atrasar bastante. Sanjay apostou todas as fichas no Google Android. Isto é o que chamamos de “foco”.

O início

Uma das primeiras ações de Sanjay Jha fez foi reunir os top executivos das 15 divisões da Motorole e pedir:

- Por favor, me digam o que vocês acham que está errado com a empresa. Quero apenas 2 slides de cada um de vocês

E Jha gosta de analisar slides. Ele faz questão de ler com detalhes os slides do apresentador, antes da reunião. Talvez fazendo o que os gestores deveriam fazer: “qual é, de fato, o verdadeiro problema aqui? Qual é a questão? Qual a causa-raiz deste problema?”. É preciso tempo, ou muita experiência, para ser chegar nas respostas à estas questões. Não se faz isto durante 50 minutos de uma apresentação.

“O problema não era a cultura de engenheiros”

Foi isto que Sanjay Jha conclui em pouco tempo. O real problema é que a Motorola não estava “conectando” seus engenheiros com o mercado, tentando conhecer o desejo real dos consumidores. Eles estavam em outra realidade.

A Motorola estava desenvolvendo telefones móveis, enquanto os consumidores queriam um pouco de tudo em seus aparelhos (vide iPhone). Falar era apenas um detalhe.

A causa-raiz, detectou Jha, era uma questão de (má) gerenciamento.

A Mudança

No 13o. dia na Motorola, Sanjay teve uma reunião com a maior operadora móvel do mundo, a Vodafone. Na mesa de discussão estavam três linhas de produtos da Motorola. O executivo da Vodafone perguntou para o CEO da fabricante de celulares:

- Caramba. Você pode escolher um destes modelos de aparelhos e me convencer por que eu deveria compra-lo?

Era outro sinal claro que alguma mudança precisava ser implementada, urgente. E ele não fez nenhum milagre, nem inventou a roda. Ele fez o que muitas empresas de tecnologia, como a Cisco, fazem:

  • Criou grupos centrais de engenheiros, marketing, gerência de produto e planejamento de estratégico de longo prazo, e fez esta turma conversarem entre si
  • E quem arbitra em  caso de divergência? Como a Cisco fez, criou um conselho, onde esta turma “lava a roupa suja” e chegam um acordo (para o bem de todos, é melhor que cheguem a um consenso, afinal qual a alternativa…?)

Resultados so far

moto-stock Bom, um das maiores operadora dos EUA, Verizon, já está comercializando o Droid Smartphone, e a gigante T-Mobile o Motorola Cliq. O vice-presidente de desenvolvimento de produtos da T-Mobile, Paul E. Cole, afirmou:

- Hoje a Motorola é um lugar completamente diferente de poucos anos atrás. Sanjay Jah tem feito um trabalho espetacular

O resultado do 3o. quarter de 2009 também foi comparativamente animador: lucro de US$ 12 M, bem diferente do prejuizo de uS$ 397 M de 1 ano atrás. O comportamento da ação está no gráfico ao lado (fonte: Nasdaq.com, fechamento do pregão de 30/out/2009). O valor da ação está no mesmo nível de Abril/2009, pré-crise financeira mundial. Ou seja, o mercado está reagindo bem em relação às mudanças.

Como nasceu o Motorola Droid e uma reunião às 18:00

Voltando a Agosto/2008, assim que Sanjay desceu da plataforma daquela sua primeira reunião com os funcionários onde foi duramente questionado, um engenheiro da empresa, Rick Osterlah, abordou o novo CEO e falou:

- Mr. Jah, já estamos trabalhando em um projeto tendo o Google Android como o novo sistema operacional

No final da mesma semana, Rick Osterlah estava no jatinho com Sanjay voando para a unidade da Motorola na Califórnia. Mr. Jah queria ver todos os detalhes pessoalmente. Poucos dias depois ele estava participando de uma reunião com todo o grupo de Rick e, não apenas pediu e revisou todos os 100 slides com antecendência, como fez perguntas detalhadas durante a apresentação e pediu que o time produzisse mais 20 slides (tive um chefe que não suporta ler nem um slide).

