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Mapeando a utilização das redes sociais no mundo

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A edição de Julho-Agosto/2010 da revista Harvard Business Review traz um infográfico interessante sobre a utilização das redes sociais no mundo.

A Pesquisa e sua Fonte de Dados

Mikolaj Jan Piskorski é professor associado na universidade de Harvard. Ele, um assistente e um designer gráfico, mapearam como as redes sociais são utilizadas ao redor do mundo e alguns países específicos e produziram um pequeno artigo com estes gráficos. O Brasil é um deles.

A fonte de dados utilizada foi o Trendstream Global Web Index, com dados atualizados de 16 países nos 5 continentes. Se você se interessa pelo assunto a visita ao site vale a pena.

Para entender o infográfico, é importante ler corretamente o que cada “pedaço de pizza” representa:

Brasil, EUA e Índia

A seguir compare o gráfico destes 3 países. Lembre-se que o grande círculo “cinza” representa a população que tem acesso à Internet (vide legenda acima).

(fonte dos gráficos: Trendstream Global Web Index)

O Infográfico da Harvard Business Review

Atenção para a identificação dos 2 eixos do infográfico: “Usuários da Internet que escrevem um Blog” versusUsuários da Internet que mantém um perfil em alguma rede social” (clique para ter acesso ao gráfico original):

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Um mapa das tecnologias que estarão disponíveis até 2050

Quando teremos portas inteligentes que poderão realizar reconhecimento facial (e você saberá que é sua sogra que apertou a campainha)? Quando todo os bebês já sairão da maternidade com sua identificação RFID implantada no corpo? Quando todos os automóveis estarão equipados com GPS?…

Algumas questões importantes, e outras nem tanto, estão condensadas em um único gráfico entitulado “Trends & Technology Timeline 2010+” (PDF).

Este “mapa do futuro” mostra 16 áreas (economia, petróleo, saúde, ciência e tecnologia, TI e telecom, mídia…), e quais e quando surgirão as próximas inovações de cada uma destas áreas, com previsões até o ano de 2050. Um trabalho e tanto.

Aparentemente, a fonte deste mapa parece ter sido o livro “Future Files – Next 50 Years“. No site de divulgação, o autor Richard Watson, lista a fonte das centenas de previsões futurísticas que ele utilizou.

Alguns exemplos:

Capítulo 1 – Sociedade e Cultura disponível em PDF

Se você se interessa pelo assunto, o capítulo 1 do livro, que trata sobre sociedade e cultura está disponível em PDF (23 páginas). É só clicar e ler.

Um pequeno trecho sobre o volume de informação produzido hoje (página 15):

Things cannot get faster or more complicated forever. Our minds (at least our current minds) won’t be able to cope — there is only so much information we can take on board. For example, there’s a trend called too much information (TMI) that has a distant cousin called too much choice (TMC). In a nutshell, mankind is producing too much stuff. The amount of new information we now produce is estimated to be around 2 billion exabytes annually. That’s (very roughly) 2 billion billion bytes or about twenty billion copies of this book. The average large corporation similarly experiences a doubling of the amount of information it produces annually.
It is no longer information that is power; it is capturing and maintaining a person’s attention. The problem is so bad that the world’s largest bank (Citibank) is testing something called Auditory Display Software as a way of delivering vital information to traders via music because visually based information just isn’t getting through.
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Cloud Computing: Open-source Cloud e a Ajuda da Microsoft

Este post traz duas boas notícias para o mundo da “Cloud Computing”. A primeira é o anúncio da empresa de soluções SOA open-source, WSo2, já citada várias vezes neste blog, e a outra vem da Microsoft e de sua plataforma de Cloud, Azure.
wso2cloud

WSo2 Lança sua Plataforma de “Cloud Computing”

Para quem não conhece, a WSo2 é uma companhia que desenvolve soluções para a arquitetura orientada a serviços (SOA) no modelo open-source. Tem escritório no longíquo Sri Lanka (terra natal do seu fundador) e nos EUA e Europa.

A plataforma de “Cloud Computing” que eles lançaram permite que as empresas criem sua própria “nuvem”, as chamadas “Private Clouds“, com um custo (direto) de software bastante reduzido.

