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Google e a Gripe

Um dos projetos do Google.org (unidade filantrópica do Google) é o “Flu Trends“. O que vem a ser isto? É simples: através da análise das pesquisas sobre o tema “Gripe” (Flu), cruzando com a localidade geográfica de onde partiu esta pesquisa, a ferramenta consegue detectar focos de gripe em uma determinada área com até 10 dias de antecedência que Centro Para Prevenção e Controle de Doenças americano (C.D.C.).

Com esta técnica de mapeamento, rastreando o que você e eu pesquisamos (“googamos”), as possibilidades são inifinitas. Leia um post sobre Google e proteção dos dados (privacidade) neste link.

Veja abaixo o gráfico gerado pela ferramenta que informa a ocorrência da doença ao longo dos meses do ano. O mesmo gráfico pode ser gerado estado a estado (dos E.U.A., claro).

 

Flu Trends by Google

Flu Trends by Google

Category: google, inovation, Trends

Como a IBM utiliza as Redes Sociais

O blog do Cesar Taurion é um dos blogs que está na minha lista de must read. Neste post ele conta as iniciativas que a IBM (onde ele trabalha) formenta para tirar o máximo de proveito das redes sociais, wikis etc.

O números impressionam, vejam só:

  • IBM tem hoje aproximadamente 400.000 funcionários em 200 países
  • Um terço (133.000) trabalham remotamente, em casa ou dentro das empresas que eles atendem

Como fazer para que toda esta turma troque idéias, informações, acompanhe as decisões da empresa? A resposta é a Social Computing: blogs (+10.000), Wiki (+15.000), redes sociais próprias e acesso às “abertas” (Orkut, LinkedIN, Facebook), Bluepedia (Wikipedia da IBM) etc.

A última dica do post é o “IBM Center for Social Software” (http://www.research.ibm.com/social/index.html) um centro virtual que irá servir, entre outras coisas, para compartilhar com todos (o acesso é livre) os projetos de social software que a big blue está desenvolvendo.

Por fim, deixe-me contar um pequeno exemplo de como estas redes sociais ajudam. Alguns meses atrás eu tive um encontro com o principal executivo de software da IBM no Brasil. Comentei que estava interessado em uma solução de middleware específico para aplicações RFID e NFC. Como ele não tinha informações suficientes (a solução é muito específica) ele, imediatamente, abriu a página de uma das redes sociais “internas” da IBM e descobriu o nome da pessoa que era o líder de desenvolvimento da solução em questão.

E mais, a partir desta pessoa, todos os grupos/profissionais ao redor do mundo que mantinham conversas em torno deste assunto, ou seja, a rede de técnicos que, de alguma forma, participavam do projeto desta solução de RFID. E tudo isto em menos de 01 minuto.

Por fim, não custa lembrar, que muitas (ou a maior parte) das soluções de social software  são livres. Este é o argumento que faltava? O que você está esperando?

Category: inovation, Trends, vendors

Cloud Computing e o Futuro do Data Center Corporativo

Cloud ComputingPor que companhias como Google, Yahoo, Amazon (vide EC2/S3), Microsoft, IBM e tantas outras estão desenvolvendo infraestrutura de Cloud Computing?

Já tratamos deste tema aqui (vide post “O que é Cloud Computing“). Para tentar entender isto, com base neste post de Irving Wladawsky-Berger, vamos voltar 100 anos atrás e entender como se deu a evolução da eletricidade.

Logo após a invenção da eletricidade no final do século 19 as pessoas (e empresas) construiram suas próprias fontes geradoras de energia. Apenas após 30 anos (1910) é que Samuel Insull criou a primeira companhia cujo negócio era gerar energia. As pessoas perceberam que era mais fácil e barato comprar energia do que ter a responsabilidade de manter seus geradores e cuidar de toda infraestrutura necessária para ter uma geração própria de eletricidade.

Talvez esteja chegando o momento de questionarmos até quando vale manter os nossos próprios data centers ( a não ser que este seja o negócio de sua empresa).

Cada empresa com seu data center?

Por que cada empresa ou negócio (independente do tamanho) precisa ter seu próprio parque de servidores para hospedar suas aplicações, seu ERP, seu CRM, seus bancos de dados?