A apresentação foi agendada por Sanjay para iniciar às 18:00. Um “pecado mortal” para uma empresa que trabalha das 09:00 às 17:00 (já trabalhei em uma empresa similar nos EUA e a cultura é a mesma, idêntica até na jornada de trabalho).

- Reunião de 4 horas iniciando às 06:00 da noite?

“Parece mesmo que as coisas vão ser diferentes de agora em diante”, devem ter pensado os engenheiros.

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HP assume Infraestrutura da Vale por US$ 1 Bi

September 26th, 2009 davi No comments

hpvale.png A Hewlett Packard (HP) acaba de assinar um contrato com a brasileira Vale do Rio Doce para gerir a sua gestão da infraestrutura de TI no mundo inteiro (vide mapa ao lado), além de promover a consolidação de servidores.

De acordo com esta notícia do Valor Econômico o valor do contrato chega a US$ 1 Bi, tem duração de 7 anos e, seguramente, é um dos maiores contratos já realizados por uma empresa brasileira na área de tecnologia da informação.

Façam as contas, US$ 1 Bi em 7 anos temos, por mês: R$ 21,42 milhões. É um contrato que qualquer grande fornecedor sonha.

Um trecho da reportagem:

Segundo informações divulgadas pela HP, o contrato inclui o uso de equipamentos de baixo consumo de energia. Além dos servidores, também será trocado todo o parque de PCs e impressoras da Vale. O acordo inclui ainda a compra de laptops, terminais de acesso e dispositivos móveis. Todos os equipamentos usados da Vale serão doados para escolas e instituições de educação próximas a locais onde a mineradora atua.

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Os dados do seu consumo de energia nas “nuvens”

September 22nd, 2009 davi No comments

tree.gifMuito tem-se lido e ouvido sobre computação nas “nuvens” ou “cloud computing” porém, fora os “datacenters nas nuvens”, ainda sabemos pouco sobre exemplos reais, soluções práticas que utilizem este paradigma de computação.

Um exemplo é o anti-vírus nas “nuvens”. Veja meu post “Anti-vírus nas nuvens” e um outro exemplo que detalhei em “Energia sob Demanda? Use SOA e BPM”.

Como o nosso consumo de eletricidade foi parar nas “nuvens”

Uma máxima da engenharia de processos afirma que: “Você só controla aquilo que mede”.

Com base nisto, os pesquisadores da IBM, em conjunto com a empresa Consert (de onde vem a imagem utilizada neste post), desenvolveram uma solução para medição e acompanhamento (pela Internet) da energia elétrica de empresas e residências.

O simples ato de acompanhar estes dados já sinaliza, positivamente, mudanças em nosso estilo de vida. Detalhes como desligar equipamentos que ficam eternamente em stand-by, o tempo no chuveiro elétrico, temperatura da geladeira nas madrugadas etc.

A economia esperada é de 40% o que, na minha opinião, é muito. Mas creio ser possível reduzirmos isto e ainda mais (quem não se recorda da época do risco do “apagão”, em que foi necessária uma redução maior do que isto?).

Controlando dispositivos domésticos

De acordo com esta matéria da FastCompany.com, o projeto-piloto iniciou em Julho/2009 no estado da Carolina do Norte. Utiliza uma rede 3G da operadora Verizon para que os medidores inteligentes (“smart meters”) transmitam as informações para um banco de dados na Internet (olha a “nuvem” aí).

Os usuários que fazem parte do projeto podem verificar seu consumo diário na rede, e o sistema projeta o custo final no mês, baseado no perfil de consumo histórico. Adicionalmente, o Consert system pode controlar até 256 dispositivos domésticos, desligando-os quando você está fora de casa. O vídeo abaixo demonstra o objetivo do projeto, do ponto de vista da empresa de energia:

Enfim, a desoneração para exportadores de TI

August 27th, 2009 davi No comments

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou na segunda-feira (24/08/2009) o decreto que reduz de 20% para 10% as contribuições ao INSS para as empresas exportadoras de software e serviços de informação (TI).