A solução de Governance as a Service é um dos serviços já disponíveis para serem utilizados (veja restrições abaixo).

wso2gaas A idéia é que sua empresa possa fazer o setup de uma solução de Governança para o ambiente SOA (SOA Governance Registry) diretamente na “nuvem” da WSo2.

Veja o que é possível implementar:

- Armazenar services, WSDLs, Schemas e policies, facilitando a descoberta (discovery) dos serviços e suas restrições

- Gerenciar o ciclo de vida dos serviços
- Manter múltiplas versões dos serviços

- Acompanhar as dependências e associações entre os WSDLs e os Schemas

- Dar permissões apropriada para os usuários

As restrições para utilização são:

  • até 5 usuários
  • não mais do que 100 recursos armazenados
  • não mais do que 100 recursos acessados / dia
  • cada recurso pode ter, no máximo, 1 MB

E estão preparando o lançamento do 2o. produto: “Indentity as a Service”!

Importante: como informou esta notícia da InformationWeek USA, o WSO2 suporta o uso de seu produto como uma “Amazon Machine Image“, o formato de máquina virtual do EC2/Amazon Cloud. É compatível também com “VMware ESX Server virtual machine” e, claro, no open source Linux KVM virtual machine.

A Cloud da Microsoft, Azure, agora pode rodar “Ruby on Rails”

azureinterop

A notícia vem do blog da Mary-Jo Foley. No final de Novembro (25/11/2009) o arquiteto da Microsoft, Simon Davies, anunciou que já tinha um exemplo do “Ruby on Rails” rodando em uma “nuvem” do Microsoft Azure (veja aqui “ao vivo”).

Em um movimento acertado, a Microsoft tem feito um esforço para que sua “nuvem” tenha compatibilidade com vários produtos e soluções open-source. Alguns exemplos de “Azure compatible” são:

  • Ruby
  • PHP e ferramentas baseada no Eclipse
  • MySQL
  • MediaWiki
  • MemCached
  • Tomcat
  • SugarCRM tem sua versão para o Azure (!)

e claro, o seu “Service Bus and Access Control services”, antes conhecido como “.NET Services”, agora roda diretamente no Windows Azure e é chamado agora de “Windows Azure platform AppFabric Service” (nome nada fácil…). Mais detalhes aqui e aqui.

Como na discussão levantada no post da Mary-Jo, não imagino que exista motiva de desconfiança por trás desta iniciativa da Microsoft em suportar soluções open-source em sua “nuvem”.

No meu ponto de vista, não importa para o usuário, e até mesmo para o desenvolvedor, em que “nuvem” sua sua aplicação baseada no “Ruby on Rails” ou seu open-source SugarCRM, está sendo executado.

O que você acha?

O que é Google realmente quer com o seu Chrome OS?

O Google quer ou não quer dominar o mercado de sistemas operacionais?.

Um argumento contra é que se ele desejasse mesmo dominar este mercado, por exemplo, os engenheiros do Chrome OS teriam se preocupado com o mundo corporativo, que representa uma enorme parcela de usuários dos desktops/notebooks. Não tire suas conclusões agora. Veja o restante do texto.

O Chrome OS deverá ser lançado no segundo semestre de 2010, mas a agitação já começou desde o anúncio no meio deste ano de 2009. O equipamentos-alvo são os, cada vez mais populares, NetBooks, com processadores de baixo consumo de energia.

Tudo foi calculado para que este seja, de fato, o 1o. sistema operacional da era da “Cloud Computing”, em que o browser será o próprio sistema operacional.

A algum tempo já não dependo de muitos softwares presentes no meu iMac. Planilha eletrônica, processador de texto, agenda, calendário e todas as centenas de aplicações que a Web 2.0 trouxe.

Para completar, uma solução em que posso agregar meu documentos, notas, links sobre um determinado assunto: o Google Wave. Simplesmente fantástico. Hoje eu defino os assuntos do meu interesse, agrupo as minhas notas, PDFs, artigos, apresentações, vídeos etc, em “waves” no Google Wave. Desta forma, eu posso dar continuidade nas minhas pesquisas e trabalhos de qualquer lugar onde tenha um acesso a Internet.