Alguns dos pequenos e médios servidores de nossas empresas são utilizados parcialmente: cerca de 20% apenas, consumindo 100% de energia. Isto é um problema. E a má notícia é: vai piorar. Não vamos ter fontes inesgotáveis de energia que irão permitir um crescimento vertiginoso da quantidade de servidores e PCs no mundo.

Iniciativas do tipo Green IT e outras ajudam, porém o conceito de Cloud Computing, na minha opinião é o que pode, de fato, otimizar a utilização dos recursos de software, infraestrutura e hardware, de forma mais eficaz. Cada empresa ou indivíduo fará uso apenas dos recursos em que necessita, no tempo em que for necessário.

Tenho um amigo que tem em sua casa (ele, esposa e filha de 12 anos): 03 notebooks, 02 PCs robustos que trabalham como servidor caseiro, outros tantos monitores, HD externo, 02 conexões de banda larga para atender a demanda de seus trabalhos… …e já pensou, com toda razão, em consolidar parte das máquinas em um servidor. Se esta é uma realidade em muitas casas de classe média e alta, imagine o quanto a base de hardware está aumentando nas empresas.

Cloud Computing está pronta para ser utilizada nas empresas?

Vejamos o que afirma este estudo do Forrester Research.

Cloud computing is a new IT outsourcing model that doesn’t yet meet the criteria of enterprise IT and isn’t supported by most of the key corporate vendors. It’s wildly popular with startups, exactly fits the way small businesses like to buy things, and has the potential to completely upend IT as we know it. And there’s a high likelihood developers inside your company are experimenting with it right now. Forrester spoke with more than 30 companies in this market to determine its worthiness for enterprise consideration and found that it provides a very low-cost, no-commitment way for enterprises to quickly get new services and capabilities to market that entirely circumvents the IT department. Infrastructure and operations professionals can try to ignore it as it is just in its infancy, but doing so may be a mistake as cloud computing is looking like a classic disruptive technology.

Aplicações que podem se beneficiar da Cloud Computing

  • Aquelas que precisam acessar informações em tempo real (real-time information acess) tais como: RFID, sistemas de segurança e de transporte
  • Sistemas de pagamento e financial services
  • Mundos virtuais (à la Second Life) e as redes sociais
  • Todas as aplicações cujos bilhões de dispositivos móveis farão (estã fazendo) uso

Nem tudo são flores

A infraestrutura precisa melhorar (e muito!), principalmente aqui no Brasil. Como as empresas poderão garantir a disponibilidade dos serviços?

Veja o que aconteceu com um dos serviços mais famosos e um dos melhores exemplos de Cloud Computing (Amazon):

Amazon EC2/S3 Outage

E se o seu negócio dependesse apenas deste serviço?

Apesar destes “senões”, o futuro do processamento corporativo parece ser mesmo a Cloud Computing.

Aguarde outros posts sobre este assunto.

Outros artigos interessantes:
- Entrevista do CEO da Amazon.com (Jeff Bezos) para a WIRED Magazine em Mar, 2008: “Cloud Computing. Available at Amazon.com Today

- Post do Joe McKendrick em Abr, 2008: “Is Cloud computing too good to be true for enterprises?

O que é Cloud Computing?

Mais um termo relativamente novo. Cloud Computing está relacionado com:

Vamos simplificar! Este artigo da InfoWord/IDG , publicado pelo NYTimes.com responde a algumas questões sobre o que exatamente é Cloud Computing.

1. Antes de mais nada a idéia é utilizar a metáfora utilizada para representar a Internet (uma grande nuvem blá, blá blá…) com o termo “computing”.

2. Bingo! Fez-se a luz! Cloud + Computing = servidores virtuais disponíveis na Internet! Alguns analistas definem o termo como uma versão simplificada de Utility Computing, com servidores na “grande rede”. Veja a arquitetura de Cloud Computing utilizada na definição da Wikipedia:

Cloud Computing from Wikipedia.org

Qual o objetivo afinal?