A medida tinha sido anunciada, pasmem, em Maio/2008. Depois da crise (Janeiro/2009) o governo convocou os representantes das empresas de TI e solicitou a estes quais seriam as principais medidas para desonerar o setor. De acordo com o blog “zeroseuns” (Portal Exame):

A desoneração vale para empresas prestadoras de serviços de análise e desenvolvimento de sistemas, jogos eletrônicos, programação, processamento de dados e até empresas de call center. As empresas têm hoje custos de mão-de-obra entre 70% e 80% do faturamento. Com a iniciativa, o custo deve cair a 60%.

Modelos do Mercado de TI: Brasil e Índia

Índia e Brasil adotaram modelos diferentes para o desenvolvimento do mercado de Tecnologia de Informação. No nosso caso, grande parte do crescimento do setor foi apoiado no segmento financeiro, principalmente no investimento realizado pelos bancos. Hoje somos referência mundial quando se trata de tecnologia bancária.

A Índia optou por vender serviços terceirizados de baixo custo para empresas estrangeiras (principalmente EUA e Europa). Nos Estados Unidos ou na Inglaterra, quando um usuário de cartão de crédito liga para o call-center da administradora do seu cartão, é quase certo que esta ligação será atendida por um call-center na Índia e, do outro lado da linha, está um indiano treinado no sotaque do país de onde a ligação foi originada. (fonte: Estado de São Paulo, 25/08/2009, artigo Ricardo Camargo Mendes, página B2, caderno Economia).

Dados, dados…:

  • O mercado mundial de offshore (venda de serviços de TI fora dos países onde estão sediadas as empresas contratantes) foi calculado em cerca de US$ 70 bilhões (2008)
  • A Índia, sozinha, foi responsável por 65,5% deste valor (aproximadamente US$ 46 bilhões).
  • Valores (em US$ bilhões) do mercado mundial de serviços de TI desde 2004 (fonte: NASSCOM.org, Índia)

  • A exportação de serviços de TI, na Índia, evoluiu de US$ 6,2 bilhões em 2001 para US$ 46.2 bilhões em 2009 (previsão). Fonte: NASSCOM.org, Índia

  • A exportação de Business Process Outsourcing (BPO), na Índia, evolui de US$ 900 milhões em 2001 para US$ 12,7 bilhões em 2009 (previsão). Fonte: NASSCOM.org, Índia

  • Para efeito de comparação, o mercado de TI do Japão, em 2008, foi de US$ 108 bilhão.
  • Os EUA respondem por aproximadamente 51% do mercado mundial de outsourcing, Europa 30,6% e Ásia-Pacífico por 16,2%
  • 325 empresas da lista Fortune 500, tem outsourcing na Índia
  • Destas 325, as 20 maiores contas representam 65% da receita de serviços de TI naquele país

Uma última observação. A Índia sabe que um dos segredos é o investimento em educação. Mesmo com todas as dificuldades de um país de dimensões continentais, população de mais de 1 bilhão de pessoas (grande parte dela abaixo da linha da pobreza), os números acima provam que investir em educação produz resultados.

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MoneyTree Report 2009: Venture Capital e o Impacto da Crise

June 15th, 2009 davi No comments

MoneyTree report é um estudo conduzido pela PricewaterhouseCoopers que monitora a atividade de Venture Capital nos EUA. A partir da base de dados da Thomson Reuters e do National Venture Capital Association.

Eles acompanham os investimentos que são realizados em 16 grandes grupos de industria:

- Biotecnologia, Produtos e Serviços ligados a atacadistas e importadores, Computadores e Periféricos,

- Produtos e Serviços de Consumo, Electrônicos/Instrumentação, Serviços Financeiros, Serviços de Saúde,

- Energia, Serviços de TI, Mídia e Diversão, Dispositivos e Equipamentos Médicos, Equipamentos de Rede,

- Distribuição/Varejo, Semicondutores, Software, Telecomunicações e Outros (empresas monitoradas e que não se encaixam na classificação acima).