Então, qual o propósito do Chrome OS?

Este artigo de Vijay Pandurangan dá uma pista da estratégia por trás do lançamento de um sistema operacional sem custo direto, 100% baseado na Web: a criação de melhores aplicações Web, 100% compatíveis com o HTML-5. Quem afirma isto é um ex-funcionário do Google, que trabalhou lá por 6 anos. Algum crédito ele tem.

A conclusão parece óbvia, de tão simples que é. Mas vamos tentar pensar estrategicamente.

Aqui vão meus R$ 0,10 de contribuição para esta discussão:

- Qual a missão do Google? Já escrevi isto é um post anterior (“SPDY (by Google) é o novo HTTP?“): Organizar toda a informação do mundo.

- A informação não pode estar nos “silos individuais” de informação que são nossos desktops, notebooks, netbooks e até mesmo celulares (lembram da estratégia de “dados nas nuvens” do Motorola Cliq?)

- A informação precisa – e acho que boa parte dela vai – “migrar” para a “nuvem”. As empresas que entenderam isto estão se dando bem (vide “Cloud na Amazon: US$ 220 Milhões/ano“)

- Quer outro exemplo: a Motorola acabou com todas as centenas de servidores Microsoft Exchange que ela utiliza no mundo inteiro. Os empregados chegaram pela manhã e o seu e-mail @motorola tinha sido migrado para o GMail! Veja porque tudo indica que Sanjay Jha vai mesmo revulocionar a Motorola (“A virada da Motorola(?) Qual foi o segredo?“)

- A estratégia do Google pode ter sido então: “vamos criar um ambiente livre, onde a dependência das ‘aplicações desktop’, que exigem um cliente em cada desktop, seja cada vez menor…

- Qual a melhor forma de atingir este objetivo? R- “Que tal um sistema operacional livre, leve, baseado em algo já estável e conhecido – Linux -, que forme uma imensa comunidade de desenvolvedores que irão construir ou migrar aplicações para este sistema operacional?

Isto, meu caro leitor, chama-se “Alinhamento Estratégico“. Leia novamente a missão do Google acima e veja como as ações são coerentes, alinhadas, não apenas esta do Chrome OS, mas de todas as soluções que eles desenvolvem.

E a Microsoft?

A Microsoft certamente vai se movimentar. Apesar de quase sempre chegar com algum atraso e de pouco contribuir com inovações, analistas de mercado já afirmam que o seu “Windows 7″ é o último “big bang” da gigante de Redmond. Espero mesmo que seja, e vejam como eles evoluiram. Diferente do “Windows Vista”, o Windows 7 é muito superior do que seus antecessores.

O ponto é: quando este momento chegar, qual empresa estará mais madura e apta a dominar o mercado de SOs? Vai fazer diferença qual sistema operacional você vai utilizar se grande parte das aplicações que utilizamos no dia-a-dia estarão na Web? Você vai pagar por uma caixinha com um DVD que vai instalar um browser no seu computador pessoal?

Abcs!

O Crescimento do NFC (Near Field Communication) até 2014

nfcforecast(fonte: Juniper Research)

Alguns meses atrás tratamos do potencial do mercado de mobile payment (vide “Pagamento Móvel vai Decolar?“, Parte I e Parte II e “Mobile Money e o Impacto no PIB“). Um whitepaper da Juniper Research, especializada em tendências do universo de telecomunicações, mostra o potencial deste mercado.

O mercado mundial foi dividido em 8 (oito) grandes grupos (vide gráfico acima) e, para cada um destes grupos, a estimativa de crescimento (em US$ milhões).

As “ondas” do NFC

De acordo com a pesquisa, a 1a. “onda” do NFC irá se concentrar em oferecer um meio de pagamento seguro e prático para o transporte público em áreas urbanas. Vários países europeus já testaram esta tecnologia (Espanha, França são exemplos). O sistema público de transporte de Paris, França, já comunicou que, até o final de 2010, terá uma solução onde seu celular ou qualquer outro dispositivo “NFC enabled” poderá ser utilizado como meio de pagamento.