Responder uma das demandas e (um dos) sonhos de todo CIO: aumentar a capacidade de processamento “on the fly” sem a necessidade de novos investimentos em infraestrutura, treinamento de pessoal, aquisição de licenças adicionais de software (melhor parte) etc. Está relacionada com serviços em que você paga pelo que você usa, em tempo real, extendendo a capacidade de processamento do seu (sempre limitado) data center. Lembra que Cloud Computing tem a ver com SaaS?

Você pode relacionar Cloud Computing com:

  1. SaaS: tipo de cloud computing em que um sistema/solução é disponibilizada via um browser para milhares de clientes através de uma arquitetura multitenant (uma mesma instância de um software “servindo” para múltiplos organizações clientes).
  2. Utility Computing: é o que organizações como Amazon.com, SUN e IBM estão fornecendo – servidores e storages virtuais que as empresas podem utilizar sobre demanda
  3. Web services in the cloud: conceito muito próximo de SaaS: Web Services providers disponibilizam APIs para os desenvolvedores explorarem as funcionalidades dos sistemas e bancos de informações. Alguns exemplos são: Amazon, Google, U.S. Postal Service, Correios aqui no Brasil etc.
  4. Plataform as a service: outra variação do  SaaS: este tipo de Cloud Computing disponibiliza todo um ambiente de desenvolvimento. A partir deste ambiente você customiza suas aplicações (e.g. ERP). Um bom exemplo é a plataforma Force.com, da Salesforce.com.
  5. MSP: Managed service providers
  6. Service Commerce Platforms
  7. Internet Integration

Com toda esta oferta de “Cloud Computing”, o autor do artigo sugere até mesmo um novo termo (que faz todo sentido), “Sky Computing“: várias “clouds of services” onde os usuários poderão plugar e invocar serviços de forma isolada.

Category: SaaS, Trends

CEP ou BEP? IBM quer criar novo termo

IBM deu mais um importante passo no seu portfólio de produtos de BPM e CEP (Complex Event Processing). Em Janeiro deste ano (2008) a empresa adquiriu a AptSoft.

AptSoft tem produtos que tratam processamento de eventos complexos e, de acordo com este comunicado, a sua tecnologia irá fortalecer os produtos de SOA e BPM da IBM.

“We welcome AptSoft into the IBM SOA portfolio and look forward to further extending our leadership position in the business events market. AptSoft enables customers to capture events as they happen with an intuitive user interface designed for business analysts,” said Tom Rosamilia, general manager, IBM WebSphere software. “AptSoft complements IBM’s SOA strategy and augments our business events capabilities to help our customers maximize their existing investments in SOA.”

Adicionalmente a big blue quer “renomear” o termo CEP, alterando-o para BEP (Business Event Processing).

Independente do termo, eu pessoalmente acredito que, à medida que vemos crescer a complexidade dos eventos, cedo ou tarde algumas empresas precisarão de uma solução que permita a união de CEP/BEP+SOA+EDA. Empresas de Telecom, da área Financeira, Saúde etc, são potenciais candidatas. Algumas delas já fazem uso destas soluções.

Se imaginarmos também o potencial do RFID, veremos que o tratamento e a correlação de eventos gerados por milhares (ou milhões) de dispositivos deste tipo vai mostrar porque esta combinação é necessária.

Como vocês podem ver temos várias possibilidades para esta “sopa de letrinhas” que é CEP+SOA+EDA.

Mais detalhes sobre este assunto nos blogs do Joe McKendrick  e do Mr. Dana Gardner, ambos no site da ZDNet.

( o cartoon deste post está publicado no site Geek&Poke)

Category: bpm, CEP SOA, SOA, Trends

Gartner: Previsões sobre Open-Source

Gartner Logo A lista abaixo é, no mínimo, interessante. Concordando ou não com as previsões, o Gartner Group é um instituto renomado e, no mínimo, vale a pena verificar as tendências que ele aponta.

Fiquei particularmente interessado pela previsão (ou será constatação de uma realidade?) de que em 2012 80% de todo software incluirá partes de software open-source. Sabemos que até mesmo os softwares da Microsoft tem “pedaços” de software livre (apesar dela negar às vezes).

Este post pode parecer off-topic, mas com tantas empresas construindo e disponibilizando soluções open-source para o “mundo SOA”, não se supreenda quando você descobrir que aquele ESB que custou milhares e milhares de US$, contém muitas soluções implementadas na comunidade do software livre. Aliás, isto hoje já é, em parte, uma realidade.