O Relatório de Jan-Abr/2009 foi finalizado (PDF, 7 páginas) e mostra alguns dados interessantes:

1. Total Investido no Q12009 = USD 3 bilhões em 549 operações (queda de 47% em USD e 37 nas operações)



2. As empresas de Software tiveram o menor impacto de todos os segmentos analisados. Estas empresas receberam apenas USD 614 milhões (20,47% do total investido pelos Venture Capital Funds). Ainda assim, uma queda de 42% no total investido.



3. O relatório também monitora o valor investido por região dos EUA. Sem surpresa, o Silicon Valley ainda lidera o ranking, capturando 39% do total investido. Apenas a região de New York (NY Metro) , 3o. lugar, conseguiu atrair 11% do capital.

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05 Maneiras de Implementar SOA: Receitas de Sucesso

March 7th, 2008 davi No comments

Não existe uma receita para implementar SOA.

Na verdade não gosto muito da frase “implementar SOA“. SOA é um estilo de arquitetura que se propõe, utilizando uma abordagem de “orientação a serviços”, diminir o tempo que TI levar para implementar solução (reuso), prover infraestrutura robusta e eficaz para integrar os sistemas, preservar o legado etc etc. Expor e combinar serviços, de forma que eles possam ser governados e compor os mesmos para criar novas aplicações e novos serviços…. …este é o mundo SOA.

Percebeu porque “implementar” não é propriamente o termo correto? Em todo caso, vamos voltar ao artigo da Computerworld.com, base deste post.

Na reportagem são citados 05 (cinco) cases de empresas (americanas) e a experiência delas na jornada (prefiro este termo) em direção à SOA.

1. Comcast

Uma das maiores (se não a maior) operadora de TV a cabo dos EUA. Eis a sua abordagem:

  • Se preocuparam inicialmente com a arquitetura e não em comprar ESB
  • Depois de desenvolver a arquitetura, o foco foi o framework de governança para implementação e gestão dos novos serviços
  • Direcionou os esforços iniciais de SOA para o legado (e.g. billing)
  • Tempo de maturação do projeto: 18 meses
  • Lições aprendidas: “…a Comcast deveria ter desenvolvido um modelo de serviço de dados comum depois de definir a arquitetura. Sem serviços de dados padrões para acessar informação corporativa e gerenciar interações entre sistemas, os desenvolvedores acabaram projetando seus serviços para executar o trabalho de diferentes maneiras, o que gerou inconsistências, quebrando a promessa de SOA de possibilitar um mix fácil de componentes de serviços

2. Leapfrog

Uma das mais conhecidas fabricantes de brinquedos educativos.

  • Cenário: vários sistemas e soluções em Java 5 e 6, C# da Microsoft e web services com diversas bibliotecas de terceiros
  • Objetivo: maior reutilização de código, desenvolvimento mais veloz e integração mais fácil; mas a empresa não queria limitar a iniciativa SOA a uma mudança da guarda de ferramentas de desenvolvimento e plataformas de integração
  • Abordagem: POJO, ESB Open-source (Mule), utilização de 2 (dois) ESBs – um para gerenciar fluxo de dados e outro para aplicações Web (Portal do cliente)
  • Por que o Mule?…porque sua única tarefa é gerenciar mensagem. Todos os fornecedores comerciais queriam nos vender um pacote completo de produtos. Mas o ponto principal de SOA é passar de um sistema fechado para outro’…“, afirma o diretor de infraestrutura de sistemas

3. United Airlines

Grande empresa aérea dos EUA, companhias aéreas, assim como empresas de Telecom, de Finanças etc, tem muitas tarefas baseadas em eventos. É neste ponto que entra a EDA (Event-driven Architecture).

  • Histórico: a United investiu há tempos em EDA, usando o WebSphere da IBM como barramento de mensagem por sete anos. Em 2006, deu início a uma implementação SOA para lidar com os web services modernos usados no web site United.com.
  • Precisa conviver com estes 2 ambientes (EDA e SOA)
  • Desafio: projetar e implementar serviços em uma empresa que tem duas arquiteturas e necessita de ambas
  • Problemas que tiveram com ESB: “ESBs não utilizam padrões fora dos padrões de web services”, afirma o gerente de middleware da United
  • Por que o ESB é tão importante? a United “...valoriza o uso de ESBs para SOA e EDA porque eles lidam com mensagem, transformações de dados e outras tarefas críticas de roteamento de dados….
  • Experiência com EDA+SOA: falta de esquemas XML padrões para EDA, fazendo com que a transferência de mensagens entre serviços EDA e SOA seja mais complexa e demande mais pessoal.