O processo de aceitação desta forma de micro-pagamento deve evoluir, de acordo com os pesquisadores, e ser aceito como forma de pagamento para compra de souvenirs, em vendor machines e (atenção pessoal de marketing), em programas de fidelidade como forma de recompensa.

O Ticket Médio

O valor médio da transação ainda é baixo: US$ 25 nos EUA, 20 Euros na Europa ocidental, 10 libras na Inglaterra. O NFC vem exatamente para ser uma alternativa para pequenos gastos.

Por volta de 2012 o volume de transações mundiais deve chegar a US$ 30 bilhões.

Por que isto interessa tanto às operadoras. Por vários motivos, o principal talvez seja o aumento no ARPU (Average Revenue per Unit), ou média de gastos por cliente, que é um dos melhores indicativos da capacidade de geração de receita de uma empresa de telecomunicação.

Category: RFID, telecom, Trends

Pagamento móvel vai decolar? (Parte 2)

Na Parte I deste post tratamos dos modelos de negócio mais conhecidos de pagamentos móveis e também da promessa do NFC. Mas, quais as iniciativas (aqui e no exterior), que já estão funcionando?

Iniciativas e serviços de Pré-pago

A lista baixo não compreende todos os serviços existentes, apenas aqueles mais conhecidos, começando pelas iniciativas brasileiras. Fique à vontade para indicar outros, como fizeram dois leitores nos comentários da do post anterior.

logoPaggo.gif Serviço pré-pago da operadora Oi. No momento da compra você informa o seu número de telefone ao lojista. Um SMS é enviado para o seu aparelho com os dados básicos da compra e, através de um PIN, você autoriza o débito do valor do seu saldo de crédito. Ainda não disponível em São Paulo

Itaucard Vivo (operadora móvel): não tenho maiores detalhes da iniciativa de uma operadora de cartão nacional e uma empresa de telefonia móvel de São Paulo. Basicamente você, que é cliente destas empresas faz aportes de valores (modelo pré-pago). No momento da compra a máquina de cartão (POS) apresenta uma opção de pagamento “phoneshop”. Você informa o número do seu celular e um código é enviado para o seu aparelho. O lojista precisará informar este código para finalizar a transação. Você não precisa apresentar o cartão (físico). Detalhes nesta nota do Portal Exame

boku.png Boku: presente em mais de 50 países (não, no Brasil não temos), Boku permite que você faça compras on-line e informe operadora/número de telefone ao invés do cartão de crédito. Um SMS é enviado e basta você responder com um “Y” para finalizar a transação.

zonglogo.pngZong: muito semelhante ao Boku, você informa seu número de celular no momento da compra on-line, recebe um PIN# e informa este código para finalizar a operação. O valor da compra, como no Boku, vem na conta do seu telefone

hdr_obopay_logo.jpgObopay: a fundadora e CEO, Carol Realini, estava em um trabalho voluntário na África quando observou que, mesmo nos lugares mais longíquos algumas pessoas tinham um celular, mas nem todas tinha uma carteira (ou seja, dinheiro). Voltou para os EUA, fez o business plan, levantou dinheiro com investidores e fundou a companhia em 2005. Como funciona? Sabe aqueles R$ 5,00 da “vaquinha” do lanche da sua turma do escritório que você sempre esquece. Se tivéssemos um serviço como este por aqui, bastaria transferir, pelo seu celular, o valor diretamente da sua conta-corrente para a sua amiga que cuida do caixa dos lanches. Você pode realizar transações pelo celular (SMS, software que você faz o download ou WAP), diretamente na Internet do seu desktop ou até mesmo através de “widgets” em sites de relacionamento (MySpace, Facebook etc). O produto evolui para o “mundo físico” e agora disponibiliza um cartão de crédito pré-pago

paypal_logo.gif PayPal: velho conhecido, talvez o sistema de pagamento on-line mais popular, também tem uma versão para o mundo móvel. Além de uma aplicação para o telefone móvel (iPhone), você pode transferir dinheiro via SMS ou um portal de voz.