Vamos ver algumas previsões (em inglês mesmo, sorry):

  • By 2011, Apple will double its U.S. and Western Europe unit market share in Computers. Esta até eu sabia! (p.s. sou usuário de Mac)
  • By 2012, 50 per cent of traveling workers will leave their notebooks at home in favour of other devices. Smartphones, você já comprou o seu?
  • By 2012, 80 per cent of all commercial software will include elements of open-source technology. Já acontece hoje, não?
  • By 2012, at least one-third of business application software spending will be as service subscription instead of as product license. Este é um hot topic: Software as a Service (SaaS). As empresas irão pagar o software proporcionamente à sua utilização (não, não confunda com “on demand” ™)
  • By 2011, early technology adopters will forgo capital expenditures and instead purchase 40 per cent of their IT infrastructure as a service. Aqui entra SOA. Com o aumento da largura de banda, fica mais fácil para as empresas descentralizarem seus data-centers. Elas farão isto procurando um custo menor e/ou para diminuir os riscos. Com SOA acredita-se que teremos uma “cloud computing” e não fará nenhuma diferença se um serviço que você fornece ou utiliza está sendo executado aqui ou em algum servidor na China.
  • By 2009, more than one third of IT organizations will have one or more environmental criteria in their top six buying criteria for IT-related goods. É a “TI Verde”. Acredite, não é modismo e ninguém acha  que isto salvará as baleias; é pura economia de $$$ mesmo! Claro que o meio-ambiente agradece.
  • By 2010, 75 per cent of organisations will use full life cycle energy and CO2 footprint as mandatory PC hardware buying criteria. Idem.

Veja a lista completa aqui.

Category: open-source, Trends

Larry Ellison: Adoção de SOA será lenta…

Não chega a ser mais uma “previsão” sobre o futuro da arquitetura orientada a serviços mas, de acordo com o todo-poderoso da Oracle, a adoçao de SOA será lenta, muito lenta.

É o que afirma este post do site CIO.uk. Veja algumas das previsões dele:

  • “It takes about 10 to 20 years before [you can] rewrite all of your applications,”
  • “It takes a long time for our customers to have a majority of their applications modernised and we think this is a growth story for a decade for us,”

É fato que leva tempo para que uma empresa reescreva suas aplicações. Ele só esqueceu que um dos grandes benefícios que SOA traz é a manutenção do legado. Esta abordagem faz toda diferença na adoção de uma nova arquitetura e, com certeza, vai acelerar a adoção de SOA (olha eu contrariando Mr. Ellison!).

Espero, sinceramente, que a turma do Oracle Fusion discorde do chefe e liberem novas versões do middleware o quanto antes.

Category: Oracle, Trends

Gartner e as Top 10 Tecnologias Estratégicas: Onde está SOA?

Um dos autores do blog “Between the Lines” esteve no ”Gartner Symposium/ITxpo” (Orlando, FL) e nos conta neste post quais as “top 10″ áreas estratégicas de tecnologias listadas pelo Gartner Group:

A má notícia é, como vocês podem ver pelo quadro acima, SOA não está na lista. A boa notícia é que eles já estão tendo uma visão “beyond SOA”; ou seja, já assumiram que SOA já é uma realidade e estão analisando as tecnologias que implementam, complementam ou ampliam os horizontes da arquitetura orientada a serviços.

Veja o exemplo das Web Platforms (também conhecidas como SaaS) e WOA (Web-oriented Architecture):

Web platforms (also known as SaaS today). Cearley says that 25 percent of Gartner customers have some form of SaaS already. Cearley advises that IT managers build in SaaS providers into their sourcing strategies.

Longer term, however, Web platforms will be the model for the future. Ultimately everything–infrastructure, information, widgets and business processes–will be delivered as a service. All of these intertwined APIs will give us a acronym: WOA (Web oriented architecture.) “Put this on your radar screen and start with some ‘what if’ models,” says Cearley. These Web platforms will also make mashups more common in the enterprise. In fact, Cearley argues that enterprises will need an architecture just to manage mashups.

Category: SOA, Trends