4. Thomson Financial

Empresa de serviços de informações financeira (também uma das maiores do mundo).

  • Lições aprendidas: “…Um grande número de empresas aprecia o conceito de SOA porque ele promete acelerar o desenvolvimento. Mas alguns desenvolvedores descobriram que um elemento-chave da governança de serviço, na realidade, pode retardar o desenvolvimento, roubando a velocidade prometida.
  • Serviços: muitos (milhares) com om alta granularidade, baixa granularidade — com tudo que pode haver entre os dois — e uma equipe de arquitetura pequena
  • Solução: recorrer à automação utilizando ferramentas de avaliação de políticas da WebLayers. “As ferramentas são mais eficientes e não deixam passar violações”, diz o VP de serviços de gerenciamento de produto

5. Jabil

A Jabil é uma grande empresa de manufatura (monta circuitos, impressoras, computadores etc).

  • Desafio: integração do cliente – por exemplo, sistemas de billing, previsão e entrada de pedidos e os muitos sistemas utilizados por seus clientes; é muito difícil gerenciar toda esta comunicação ponto-a-ponto à medida que a base de clientes cresce e evolui os próprios sistemas
  • Arquitetura anterior: baseada em “hubs” de integração para trocar informações com seus mais de 5.000 parceiros. Resultado: muita dificuldade para manter manualmente todas as interfaces
  • Solução: adotou princípios SOA para substituir a maioria destas conexões personalizadas por conexões baseadas em serviços que possibilitam a reutilização de funções comuns
  • Produto/Abordagem de implantação: Ao invés de usar um ESB para gerenciar mensagens, um registro para gerenciar o repositório de serviços ou um ambiente de desenvolvimento orientado a SOA para desenvolver os serviços, a Jabil emprega o Gentran Integration Suite da Sterling Commerce para as três finalidades. O pacote é projetado para interações do supply-chain.
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IDC: SOA em 37% da Empresas em 2008

February 26th, 2008 davi No comments

MarketshareDe acordo com Roberto Gutierrez, diretor de consultoria da IDC, SOA estará presente em 37% das empresas (Brasil) até o final de 2008.

Alguns números divulgados hoje:

  • 40% das empresas já pensam nesta nova arquitetura
  • 37% acreditam na importância de SOA
  • 60% é a previsão de crescimento deste mercado até 2010
  • 35% das empresas terão iniciado algum processo de análise e investigação desta tecnologia até o final de 2008
  • 9% das organizações brasileiras estão em fase de implantação desta arquitetura
  • 12% já possuem sistemas instalados (sic) para SOA

A reportagem não cita a forma como o IDC realizou esta pesquisa. Em que percentual acima está sua empresa?
(fonte: ITWeb)

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Oracle compra BEA por US$ 8.5B

January 16th, 2008 davi No comments

Agora é definitivo. Oracle vai comprar a BEA por US$ 8.5 Bilhões (ou US$ 19.75/ação).

De acordo com Larry Ellison, a arquitetura do seu middleware (Oracle Fusion) tem uma arquitetura aberta que vai permitir o acomplamento com os produtos da BEA.

Após o anúncio, o CEO da Oracle, Charles Phillips, apressou-se em garantir aos clientes da BEA que eles poderão utilizando a solução desta última, sem serem forçadas a migrarem para produtos da Oracle. Literalmente, ele afirmou:

“After the closing, Oracle intends to preserve and enhance customers’ investments in BEA products as Oracle has done with its other acquisitions, while Fusion Middleware will continue to be the center of Oracle’s current and future middleware and applications strategy,”.

O processo deve se encerrar até o meio deste ano.

(fonte ComputerWorld)

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