Ainda temos um serviço de uma empresa de Curitiba-PR que o leitor David Carvalho (quase meu “xará” como ele lembrou) me indicou. Segundo ele:

Já existe um serviço pré-pago onde você faz uma recarga na sua conta (do cartão) e usa em toda a rede credenciada, incluindo lojas, empresas e pessoas físicas. O serviço ainda é novo mas está sendo a cada dia ampliado. É por SMS e só pode ser feito pelo celular da pessoa. Se quiserem conhecer acesse: http://www.cartaocv.com.br

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O assunto é extenso e minha opinião é que temos uma grande demanda por serviços que simplifiquem as transações financeiras, sem perder de vista a segurança. Novos post virão, aguardem!

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Pagamento móvel vai decolar?

O pagamento móvel é uma promessa antiga que decolou em alguns países (Japão) mas que ainda está demorando a ser uma realidade no restante do mundo.

Aqui no Brasil um dos grande problemas operacionais é a definição da instituição que vai garantir o repasse do valor ($) do comprador para o lojista e, mais importante, o que a operadora móvel ganha nesta transação.

Em uma operação de cartão de crédito temos a empresa de cartão de crédito, a credenciadora (dona da maquina), o banco e o lojista. No M-Payment ainda temos a operadora móvel. Podemos complicar ainda mais se considerarmos as operadora móveis virtuais (MVNO ou Mobile Virtual Network Operator).

Minha opinião é que a M-Payment ou pagamento móvel tem tudo para dar certo no Brasil se adotarmos modelos mais simples e se os atores envolvidos no processo cederem um pouco para que todos ganhem. Na Teoria dos Jogos, este seria um jogo de colaboração.

Modelos de M-Payment

Basicamente, temos 4 (quatro) modelos de pagamento móvel:

  • Compra faturada diretamente pela operadora: você faz uma compra pelo celular em sites de ecommerce e através de uma senha e um código (PIN) a transação financeira é autorizada e autenticada pela operadora. É rápido, relativamente seguro, não requer softwares específicos no celular e não requer cartão de crédito
  • Via SMS: você envia uma “ordem de pagamento” via SMS para um código específico; o lojista recebe um SMS com a confirmação do “pagamento” e entrega a mercadoria ou serviço. Temos alguns problemas, o principal deles talvez seja a não garantia de entrega de SMS (não existe SLA para mensagens de texto no celular). Porém, convenhamos, é simples de utilizar e pode ser feito de 100% dos aparelhos do Brasil, ou seja, a tecnologia e o modelo do aparelho não seria uma barreira para implantação
  • Via WAP: apesar de não ter feito tanto sucesso no Brasil, o WAP ainda é utilizado por muitas operadoras e lojas on-line para realizar venda, seja ela diretamente no browser do celular ou através de um programa específico para realizar a operacão. O consumidor pode realizar o debito via serviços como PayPal ou Google Checkout, diretamente com a operadora (serviço específico) ou fornecendo os dados do seu cartão de crédito
  • Via NFC (Near Field Communication): muito popular no Japão, este meio de pagamento e simples, prático e seguro. NFC é uma tecnologia wireless derivada do RFID que permite o estabelecimento de comunicação entre dispositivos a uma distância média de 10 cm. Já temos chips NFC embarcados em aparelhos celulares e, portanto, se você quiser comprar um refrigerante em uma vendor machine, pagar o metrô ou ônibus, comprar jornal na banca, pagar entrada no cinema etc, basta aproximar seu celular para que a transferência de créditos se realize. Na minha opinião, este modelo tem um grande potencial de negócio, mesmo no Brasil. Veja alguns números abaixo

NFC – Grande Potencial

  • No Brasil, ainda temos 49% da população fora do sistema bancário (dados de Julho/2009). Boa parte destes possui um celular e são clientes mais do que potenciais para o serviço
  • A empresa de pesquisas Juniper Research, segundo notícia da Reuters de hoje (02/09), prevê que o mercado de pagamentos via NFC sera de US$ 8 Bi em 2009 com potencial de US$ 30 Bi ate 2012. Convenhamos, é muito dinheiro
  • Apesar de ser uma realidade no Japão a algum tempo, a empresa prevê que o mercado americano e europeu deve experimentar um grande crescimento entre 2011 e 2014 (imagino que o Brasil deve embarcar nesta onda também por volta deste período)
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    Enfim, a desoneração para exportadores de TI

    O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou na segunda-feira (24/08/2009) o decreto que reduz de 20% para 10% as contribuições ao INSS para as empresas exportadoras de software e serviços de informação (TI).

    A medida tinha sido anunciada, pasmem, em Maio/2008. Depois da crise (Janeiro/2009) o governo convocou os representantes das empresas de TI e solicitou a estes quais seriam as principais medidas para desonerar o setor. De acordo com o blog “zeroseuns” (Portal Exame):

    A desoneração vale para empresas prestadoras de serviços de análise e desenvolvimento de sistemas, jogos eletrônicos, programação, processamento de dados e até empresas de call center. As empresas têm hoje custos de mão-de-obra entre 70% e 80% do faturamento. Com a iniciativa, o custo deve cair a 60%.

    Modelos do Mercado de TI: Brasil e Índia

    Índia e Brasil adotaram modelos diferentes para o desenvolvimento do mercado de Tecnologia de Informação. No nosso caso, grande parte do crescimento do setor foi apoiado no segmento financeiro, principalmente no investimento realizado pelos bancos. Hoje somos referência mundial quando se trata de tecnologia bancária.

    A Índia optou por vender serviços terceirizados de baixo custo para empresas estrangeiras (principalmente EUA e Europa). Nos Estados Unidos ou na Inglaterra, quando um usuário de cartão de crédito liga para o call-center da administradora do seu cartão, é quase certo que esta ligação será atendida por um call-center na Índia e, do outro lado da linha, está um indiano treinado no sotaque do país de onde a ligação foi originada. (fonte: Estado de São Paulo, 25/08/2009, artigo Ricardo Camargo Mendes, página B2, caderno Economia).

    Dados, dados…:

    • O mercado mundial de offshore (venda de serviços de TI fora dos países onde estão sediadas as empresas contratantes) foi calculado em cerca de US$ 70 bilhões (2008)
    • A Índia, sozinha, foi responsável por 65,5% deste valor (aproximadamente US$ 46 bilhões).
    • Valores (em US$ bilhões) do mercado mundial de serviços de TI desde 2004 (fonte: NASSCOM.org, Índia)

    • A exportação de serviços de TI, na Índia, evoluiu de US$ 6,2 bilhões em 2001 para US$ 46.2 bilhões em 2009 (previsão). Fonte: NASSCOM.org, Índia

    • A exportação de Business Process Outsourcing (BPO), na Índia, evolui de US$ 900 milhões em 2001 para US$ 12,7 bilhões em 2009 (previsão). Fonte: NASSCOM.org, Índia

    • Para efeito de comparação, o mercado de TI do Japão, em 2008, foi de US$ 108 bilhão.
    • Os EUA respondem por aproximadamente 51% do mercado mundial de outsourcing, Europa 30,6% e Ásia-Pacífico por 16,2%
    • 325 empresas da lista Fortune 500, tem outsourcing na Índia
    • Destas 325, as 20 maiores contas representam 65% da receita de serviços de TI naquele país

    Uma última observação. A Índia sabe que um dos segredos é o investimento em educação. Mesmo com todas as dificuldades de um país de dimensões continentais, população de mais de 1 bilhão de pessoas (grande parte dela abaixo da linha da pobreza), os números acima provam que investir em educação produz resultados.

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    SILK: Codec da Skype será Liberado Gratuitamente

     

    Skype Logo

    Skype Logo

    SILK é o codinome do codec de áudio da Skype utilizado a partir da versão 4.o (Windows). A Skype anunciou que irá liberar este codec, sem custo, para as empresas e terceiros que quiseresm desenvolver aplicações utilizando este codec. 

    Frequencias Telefonia Tradicional e VoIP

    Na telefonia tradicional a banda é “estreita”. A frequência varia de 400Hz a 3,400Hz e, portanto, as frequencias altas e baixas são “cortadas”. Isto, por um lado, permite transmitir voz por um canal de 64Kbps mas, por outro lado, traz problemas para identificar corretamente alguns sons, como “f” e “s”.

    Com VoIP as chamadas são feitas em uma banda mais ampla. Com o SILK, a Skype conseguiu atingir os incríveis limites de 50Hz a 12,000HZ, permitindo ouvir claramente mesmo os sons difíceis de distinguir.

    A grande inovação da Skype foi conseguir que o SILK utilizasse -50% (!) de largura de banda. Ou seja, mesmo se sua banda larga não for lá uma “brastemp”, com um software baseada em SILK (e.g. Skype 4.x) você conseguirá uma excelente qualidade de voz.

    A Skype investiu 3 anos e milhares de dolares neste projeto, que foi baseado em 4 objetivos:

    - obter a mesma qualidade de voz que temos quando 2 pessoas conversam em uma sala

    - escalabilidade em tempo real da banda da Internet para se adaptar face a problemas na rede

    - balancear a otimização do codec entre música, voz e som ambiente; cada um traz um impacto na sensação que o usuário tem ao falar via VoIP

    - ser uma solução de codec robusta, independente da qualidade da rede

    Sou usuário do Skype e faço ligações para telefones fixos (SkypeOut) . Desde Fev/09 utilizo a versão 4.0 e posso assegurar que a qualidade, que já era boa, melhorou consideravelmente.

    Estou agardando a versão para Mac com este novo codec, prometida para Abril/09, juntamente com a versão para Linux.

    Mais detalhes em: blog do Skype, InformationWeek USA e PCWorld Maganize USA.

    Category: Skype, Trends, vendors

    Gartner e as previsões para 2009

    Aí está mais uma previsão do Gartner Group. Desta vez, as “Top 10″ áreas estratégicas de tecnologia para 2009.

    Anyway, primeiro vamos à definição de “tecnologia estratégica” do Gartner:

    Tecnologia Estratégica?

    Uma tecnologia estratégica é aquela com potencial impacto significante na organização, nos próximos 03 (três anos).

    Fatores que são utilizados para definir um “impacto significante” incluem:

    • Algo que produza uma ruptura abrupta (disruption) em TI ou no negócio ou
    • Que exija mais investimento (!) ou
    • Represente alto risco se não adotado

    Algumas observações:

    Cloud Computing
    A previsão é que até 2012, 80% das 1,000 maiores empresas da Fortune utilizarão algum tipo de serviço “baseado na nuvem”.

    Acho que, mais do que um buzz, cloud computing pode ser boa saída em tempos de crise financeira mudial. Claro que existem várias questões, principalmente no Brasil, relacionadas à infraestrutura e segurança mas, se os riscos forem pesados contra os benefícios, esta boa ser uma boa alternativa.

    Servers: Beyond Blades
    A discussão neste ponto, bem colocada neste post do blog “Between the Lines” (@ZDNet.com) é o modelo de licenciamento por CPU ou (pior ainda) por núcleo de processador. Na minha opinião este modelo deve ser repensado urgente.

    Web-Oriented Architectures

    Gartner afirma que a adoção de SOA, WOA etc irá se consolidar.

    Business Intelligence
    Gartner ainda acha que as empresas irão investir pesado em BI. Na minha humilde opinião, você deve separar a necessidade de mineração (data mining), extração e transformação de grandes volumes de dados (ETL), da proposta do BI em si.

    Neste ponto, a minha opinião é que a proposta de SOA, disponibilizando dados gerenciais em dashboards e Portais (marshups) será uma tendência crescente. Sempre iremos precisar de ETLs para lidar com uma massa de dados que só cresce porém, a visão no nível mais executivo (tomada rápida de decisão) deverá ser disponibilizada de uma forma mais próxima de um portlet em uma página da Intranet.

    A maior parte das ferramentas de BI de hoje atendem (muito bem) os níveis operacionais e táticos da organização. O nível estratégico precisa de informações de mais fácil acesso (acessibilidade é chave para estes executivos).